Com apenas 18 anos, uspiana é campeã brasileira universitária de xadrez

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Nem só por conquistas acadêmicas são conhecidos os alunos e alunas da USP. Nas competições esportivas, tais  estudantes também estão em alta. Inclusive em modalidades menos difundidas no país, como o xadrez. Amanda Marques,  aluna do primeiro ano de Relações Públicas da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, acaba de ganhar o título de campeã brasileira universitária de xadrez. O campeonato foi conquistado no final de outubro, em competição disputada na cidade de Foz do Iguaçu (PR).

Uma campanha irretocável deu o primeiro lugar nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) à estudante, de apenas 18 anos. Foram seis vitórias e um empate nos, nos sete jogos disputados em sistema de pontos corridos (reconhecido pela Federação Internacional de Enxadristas). O único ‘tropeço’, se é que o empate pode ser classificado assim,  aconteceu em no confronto de mais de quatro horas diante de sua companheira uspiana e vice-colocada no torneio, Líria Garcia, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA).

“Acredito que esse tenha sido o jogo mais difícil. Ela estava super bem na partida, mas eu dei sorte dela fazer um movimento errado e consegui aproveitar. No final, eu estava super bem, mas eu tinha pouco tempo e a gente acabou empatando”, explica a jogadora sobre o único jogo em que não venceu.

Apesar de estreante nesta competição, Amanda se considera “macaca velha” dos torneios de xadrez. Ela tem nada menos que oito títulos nacionais e um pan-americano, o que ela considera a sua maior conquista. Constam ainda em seu currículo, três participações em olimpíadas de xadrez, torneio máximo da modalidade, além de diversos regionais.

JUBs 2012

O Xadrez Feminino foi a única modalidade onde estudantes da USP foram selecionados para disputar o JUBs, que requer uma classificatória estadual. Amanda também venceu esse torneio e foi representar pela segunda vez sua faculdade em uma competição universitária.

A primeira foi pela Liga do Desporto Universitário (LDU), onde também vitoriosa, assegurou uma vaga para o Mundial. Esse torneio, inclusive, foi a causa de Amanda não ter disputado o JUCA (Jogos Universitários de Comunicações e Artes) pela ECA, fato bastante lamentado por ela.

Antes eu jogava por uma cidade,
ou por mim mesma. Representar
a USP é mais um orgulho.

Perguntada sobre a experiência de representar a USP, Amanda revela que a sensação é diferente. “Antes eu jogava por uma cidade, ou por mim mesma e representar a USP é sempre mais um orgulho”, sorri a enxadrista. “Gostei muito dessa experiência, pretendo ir sempre”, garante Amanda, que estará novamente em 2013, nas disputas universitárias representando a USP.

Carreira

A única mudança que deve ocorrer é a troca de unidades, já que Amanda está em processo de transferência para o curso de Economia, na FEA. “Só vou trocar de curso, porque a ECA sempre vai estar no meu coração”, afirma.

Amanda ainda não tem um plano profissional totalmente traçado, mas não pretende viver do xadrez.  “O xadrez me deu muita coisa, mas eu não quero fazer isso da minha vida. Ele já me deu muita coisa, mas eu não sei se eu consigo tirar muito mais do que ele já me deu”, relata Amanda.

Ela ressalta, porém, o aprendizado deixado pelo esporte que pratica desde os seis anos de idade, começando na escola. “O xadrez sempre me ajudou a saber distinguir o que tenho que fazer na hora em que eu tenho que fazer, saber dividir o tempo melhor”.

O xadrez sempre me ajudou a saber distinguir
o que tenho que fazer e em que hora fazer.
Saber dividir o tempo melhor.

A enxadrista contabiliza ainda diversas viagens proporcionadas pela prática do esporte. “Eu só joguei um pan-americano no Brasil, o resto foi na Colômbia, Argentina, Equador e os mundiais são todos na Europa. Para jogar bem, é preciso viajar muito e conhecer jogadores de todos os lugares, estudar bastante”, recomenda.

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