Empresas da EsalqTec se destacam em inovação tecnológica e empreendedorismo

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Há 10 anos atuando, a EsalqTec Incubadora Tecnológica, um projeto da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP e da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), foi berço de diversas empresas de sucesso que atuam na área de inovação tecnológica para o Agronegócio.

Este é o caso da Promip. Fundada em 2006, na própria incubadora, foi a segunda empresa residente a ser instalada e Graduada em 2013. Atualmente é associada na EsalqTec. Especializada em biotecnologia, a empresa comandada pelo seu CEO e engenheiro agrônomo Marcelo Poletti, foi convidada a apresentar o seu projeto como exemplo de “case” de sucesso em um evento que o reuniu o governador Geraldo Alckmin, o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, Márcio França, e a subsecretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ana Abreu no último dia 19, no Palácio dos Bandeirantes em São Paulo.

O evento contou ainda com a presença de outras autoridades, como os prefeitos de Campinas, São José do Rio Preto, Santo André e Botucatu, além de reitores de universidades e representantes de parques tecnológicos. Nos seus discursos, o governador e seu vice demonstraram entusiasmo com os resultados da empresa, como exemplo concreto da parceria com a pesquisa desenvolvida nas universidades paulistas.

Poletti explica que a Promip esteve representando todas as empresas apoiadas por programas de apoio tecnológico e de investimentos do governo paulista. No início da sua apresentação, destacou as origens e o apoio recebido da Esalq como fundamental, pois o seu projeto nasceu das pesquisas realizadas no departamento de Entomologia, quando realizava o doutorado junto ao seu sócio e também atual diretor da Promip, Roberto Kono, Engenheiro Agrônomo e egresso da Esalq. “Para nós foi extremamente produtivo. Iniciamos 10 anos atrás, tivemos essa passagem pela EsalqTec. O sucesso é a comprovação da importância em ter iniciado as atividades numa incubadora de empresas”, diz.

O foco das pesquisas atualmente está na entomologia, fitopatologia e plantas daninhas. A empresa comercializa cinco produtos registrados no Ministério da Agricultura, além da prestação de serviços. “Estamos em contínuo desenvolvimento, em breve vamos ampliar nossa linha com dois novos produtos. Temos hoje 60 funcionários e pretendemos aumentar, principalmente, a parte de atendimento e suporte técnico, o que favorece o nosso serviço”, conta Poletti.

Startup de valor

Atualmente residente na ESALQTec, a Max Protein desenvolve pesquisas e produz proteicos de alta solubilidade para alimentação animal (extraídos de oleaginosas como algodão e soja). Recentemente recebeu uma excelente notícia: foi classificada pelo “Open 100 Startups” como uma das 100 startups brasileiras mais atraentes do mercado. O movimento 100 Open Startups conecta as startups com a estratégia de inovação das grandes empresas em busca de soluções e oportunidades para os desafios da sociedade e do mercado. “Figurar entre as 100 startups mais atraentes do mercado significa um grande salto em nossos projetos em termos de reconhecimento e de visibilidade e potencial de negócios.

A Maxprotein está classificada como a 32ª startup mais atraente na categoria “Desafio Aberto”, onde mais de 60% das empresas atuam na área da sociedade da informação, e primeira colocada na categoria “Agronegócio”, o que é motivo de orgulho para todos nós”, diz Antônio Roberto de Godói, um dos sócios da empresa.

Para a elaboração do produto e das pesquisas, a Max Protein foi contemplada por uma bolsa da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), por meio do PIPE (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas) e aguarda a confirmação da segunda fase do programa.

Godói destaca o papel da EsalqTec no desenvolvimento do projeto e na busca da empresa por consolidação no mercado: “Ser empresa incubada na EsalqTec significa ter uma enorme janela aberta para o mundo da pesquisa, desenvolvimento, inovação tecnológica , além da iniciação segura do seu empreendimento dentro da área do agronegócio nacional e internacional. Sempre seremos muito gratos à EsalqTec e a todo o seu pessoal”, afirma.

A empresa encontra-se em fase de ampliação e adequação de uma planta piloto para semi-industrial, em Piracicaba. A empresa irá se graduar neste ano, na ocasião dos eventos de comemoração dos 10 anos da incubadora.

Tecnologia contra a dengue

O Brasil  vive hoje um surto de dengue. Só ano passado foram registrados mais de 1,5 milhões de casos. A Oxitec, Associada da EsalqTec, é uma empresa de origem britânica pioneira no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela. Desenvolve uma linhagem de mosquitos machos com um gene que faz todas as larvas descendentes – machos ou fêmeas – morrerem antes de chegar à fase adulta, evitando a proliferação.

No ano passado, a empresa iniciou um trabalho experimental em Piracicaba, no bairro CECAP/Eldorado, espalhando os mosquitos geneticamente modificados que competem com os machos selvagens para a cópula. No dia 19 de janeiro, a Prefeitura de Piracicaba anunciou a redução de mais de 80% das larvas do Aedes aegypti na região. Estes resultados foram destaque em diversos veículos de comunicação no Brasil e exterior.

De acordo com o Engenheiro Agrônomo Guilherme Trivellato, gerente do projeto e egresso da Esalq, a Oxitec pretende ampliar por mais um ano o teste experimental na área central da cidade. “Nós temos agora esse projeto de expansão para o centro da cidade, e vamos inaugurar em breve uma unidade da empresa em Piracicaba”, diz.

Segundo Trivellato, outros municípios se interessaram pelo projeto, mas a escolha por Piracicaba se deu ao fato da cidade ser um polo tecnológico e um importante centro de pesquisas. A nova unidade deverá gerar mais de 100 empregos e investimentos de grandes recursos financeiros no município.

Dever cumprido

O Gerente Executivo da EsalqTec,  Sergio Marcus Barbosa, destaca a qualidade dos projetos que a incubadora abriga: “Os exemplos da Promip e da Maxprotein tiveram a colaboração de pesquisas realizadas na Esalq. Esta é uma contribuição da universidade para a sociedade, que através dos impostos, obtém retorno com inovações tecnológicas e formação de profissionais qualificados, resultando em sustentabilidade na produção e melhoria da qualidade dos alimentos. Estas empresas, com seus produtos de alto valor agregado, geram riqueza para o estado de São Paulo e geração de trabalho e renda”, ressalta.

Thiago Peres / Assessoria de Comunicação da EsalqTEC

Mais informações: (19)3421-3500, e-mail esalqtec@usp.br, site http://goo.gl/SoUZ8V

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