Pesquisa da Esalq identifica espécies de madeira comercializadas em São Paulo

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Um estudo realizado na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq) da USP, identificou a estrutura anatômica das principais madeiras comercializadas em São Paulo, contribuindo para o diagnóstico das espécies de árvores submetidas à maior exploração nas florestas naturais de sua região ecológica de origem.

De acordo com o biólogo Luiz Santini Junior, responsável pela pesquisa, a necessidade de fiscalização e da regulamentação do comércio de madeiras tropicais impulsionou o governo do Estado de São Paulo a implantar, em 2007, o Projeto “São Paulo Amigo da Amazônia” (SPAA), criando-se o Cadastro Estadual das Pessoas Jurídicas, o CadMadeira, para empresas que comercializam produtos e subprodutos de origem nativa da flora brasileira no Estado de São Paulo. Entretanto, o programa apresentava dificuldades no controle e agrupamento das diferentes espécies. Nesse contexto, o pesquisador decidiu transformar as experiências e os resultados obtidos, ao longo das vistorias desses projetos, em um estudo mais aprofundado de mestrado.

A pesquisa resultou no trabalho intitulado “Descrição macroscópica e microscópica da madeira aplicada na identificação das principais espécies comercializadas no Estado de São Paulo – Programas São Paulo Amigo da Amazônia e Cadmadeira”, pioneiro no controle de comércio legal de madeiras em São Paulo, que tem como objetivos específicos elaborar uma método para identificação das espécies encontradas, apontar os principais agrupamentos errôneos de madeiras pelo nome popular e, separar essas espécies agrupadas erroneamente por meio de características anatômicas peculiares de cada espécie florestal encontrada no estudo.

Mais informações: site www.esalq.usp.br

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