Pesquisa na FSP estuda transtornos alimentares em adolescentes

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Da Assessoria de Comunicação da FSP

A adolescência é uma época da vida marcada por muitas mudanças corporais, além disso, é uma fase em que a alimentação tende a ser inadequada e quando acompanhada de um estilo de vida sedentário, aumenta o risco de adolescentes desenvolverem um excesso de peso e uma insatisfação com seu próprio corpo. Essa insatisfação pode levar esses jovens a buscar métodos inadequados para controlar o peso.

Identificar a predomínio de comportamentos de risco para transtornos alimentares (TA), práticas não saudáveis para controle do peso e fatores associados em 1167 adolescentes de escolas técnicas do Centro Paula Souza no município de São Paulo foi o objeto de estudo da tese “Fatores associados ao comportamento de risco para transtornos alimentares em adolescentes na cidade de São Paulo”, defendida no último dia 15 de março na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. A tese foi defendida pela nutricionista Greisse Viero da Silva Leal, formada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Mestre em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e Doutora em Ciências, área de concentração Nutrição em Saúde Pública pela FSP/USP, possuindo também experiência em Transtornos Alimentares pelo AMBULIM (IPq/HC/FMUSP) sob a orientação da professora Sonia Tucunduva Philippi do Departamento de Nutrição da FSP/USP.

Greisse verificou que 12,2% dos adolescentes entrevistados tinham algum tipo de comportamento de risco para TA (restrição alimentar, compulsão alimentar e purgação) sendo a maioria do sexo feminino. Além disso, 31,9% dos adolescentes faziam uso de práticas não saudáveis para controlar o peso como pular refeições, comer muito pouca comida, usar substitutos de alimentos, usar remédios ou fumar mais cigarros com o objetivo de perder peso.

No caso dos adolescentes do sexo masculino a influência da mídia e o estímulo materno para a prática de dietas foram fatores que influenciaram a escolha de práticas não saudáveis para o controle do peso. Entre as adolescentes do sexo feminino, a satisfação corporal foi fator protetor para estas práticas.

Dietas restritivas também aumentaram a chance de desenvolver comportamentos de risco para transtornos alimentares e práticas não saudáveis para controle do peso. Para Greisse “a prática de dietas restritivas para controle do peso deve ser desencorajada, sendo necessária abordagem biopsicossocial para promoção da alimentação saudável”.

A autora sugere que os pais e os profissionais da saúde modifiquem a forma de tratar o controle do peso, o foco deve ser a satisfação corporal dos adolescentes através da valorização da diversidade de todos os tipos e formas corporais. Acesse aqui a tese completa.

Mais informações: site www.fsp.usp.br

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