Automobilismo da EESC representa Brasil em torneio internacional

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Pela primeira vez desde 2008, a equipe Baja SAE da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) se classificou, juntamente com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Escola Politécnica (Poli) da USP, para a etapa mundial da competição Baja SAE, que será realizada em Madison (EUA), de 7 a 10 de junho.

A vaga foi obtida durante a 18ª participação da EESC na etapa nacional da disputa, que ocorreu março em Piracicaba, e contou com a participação de 72 universidades brasileiras. Cada time pode competir com dois automóveis Baja – carros abertos que correm em terrenos acidentados, como grama e barro.

A equipe da EESC, que realiza uma redistribuição de cargos a cada gestão, inclui 26 integrantes, além dos aprendizes. O grupo é coordenado pelo professor Álvaro Costa Neto, mas também conta com a direção de alunos veteranos no grupo.

“Nós começamos tudo do zero, todo o projeto é feito pelos alunos, desde os cálculos estruturais, os desenhos e a construção do carro”, declara Henrique Rezende Filetti, diretor da equipe da EESC.

“O professor tira nossas dúvidas e nos ajuda em algumas questões, mas somos nós que realizamos o trabalho”.

A divisão das tarefas, segundo ele, ocorre de acordo as áreas de interesse dos próprios alunos. “Dividimos cada grupo de acordo com os interesses pessoais dentro das áreas da engenharia” explica. “Vemos os interessados e dividimos em grupos, cada um cuidando de uma etapa da produção”

Materiais

Visando carros leves e ao mesmo tempo resistentes para as competições, o grupo se utiliza de materiais de alto custo, fornecidos por empresas patrocinadoras, como Opto, NSK e PTC. “Sem essa ajuda muitos dos materiais que nós utilizamos para as estruturas, como aço e alumínio aeronáuticos, não poderiam ser obtidos”, pondera Henrique.

Segundo ele, a EESC também dá grande apoio ao grupo, na disponibilização de materiais, equipamentos e no espaço da oficina. Outros materiais utilizados pelo grupo são a fibra de vidro e o kevlar, utilizado em vestimentas à prova de balas, para a construção da carenagem e dos acabamentos do veículo.

Para o estudante, um dos pontos fundamentais que a equipe propociona é a possibilidade de aprender e ensinar

“Quando nós entramos aprendemos muito, e depois passamos aos aprendizes todo o conhecimento sobre os processos que envolvem a construção dos carros.”

Além disso, Henrique ressalta que o funcionamento semelhante ao de uma empresa real faz com que o grupo também proporcione grande aprendizado na área de gestão.

É Brasil!

Buscando um bom resultado na competição internacional em junho, a equipe da EESC trabalha duro para adequar e traduzir as documentações para o inglês. “Nós precisamos apresentar o trabalho em inglês, além de adaptar alguns dados”, conta Henrique. Segundo ele, o grupo tem o apoio de outros setores da universidade para conseguir terminar as adaptações a tempo.

Visando o torneio internacional, Henrique diz que a equipe já enviou aos Estados Unidos o carro que será utilizado na competição.  Além disso, o veículo sofreu uma modificação em relação ao que foi apresentado na competição de Piracicaba: uma pintura comemorativa. “Nós tingimos nosso carro para que todos saibam que nós vamos representar o Brasil”, conclui. 

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