Crime fictício, ciência de verdade: curiosos têm dia de investigador em laboratório 
Na tarde da última sexta-feira (29), o Laboratório de Aulas Práticas do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP se tornou o centro de uma investigação criminal. Profissionais já formados, graduandos, alunos do ensino médio e  professores do ensino básico eram alguns dos participantes da “Oficina CSI”, promovida pelo CientificaMente, projeto de extensão coordenado pela professora Maristela Martins de Camargo.
Inspirada na célebre série americana, a atividade tem como objetivo descobrir, por meio da análise de DNA, qual dos suspeitos cometeu o crime investigado. Acompanhe na fotorreportagem a seguir todos os passos dessa busca, registrada pelas lentes da fotógrafa Cecília Bastos.  Reg. 020-16 - foto Cecília Bastos

Crime fictício e ciência de verdade na “Oficina CSI”

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Nascido no ICB, o projeto CientificaMente propõe “colocar a mão na massa” para entender como é feita a análise do DNA

Na tarde da última sexta-feira (29), o Laboratório de Aulas Práticas do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP se tornou o centro de uma investigação criminal. Profissionais já formados, graduandos, alunos do ensino médio e professores do ensino básico eram alguns dos participantes da “Oficina CSI”, promovida pelo CientificaMente, projeto de extensão coordenado pela professora Maristela Martins de Camargo.

Inspirada na célebre série americana “CSI – Investigação Criminal”, a atividade teve como objetivo descobrir, por meio da análise de DNA, qual dos suspeitos cometeu o crime investigado. Acompanhe na fotorreportagem a seguir todos os passos dessa busca, registrada pelas lentes da fotógrafa Cecília Bastos.

Os participantes são orientados a vestir jalecos e luvas e aprendem a evitar acidentes. Os cuidados também são importantes para que os experimentos corram como o planejado, sem alterações nos resultados das análises
A história que inspira a oficina é de uma mulher encontrada morta a tiros de prego. Pedaços de pele foram encontrados embaixo de suas unhas - o DNA da amostra será comparado com o de cada um dos cinco suspeitos
Com uma pipeta, instrumento que mede e transfere com precisão volumes de líquidos, os participantes aplicam enzimas em cada amostra. Elas ficam em uma estufa por 45 minutos para possibilitar a “quebra” do DNA
Depois, é preciso corar as amostras para proporcionar o efeito de contraste com o gel na etapa seguinte
Enquanto alguns grupos se organizam, outros são chamados para olhar fios de cabelo no microscópio. A comparação da coloração e estrutura dos fios pode ajudar a revelar quem é o culpado
A análise das impressões digitais também é importante na ciência forense, já que não há como duas pessoas terem desenhos iguais. A participante compara a digital encontrada na cena do crime com as dos suspeitos
As participantes Barbara e Mayara preparam as seis amostras de DNA para colocar na centrífuga. O objetivo é que o material seja misturado corretamente
O estudante Lucas Guimarães aplica os DNAs em um gel que passará pela eletroforese - processo em que, com a aplicação de uma corrente elétrica, o DNA “corre” de uma extremidade à outra, atraído pelas cargas positivas
Após a eletroforese, o gel recebe um corante para evidenciar o caminho percorrido pelo DNA: uma coluna com barras de vários tamanhos, formando diferentes padrões. São as famosas imagens usadas em testes de paternidade
Os irmãos Sara e Daniel observam com a monitora Marina (esq.) os padrões de cada amostra de DNA após a "corrida do gel". O padrão cujas barras correspondem às encontradas na cena do crime revelam o assassino
Esta é a quarta oficina realizada pelo grupo. A primeira aconteceu na Virada Científica da USP em 2015. Podem participar no máximo 32 pessoas, que passam cerca de duas horas no laboratório
A idade mínima para participar da atividade é 13 anos - crianças abaixo dessa faixa podem ir acompanhadas dos pais. A oficina CSI já recebeu pessoas de 11 até 76 anos. As vagas costumam se esgotar em um dia

 

Mais informações: http://cientificamenteusp.wordpress.com, email cientificamenteusp@gmail.com

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