Computação em nuvem do ICMC é referência na USP

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Da Assessoria de Comunicação do ICMC

Nos últimos anos, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), em São Carlos, tem se tornado referência na USP pelos projetos de infraestrutura em Tecnologia de Informação (TI). A base do desenvolvimento dessas novas ferramentas implantadas no Instituto é o conceito de cloud computing, ou computação em nuvem, onde o acesso a aplicações (do tipo e-mail, redes sociais, etc), armazenamento (como no Dropbox ou Google Drive) e processamento (caso o usuário precise executar um programa seu) pode ser feito a partir de plataformas simples que estejam conectada à internet. A grande vantagem é que os usuários, sejam eles indivíduos ou grupos de pesquisa, não precisam se preocupar com proteção de servidores, custos de energia e manutenção, backups, disponibilidade de dados durante viagens, etc.

O conceito de computação em nuvem já é aplicado com frequência no dia-a-dia de muitos usuários, por meio de serviços gratuitos e popularizados, oferecidos por empresas como a Amazon, Google, IBM e Microsoft. A USP já tem sua própria tecnologia de nuvem, para o serviço de e-mail e sistemas corporativos como Júpiter, Marte e Mercúrio.

A nuvem do ICMC tem o mesmo conceito, voltado para o ambiente de pesquisa. O chefe da Seção Técnica de Informática (STI) do Instituto, Dagoberto Carvalio Junior, explicou que os novos servidores oferecem maior disponibilidade e eficiência. “No futuro os grupos de pesquisa não terão mais necessidade de comprar discos, backups, servidores especializados para suas páginas web, por exemplo. Nós cedemos essas áreas e, por conta da nossa infraestrutura em datacenter, conseguimos ter maior disponibilidade e consequentemente o grupo é beneficiado com isso”, explicou.

A arquitetura utilizada para a construção do sistema de computação em nuvem no Instituto foi a IaaS – Infrastructure as a Service, ou Infraestrutura como Serviço, que partilha a capacidade de processamento e armazenamento disponíveis nas plataformas da STI em máquinas virtuais, que se adequem às necessidades dos usuários.

Para chegar neste nível de infraestrutura, foi investido cerca de R$ 1 milhão, dos quais R$ 450 mil apenas em storages, dispositivos projetados especificamente para armazenamento de dados aonde, através de uma conexão via rede, é possível conectar os servidores a um único ponto, expandindo a capacidade e garantindo maior flexibilidade, gerando economia de energia e recursos humanos. Nesse momento os storages do ICMC garantem uma capacidade de armazenamento de 216 terabytes, com grande capacidade para escalabilidade no futuro.

A rede é parte importante para o acesso à nuvem e, no ICMC, tanto a rede cabeada como a sem fio receberam investimentos significativos para melhoria. A rede sem fio conta com 24 pontos de acesso e, em média, 300 usuários conectados a uma velocidade média de 200 megabits por segundo. O Instituto utiliza uma arquitetura de rede sem fio controlada, na qual existe um controlador central que orquestra todas as bases de rádio instaladas no Instituto. Pelos sinais de rádio, esse controlador consegue administrar os pontos de acesso de forma que um não interfira no outro, além de fazer balanceamento da carga. “Se em um ponto de acesso temos vinte usuários e em outro ponto temos apenas dois, o controlador balanceia, deslocando uma parte dos usuários de um ponto para outro”, explicou Dagoberto.

Planejamento

O órgão responsável pela coordenação do projeto de computação em nuvem do ICMC foi a Comissão de Informática. O professor Edson Moreira, integrante da comissão e professor do Departamento de Sistemas de Computação, informou que existe uma iniciativa da administração central da USP em prover uma nuvem que cubra toda a universidade. “No entanto, enquanto aquele sistema não vem, o projeto do ICMC foi importante para criar modelos adequados para nossa realidade, que tem particularidades, para treinar os nossos recursos humanos, e estar em dia com as tecnologias de ponta em TI. O ICMC tem atribuições que dependem muito de TI como atividade fim. Por isso temos que estar atentos para termos infraestruturas adequadas às demandas da comunidade”, explicou Moreira.

O analista de sistemas e assistente administrativo do ICMC, Luiz Carlos Dotta, explicou que o Instituto está servindo de modelo para a aplicação de novas tecnologias na USP. “São estratégias que usamos que acabam sendo implantadas por outras Unidades e pela Instituição como um todo”, concluiu.

Mais informações: email comunica@icmc.usp.br

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