VRERI divulga orientações para quem pretende fazer intercâmbio na Alemanha

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Do boletim VRERI News

A USP oferece diversas oportunidades de intercâmbio para a Alemanha em todas as áreas do conhecimento e em todos os níveis de estudo, da graduação ao pós-doutorado. Além de ser um país de forte tradição acadêmica, com algumas das melhores universidades do mundo, a Alemanha tem belas paisagens e enorme importância histórica, com diversas cidades marcadas pela 2ª Guerra Mundial. 

Visto

A Alemanha faz parte do Acordo Schengen, juntamente com Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos, Polônia, Portugal, República Checa, Suécia e Suíça, o que permite a emissão de um único visto válido para todos os países membros do acordo. O portador deste visto está habilitado a se apresentar nos postos de fronteira entre os países, podendo circular livremente entre eles, salvo exceções. Cidadãos brasileiros podem permanecer na Alemanha sem necessidade de visto por um período de até 90 dias a cada 6 meses. Estudantes que desejam permanecer no país por período superior a esse podem viajar à Alemanha sem visto, mas devem requerer o documento quando estiverem lá. Mais informações sobre visto encontram-se no site das Representações da Alemanha no Brasil

Seguro Saúde

É exigido que o viajante contrate um seguro-saúde antes da viagem com cobertura de no mínimo trinta mil Euros, validade em todo o território Schengen e vigente por todo o período de sua permanência. Alguns programas de intercâmbio já incluem um seguro nestas condições.

Custo de Vida

O gasto médio mensal de um estudante na Alemanha gira em torno de 600 Euros, variando, de acordo com os hábitos de cada um, o lugar onde mora e o nível de vida que se deseja manter. Na cidade de Darmstadt, por exemplo, o valor citado é suficiente para arcar com despesas de moradia – o aluguel de um quarto em república pode ser encontrado por aproximadamente 300 Euros; alimentação, por volta de 100 Euros ao mês; material de estudos, como xerox e papelaria, lazer e gastos extras inteiram os 200 Euros restantes. O custo de transporte na cidade depende da faculdade, pois algumas delas oferecem tickets de transporte por valores reduzidos.

Moradia

Além das moradias estudantis nas faculdades, também é possível acomodar-se em uma Wohngemeinschaft, popularmente conhecidas como WGs (lê-se “vê guê”), as repúblicas alemãs. Dividir uma casa ou apartamento pode ser uma boa ideia quando não se dispõe de muito dinheiro; em geral, elas têm preços acessíveis e, segundo o blog “Alemanha Além do Muro”, são tão comuns na Alemanha que muitos continuam morando em WGs mesmo depois de formados. O número de moradores varia de acordo com o lugar, e não necessariamente mora-se com amigos: por vezes, o contato com outros moradores da WG restringe-se aos cumprimentos básicos do dia a dia. É possível procurar por vagas em sites como o http://www.wg-gesucht.de/ e nos murais de avisos das universidades.

Alimentação

Manter uma alimentação saudável em um país onde a culinária tradicional é composta basicamente por batata, linguiça, carne de porco e cerveja pode parecer difícil, mas os supermercados oferecem várias opções para preparar a própria comida. É possível encontrar frutas, verduras e legumes, carnes de vários tipos e até mesmo o nosso tradicional arroz e feijão, para matar as saudades. Além disso, as universidades geralmente possuem restaurantes próprios com preços reduzidos.

Idioma

Não é novidade para ninguém que o idioma alemão é difícil e exige muita dedicação por parte do estudante. Por isso, é muito importante começar o estudo do idioma o quanto antes. Um estudante com nível inferior a intermediário (que corresponde aproximadamente ao nível B1 do Quadro Europeu Comum de Referência) pode sentir dificuldades no dia a dia e especialmente nas atividades acadêmicas.

Hábitos

Ao contrário do estereótipo do alemão frio e distante, muitos nativos são simpáticos e receptivos. Entretanto, diferentemente do povo brasileiro, são mais reservados, não costumam manter contato físico com estranhos, como abraços e tapinhas nas costas, e também não dão grandes demonstrações de afeto em público. “Não deixe de cumprimentar as pessoas com um aperto de mão para não ser considerado mal-educado”, recomenda André Moura, estudante da Escola Politécnica (Poli) da USP em intercâmbio na Universidade Técnica de Darmstadt, na Alemanha. Isso também vale, contudo, ao cumprimentar mulheres: os alemães não beijam desconhecidos no rosto, como se faz no Brasil. Além disso, quando conversar com um nativo, olhe nos olhos do seu interlocutor, ou ele poderá pensar que você não está interessado na conversa.

Mais informações: site: http://www.usp.br/internationaloffice

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