Últimos dias para inscrição na Olimpíada USP do Conhecimento

Publicado em Ciências, USP Online Destaque por em

Estão abertas até domingo, dia 12 de maio, as inscrições para equipes interessadas em participar da Olimpíada USP do Conhecimento. A competição, que está em sua primeira edição, terá divisão entre áreas de conhecimento e será realizada em duas etapas: seleção e desenvolvimento. Em um primeiro momento, cada equipe inscrita deverá apresentar um documento descritivo contendo um resumo completo do projeto a ser desenvolvido.

Para o professor Marco Antônio Zago, pró-reitor de Pesquisa da USP, a ideia desta competição vai ao encontro de uma das funções da universidade no Brasil. “O trabalho que visamos estimular não é o de um indivíduo, mas de uma equipe. É muito diferente de se desenvolver algo sozinho, é preciso cooperar, e essa cooperação em ciência é própria do ambiente universitário”.

Papeis da universidade

O pró-reitor também analisou o cenário universitário geral da USP. Para ele, é necessário aproveitar o potencial dos estudantes. “Temos várias maneiras de observar que nossos alunos são muito criativos, e isso deve ser incentivado. Não podemos assumir o posto de simples continuação da escola secundária, temos a obrigação de formar pessoas capazes de inovar”. Dessa maneira, a Olimpíada USP do Conhecimento foi pensada para abranger as mais variadas formas de inovação. “O grupo não precisa descartar ideias, os projetos só precisarão idealizar um produto ou serviço real. Entre os vencedores poderemos ter um robô, uma maquete, um software, uma peça de teatro, um poema, não importa”, explica.

Temos a obrigação de formar pessoas capazes de inovar.

O professor Zago enalteceu o evento como forma adicional de estímulo promovida pela Pró-Reitoria de Pesquisa. “Ao contrário do que as pessoas podem achar, aqui não fazemos pesquisas, e sim organizamos ações para apoiá-las e promovê-las dentro da USP. No Programa de Iniciação Científica, são cerca de 4 mil alunos inscritos, fora outros cerca de 2 mil, das Pró-Reitorias de Graduação e de Cultura e Extensão Universitária”, enumera. Para ele, o modelo de apresentação das iniciações científicas é muito importante. “Durante a graduação, o aluno da iniciação tem a chance de se deparar com um problema, pesquisa, busca, tenta solucionar, e aí vêm os resultados, as discussões. Ele aprende muito com todo o processo. A Olimpíada USP do Conhecimento segue essa mesma linha”.

Etapas da competição

As áreas de conhecimento que servirão de norte aos grupos participantes do evento serão “Humanidades, ciências sociais e artes”; “Engenharia, ciências exatas e da terra”; “Ciências agrárias e biológicas” e “Ciências da saúde”. Essa divisão, porém, não é a única distinção desta para outras competições acadêmicas, segundo Zago. “Primeiramente, dividimos porque não haveria como comparar um projeto ambiental com um artístico, por exemplo, mas também porque não é uma simples prova, como a da Olimpíada de Matemática, em que os alunos sentam isolados e respondem questões. Aqui, as situações-problema existem, e pedimos, na Fase 1, que os grupos nos façam uma ‘promessa’ de solução”.

A comissão julgadora escolherá para a fase 2, entre todos os projetos propostos, no máximo 15 de cada área. Caso não haja essa quota de aprovações em alguma das áreas, poderá haver remanejamento. Na segunda etapa, cada equipe selecionada receberá uma quantia de R$ 5 mil, e um prazo de quatro meses, para as implementações propostas na fase inicial. Ao final deste período, cada equipe apresentará seu projeto à comissão julgadora, e participará de uma exposição realizada pela Pró-Reitoria de Pesquisa, para divulgação dos trabalhos.

Expectativa e dificuldades

O Pró-Reitor reforçou a ideia de cooperação entre os diferentes estágios de conhecimento na universidade. “Não queremos pós-graduandos isolados, nem colocar grupos exclusivos de diferentes estágios uns contra os outros. A intenção é que um converse e ajude o outro”. Apesar de o evento estar na primeira edição, Zago espera um bom número de inscritos. “Gostaria de ver muitos alunos e docentes da USP participando desta iniciativa. Seria benéfico a todos, mas acho que, por ser um projeto novo, ainda pode demorar um tempo para ‘pegar’”.

Além de ser uma competição nova, um fator que atrapalha a participação massiva da comunidade uspiana é a falta de divulgação. “Conseguimos colocar umas poucas faixas em algumas unidades, afixar folhetos em outras, e os membros colaboradores da Pró-Reitoria ficaram de divulgar nas suas unidades, além da exposição no nosso blog, mas sabemos que é insuficiente”, afirma o professor. A entidade ainda não conta com um setor específico para o promover o marketing das suas iniciativas.

Inscrição

No resumo, a equipe deverá descrever de forma clara o enunciado do problema técnico-científico a ser solucionado, bem como informar o processo através do qual este problema foi detectado, e a atividade a ser preparada para resolvê-lo. Esta última poderá conter aplicações práticas nas áreas tecnológicas, culturais e sociais, sempre com o objetivo em problemas reais.

O último item do documento descritivo deverá ser a identificação dos membros da equipe, que deverá ser composta por 8 a 20 membros, envolvendo de 3 a 10 alunos de graduação, 2 a 5 de pós-graduação, e 1 a 3 docentes, um dos quais precisará constar como coordenador do projeto, todos vinculados à USP. Além destes, serão também aceitos, embora não obrigatórios, até 2 pós-doutorandos e 1 técnico especialista da instituição.

Depois de todos os passos anteriores cumpridos, cada equipe precisa inserir sua inscrição no sistema Atena, até as 18 horas de domingo, dia 12 de maio. As propostas deverão ser julgadas até o dia 6 de junho, e o resultado da primeira fase será divulgado no dia 7, a partir do qual já estará valendo o período de desenvolvimento da segunda fase. A execução dos projetos deverá ser concluída até o final do mês de setembro, e as apresentações devem ocorrer em outubro.

Para mais informações, confira o edital completo da Olimpíada USP do Conhecimento, clicando aqui.

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