Três mil alunos visitam exposição “Portinari – Arte e Meio Ambiente”

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Foto: Divulgação | IFSC
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Inaugurada em 15 de setembro, no Teatro Municipal de São Carlos, a exposição “Portinari – Arte e Meio Ambiente” encerrou-se em 23 de outubro, após ter recebido mais de três mil visitantes (3.008)*, entre alunos dos ensinos fundamental, médio e da educação de jovens e adultos (EJA), além dos respectivos professores.

Promovida pelo Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, em parceria com a Prefeitura Municipal de São Carlos, através da Coordenadoria de Artes e Cultura, da Secretaria de Educação e da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia, e a Diretoria de Ensino – Região de São Carlos – Secretaria da Educação do Governo do Estado de São Paulo e com os apoios da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP, do Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão Universitária do Campus USP de São Carlos e do Departamento de Música da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP (FFCLRP/USP), esta edição da mostra disponibilizou 26 réplicas das obras de Cândido Portinari, que foram divididas em cinco módulos temáticos (O Ser Humano e sua relação com o espaço em que vive; Água: fonte da vida; Uso dos recursos minerais; A preservação das florestas e dos animais; e O equilíbrio entre os seres humanos).

Além de terem apreciado e compreendido as obras do pintor brasileiro, os jovens que visitaram a exposição puderam participar de oficinas criativas, na qual foram orientados por monitoras durante o desenvolvimento de várias atividades relacionadas à arte, como pintura a guache, recorte e colagem, mosaico com EVA e modelagem em argila.

Foto: Divulgação | IFSC
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Suely Avellar, coordenadora do Núcleo de Arte-Educação e Inclusão Social do Projeto Portinari, destacou o suporte que foi dado para os preparativos da exposição: “Nossas expectativas para ter realizado a exposição em São Carlos, este ano, foram muito positivas, já o Prof. Tito José Bonagamba, Diretor do IFSC-USP, se empenhou bastante durante a organização da mostra, e isso nos ajudou muito”, disse ela. Esta edição da exposição, de acordo com Suely, foi uma das melhores já feitas pelo projeto, graças à organização das escolas e ao modo como os jovens alunos vieram preparados para a mostra, com um interesse notável e visível, cumprindo escrupulosamente os horários de visitação. “Essa foi uma das melhores exposições; talvez a melhor que já fizemos até hoje. Devido à organização, pudemos cumprir todas as nossas propostas com as turmas que nos visitaram”, afirmou.

Embora a mostra tenha recebido bastantes crianças e jovens, os adultos foram os que mais conferiram a exposição. Mesmo assim, as crianças que visitaram o projeto mostraram-se muito entusiasmadas e focadas, tendo em vista que, durante a mostra, tiveram a oportunidade de ver as réplicas de perto, conhecer mais sobre a história de Candido Portinari e desenvolver as já citadas atividades, que nem sempre são oferecidas em sala de aula.

Estimular o interesse de crianças e jovens à arte é uma ação de extrema importância, mas, muitas vezes, esse incentivo é pouco desenvolvido no ambiente escolar. Para Suely, muitos alunos, por exemplo, gostam de cultura, porém, como não têm o estímulo dos professores, não se esforçam para, talvez, atuar na área artística futuramente. “Muitas crianças que vieram aqui desenham muito bem. Um senhor do EJA nos visitou e desenhou seu próprio professor… As pessoas gostam de cultura, mas não são incentivadas a trabalhar na área. Os alunos precisam de estímulo. Portinari foi tão bom quanto Leonardo da Vinci, Vincent van Gogh e outros que no futuro surgirão. Mas é preciso desmistificar aquele conceito de que apenas os artistas famosos são capazes de desenhar e fazer bons trabalhos”, pontuou Suely, complementando que esse incentivo deve partir dos órgãos responsáveis pela educação pública.

Segundo ela, esse encorajamento é importante não apenas nas as aulas de artes, mas, também, nas demais disciplinas, já que o Brasil precisa de cientistas, escritores, historiadores… “Em muitas escolas de periferia há professores acreditando que crianças e jovens só podem ser jogadores de futebol. Mas o Brasil necessita de outros profissionais, também. Os professores têm que buscar caminhos que ajudem seus alunos a descobrir a capacidade que têm”.

*Este número foi atingido com base nas visitas realizadas pelas escolas municipais estaduais e particulares de São Carlos e região – ensinos fundamental, médio e EJA -, calculando-se, por outro lado, que a exposição tenha sido também visitada espontaneamente por cerca de mil pessoas.

Da Assessoria de Comunicação do IFSC

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