Foto: Cecília Bastos
Foto: Cecília Bastos

Veterinário fisioterapeuta reabilita saúde de animais de estimação

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Tratamento consegue recuperar maior parte dos problemas de saúde que atingem os animais e, em alguns casos, pode até evitar a cirurgia

Entre os anos de 2004 e 2008, enquanto cuidava de sua formação acadêmica, o veterinário Ricardo Stanichi Lopes já tinha em mente um modelo de negócio mais ou menos estruturado. Formado e pós-graduado pela USP e pela Universidade de Tennessee, nos Estados Unidos, atualmente ele é dono de uma rede de clínicas de reabilitação veterinária em todo o Brasil, que começou expandir suas atividades também para o exterior.

Em sua carreira, o lado empreendedor pode até ser fundamental – mas o entusiasmo mesmo aparece quando Ricardo fala da profissão que escolheu, e como se define:  veterinário fisioterapeuta.

O amor pelos animais o doutor Ricardo trouxe da infância, enquanto a herança de bom gestor ele acredita ter vindo da experiência que teve com os pais na pizzaria da família, onde ajudava desde os onze anos. Em sua opinião, a formação universitária deixa uma lacuna ao não preparar o veterinário para gerir sua carreira, problema que ele não sentiu tanto ao aprender desde cedo a lidar com questões do mundo corporativo, como satisfação dos clientes, qualidade do produto e fornecedores.

Foto: Cecília Bastos
Foto: Cecília Bastos

A paixão pela fisioterapia veterinária surgiu da vontade em promover bem-estar e restabelecer a qualidade de vida dos animais por meio da reabilitação. De acordo com o fisioterapeuta veterinário, o tratamento consegue recuperar até 90% dos problemas de saúde que atingem os bichos e, em alguns casos, pode até livrá-los de indicação de cirurgia. “É gratificante ver a recuperação de animais que chegam ao consultório com dores intensas causadas por problemas ortopédicos, obesidade e ou neurológicos”, relata.

Pacientes

Entre os diversos pacientes que já atendeu, o fisioterapeuta destaca a cadela Vodka, uma labradora de 10 anos que chegou ao consultório sofrendo dores intensas, dificuldade para andar e se levantar e retenção urinária. A cachorra sofria de obesidade desde os quatro anos e foi diagnosticada com displasia coxofemoral (degeneração da articulação da bacia com a cabeça do fêmur).

Como tratamento, foi indicado medicamento para conter as dores, ração de baixa caloria para perda de peso e reabilitação com exercícios na esteira aquática e laserterapia. Ao todo, Vodka precisou de 24 sessões na hidroesteira, mas a partir da nona, ela já conseguia caminhar com ajuda. Ao finalizar o tratamento, a cadela ficou bem e readquiriu a alegria de viver. Emagreceu 14,5 kg em quatro meses, voltou a andar normalmente e não sentiu mais dores. (Acesse o vídeo para saber mais sobre a recuperação da Vodka)

Foto: Cecília Bastos
Scooby, o xodó da família de Rafael Duarte | Foto: Cecília Bastos

Scooby é outro paciente que tem a atenção profissional e o carinho de Ricardo. Vira-lata de porte médio e atualmente em tratamento na clínica, ele apresenta problemas na coluna e no joelho, enfermidades que o tutor Rafael Duarte associa ao fato de o cão ser hiperativo.

Por causa das fortes dores que vem sentindo, Scooby se tornou agressivo, precisando usar focinheira. O cachorro tinha apenas 45 dias de vida quando foi adotado em uma feira por Rafael Duarte e sua esposa, quando ainda eram recém-casados. “Foi paixão à primeira vista”, afirma, ao ressaltar que Scooby é considerado o filho primogênito do casal. Ele diz estar confiante de que as técnicas aplicadas na clínica irão ajudar seu filhote. “Já percebi uma melhora sensível nele”, relata.

A vida moderna dos cachorros

Foto: Cecília Bastos
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Segundo o veterinário Ricardo Stanichi Lopes, nos últimos anos, houve um crescimento de 40% na obesidade animal, principalmente em cães. Isso se deve às mudanças no estilo de vida dos proprietários, que têm reflexo diretamente nos animais. A falta de espaço para se exercitarem e o excesso de oferta de mimos e petiscos aos bichos fazem engrossar a estatística de obesidade.

Quanto às lesões ortopédicas, Lopes acredita que podem estar ligadas ao fato do animal, em geral sedentário, ter que subir e descer escadas, e em camas e sofás sem estar com o devido preparo físico para executar os movimentos.

Mais informações: email ricardolopes.fisio@yahoo.com.br, site www.fisiocarepet.com.br

 

 

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