Pró-reitor de pesquisa anuncia programa de divulgação científica no campus USP Leste

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Um dos objetivos da criação do campus USP Leste foi promover a integração da população local com a universidade, servindo como instrumento para alavancar seu desenvolvimento. Como uma das formas de cumprir essa missão, o Pró-reitor de Pesquisa da USP, Marco Antonio Zago, anunciou em setembro um programa de divulgação científica na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP.

Mais especificamente, o projeto visa promover a interação dos estudantes de escolas secundárias da região com a Universidade, desenvolvendo atividades e projetos científicos em conjunto. O novo programa se baseará na construção de uma sede, provisoriamente chamada de Casa da Ciência, que contará com salas de aula, anfiteatro, laboratórios para experimentos, salas para exposições temporárias e para trabalhos em conjunto.

O Reitor da USP, João Grandino Rodas, já autorizou a destinação de recursos para a construção do edifício destinado a essas atividades. “Agora que os recursos estão disponíveis, é só vencer as etapas burocráticas relacionadas da construção”, afirma o pró-reitor.

Experiência

Em reunião com os professores da EACH, Zago apresentou a proposta para que os docentes avaliassem sua validade e manifestassem seu interesse na participação. A acolhida, segundo ele, foi entusiástica, até porque a USP Leste já conta com algumas iniciativas de divulgação de ciência para a comunidade. “Na verdade, vamos acabar incentivando algo que já existe lá”, comenta.

Além disso, a USP já tem antecedentes com esse tipo de programa em São Carlos e Ribeirão Preto, ligados aos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), assim como a Estação Ciência, um centro de ciências dinâmico e interativo que realiza exposições e atividades nas áreas de Ciência e Tecnologia, na Zona Oeste de São Paulo,  e que também é uma iniciativa de integração com a comunidade.

Local

A escolha do local levou em conta a proximidade do campus com uma população que tem menos acesso ao ensino e à ascensão social. Assim, espera-se que a Casa da Ciência traga um grande benefício social para os jovens da Zona Leste.
Zago acredita que a Casa poderia ser instalada em outros locais, mas explica que o campus Leste foi escolhido como sede do novo projeto também porque existem cerca de 1400 escolas públicas de ensino secundário na região. Segundo ele,

“Uma quantidade enorme de estudantes poderá se beneficiar desse contato com a Universidade.”

Os professores participantes da EACH ainda irão elaborar o projeto e decidir a estratégia de comunicação com as escolas secundárias, além dos temas que irão desenvolver. “É uma coisa gratificante em termos de resultado, mas é muito trabalhoso. Nós já temos experiência e precisávamos ter a certeza de que os docentes estariam dispostos e entenderiam isso como parte de sua missão como professores universitários”, conclui o pró-reitor.

Com a boa aceitação por parte dos professores e com os recursos disponíveis, as obras do edifício estão previstas para serem iniciadas ainda este ano.

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