Centro da FEARP divulga boletim sobre mercado de trabalho

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Da Agência USP de Notícias

No dia 8 de agosto foi divulgado o boletim Mercado de Trabalho – mês de julho, realizado pelo Centro de Pesquisas em Economia Regional (Ceper-Fundace), que reúne pesquisadores da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP) da USP. A pesquisa analisou dados de junho do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do governo federal, relativo a Ribeirão Preto e região, estado de São Paulo e Brasil.

Os dados apontam para a retração na criação de vagas de trabalho no Brasil e refletem a combinação de baixo crescimento econômico com o aquecimento do mercado de trabalho de meses atrás. Os setores mais afetados, de acordo com a pesquisa, foram o de serviços, que vinha absorvendo a mão de obra, e o de comércio. O estudo destaca que a retração em ambos setores reflete diretamente a deterioração do poder aquisitivo da população.

No Brasil foram criados apenas 123.836 novos postos de trabalho no mês de junho de 2013, cerca de 2,8% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Apesar disso, o número de criação de emprego nos últimos 12 meses foi de 667,5 mil postos de trabalho, 42,4% a menos do que nos 12 meses anteriores, quando foram criados mais de 1,1 milhão de postos de trabalho. Ainda, no acumulado do ano, considerando o primeiro semestre, foram criadas 657 mil vagas, enquanto em 2012 foram 858 mil vagas, para o mesmo período, 23,4% a menos.

O município de Ribeirão Preto, com sua forte dependência do comércio e serviços, reflete o momento de incertezas sobre a economia brasileira.

Ao analisar o município de Ribeirão Preto isoladamente, observa-se que no período de um ano, houve um aumento no número de postos de trabalho. Em junho do ano passado praticamente não houve criação de vagas, enquanto que em 2013 foram criadas 80 vagas no mês. Todos os setores obtiveram melhora em junho frente ao resultado do ano anterior, com exceção do comércio. No acumulado de 12 meses, observa-se igualmente uma retração na geração de empregos, de quase 50%, considerando todos os setores.

Contudo, nota-se uma recuperação importante do setor industrial. Assim, os setores que tiveram saldo negativo no mês de junho foram os de comércio varejista, serviços industriais de utilidade pública, indústria de madeira, de borracha e ensino. Os setores com melhor desempenho foram os de comércio e administração de imóveis, serviços médicos e odontológicos e a indústria de produtos alimentícios e bebidas.

Mais informações: (16) 3931-1313

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