USP em Rondônia 32a expedição
Foto: Divulgação/FOB

FOB leva atendimento odonto-fonoaudiológico à população ribeirinha de Rondônia

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Durante uma semana e meia, estudantes e pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP estiveram em Rondônia prestando atendimento odonto-fonoaudiológico à população ribeirinha da região. A 32a Expedição do Projeto FOB/USP em Rondônia partiu em janeiro com uma tripulação de 35 pessoas no avião da Força Aérea Brasileira (FAB) rumo à Porto Velho, a capital rondoniense. De lá, seguiram, por terra, à cidade de Monte Negro, região central do estado.

As ações fizeram parte de uma proposta desenvolvida conjuntamente pela FOB e pelo Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP com objetivo de desenvolver pesquisas em doenças tropicais na região amazônica. Os resultados dos estudos serão apresentados em congressos e periódicos científicos.

Segundo um dos coordenadores do projeto, o médico Luiz Marcelo Aranha Camargo, a população ribeirinha é muito carente em serviços de saúde, o que levou o atendimento ser encaminhado para cuidados preventivos e restauradores. Em alguns casos, foi necessário fazer extrações dentárias devido aos inúmeros relatos de pessoas que se queixavam com dores de dentes. Nos últimos anos, a FOB estabeleceu uma política de tratamento que resultou na colocação de centenas de próteses dentárias. Além desses procedimentos, também foram realizados cuidados de higiene e fluorterapia com as crianças em idade escolar, tratamentos endodônticos, periodontais e restaurações dentárias.

A Fonoaudiologia atuou nas áreas de linguagem, voz e saúde coletiva, com destaque para a audiologia, que melhorou ou devolveu a audição de inúmeros pacientes com a doação de aparelhos auditivos.

Em Monte Negro, os integrantes da expedição ficaram em alojamento. Todos os alunos foram preparados para a realidade local e receberam instruções específicas para trabalho de campo. Além da supervisão de Camargo, os estudantes foram coordenados pela fonoaudióloga Magali de Lourdes Caldana e pelo professor José Roberto de Magalhães Bastos.

Com informações da Assessoria de Comunicação da FOB

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