Foto: Divulgação / EESC

Equipe da USP de aerodesign é campeã em competição nacional

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A equipe da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP AeroDesign obteve destaque na 17ª Competição SAE AeroDesign Brasil com três protótipos: Alpha e Bravo, que disputaram a categoria regular, e Mike, que competiu na categoria micro. O evento ocorreu de 29 de outubro a 1º de novembro, em São José dos Campos.

O protótipo Alpha conquistou a primeira colocação geral e ganhou menção honrosa de melhor projeto. Já o Bravo ficou entre os 20 primeiros colocados na categoria participante. O avião Mike também saiu vitorioso com a primeira colocação geral e com as menções honrosas de melhor projeto, menor peso vazio e melhor apresentação oral.

A equipe é formada atualmente por 40 alunos e participa da competição desde sua primeira edição, acumulando dez títulos nesse período. Com a última conquista, os aviões Alpha e Mike competirão em suas categorias na etapa internacional SAE Aerodesign East 2016, na qual a EESC AeroDesign também tem uma retrospectiva de destaque com cinco títulos mundiais conquistados. A prova será realizada em março, no Estado do Texas (EUA), reunindo grupos de diversos países.

Além dos troféus, as primeiras colocações do grupo resultarão em um estágio de férias na Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) para quatros alunos, a ser realizado em janeiro de 2016, quando eles terão a oportunidade de vivenciar os desafios da indústria aeronáutica e aprimorar sua formação.

Na edição de 2015, a organização SAE instituiu o Troféu Excelência em Projeto com o intuito de premiar, independentemente da classe inscrita, a equipe que alcançasse os melhores resultados em todos os quesitos de pontuação e se destacasse com um grande diferencial em relação às aeronaves concorrentes da sua classe. Após ser premiado com a menção honrosa de melhor projeto, o avião Mike foi o primeiro a receber o troféu.

Segundo Thiago Gogola, membro da equipe, houve a necessidade de fazer um novo projeto para a competição de 2015 devido as mudanças no regulamento que ocorrem todo ano. “Esses projetos buscaram inovar em métodos de cálculo e ensaios experimentais, além da utilização de materiais novos para a construção das aeronaves. Tudo isso para corrigir erros cometidos em projetos anteriores e otimizar os aviões para as mudanças do regulamento”, disse o estudante.

Gogola conta que há treze anos a equipe não vencia na categoria regular. No entanto, durante todo esse tempo não faltaram esforços para que o objetivo fosse atingido: a criação de estratégias, novos métodos de cálculo e inovações trouxeram ao grupo o espírito renovado de excelentes projetos. “Assim, no histórico de competições, a EESC AeroDesign obteve notas de projeto conceituais que sempre estiveram entre as melhores”, afirmou o estudante.

Foto: Divulgação / EESC
Foto: Divulgação / EESC

 

Desde 2014 foi agregada à equipe uma nova diretriz organizacional para o aprimoramento dos projetos, a execução de inúmeros voos antes da competição, o aumento da confiabilidade das aeronaves, a elevação da qualidade construtiva e a melhoria na previsão de carga. “Essa vitória nos mostrou que as mudanças inseridas foram corretas, pois tivemos duas aeronaves campeãs nas duas categorias mais disputadas. Foi um ano inteiro de trabalho duro, noites inteiras na oficina, discussões, novos projetos e uma mudança organizacional que ficarão como lição e como uma nova filosofia para o grupo”, destaca Gogola.

Dessa forma, partindo da constatação de problemas encontrados em competições anteriores, a equipe expandiu as modelagens de seus projetos. Fizeram análises de fenômenos aeroelásticos – que medem a interferência das forças aerodinâmicas na estrutura das aeronaves, prevenindo possíveis falhas estruturais que poderiam ocorrer durante o voo – e análise de modelagem estrutural por método dos elementos finitos – que permite calcular com elevada precisão os esforços em partes complexas das aeronaves, como trem de pouso e asa. Eles ainda ampliaram o uso de materiais compósitos na construção de seus aviões, aumentando a rigidez e a eficiência estrutural das aeronaves.

As aeronaves

A categoria regular, na qual competiram a Alpha e a Bravo, tinha motorização à combustão e, como desafio principal, as aeronaves deveriam carregar o maior peso possível, sendo que não poderiam ultrapassar o limite de tamanho estipulado. Uma característica importante foi o baixo peso vazio das aeronaves. O Alpha, por exemplo, possui um peso vazio de dois quilos e consegue carregar 14 quilos de carga.

Uma grande diferença entre os protótipos da categoria regular foi que, enquanto no projeto Alpha participaram apenas membros veteranos, o Bravo foi elaborado exclusivamente por membros iniciantes.

Na categoria micro o objetivo foi projetar uma aeronave mais leve possível que conseguisse fazer cinco voos carregando 43 bolinhas de tênis, missão cumprida pelo avião Mike. Nessa classe foram permitidos apenas motores elétricos.

Keite Marques / Assessoria de Comunicação da EESC.

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