Equipe de engenheiros da USP é premiada em competição de eficiência energética

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Nathália Nicola/Assessoria de Comunicação da EESC

A equipe EESC-Mileage, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, foi campeã da 10ª edição da Maratona Universitária de Eficiência Energética na categoria Veículo Elétrico. O evento aconteceu no dia 30 de agosto, no Kartódromo Ayrton Senna, em Interlagos, São Paulo.

A competição consistiu em propor e construir um veículo protótipo monoposto (que abriga apenas uma pessoa) a combustão ou elétrico, dependendo da categoria, segundo conceitos sustentáveis e que fosse muito eficiente do ponto de vista energético. Ou seja, depois de pronto, este monoposto deveria percorrer uma determinada distância com o menor consumo de energia.

Orientados pelo professor Luís Carlos Passarini, do Departamento de Engenharia de Materiais da EESC, a marca obtida pelo grupo EESC-Mileage é a segunda melhor marca do mundo até o momento, faltando computar apenas a maratona asiática.

O prêmio foi decorrente do carro 57, Faísca II, que completou oito voltas (6,4 km) na pista consumindo apenas 42.492 joules, o equivalente a um banho de chuveiro (no inverno) de menos de 10 segundos.

Por tratar-se de uma competição acirrada, que contou com a participação de trinta universidades, Arthur Lunardi, integrante da equipe, acreditava em um bom resultado, mas não em uma colocação no pódio. “A equipe superou todas as expectativas. Depois do primeiro dia, quando obtivemos o primeiro lugar parcial, ficou nítido que queríamos muito vencer a competição, pois o Mileage nunca havia chegado tão longe. A partir daí, o trabalho foi muito mais intenso”, comentou.

Disputada desde 2004, a Maratona Universitária da Eficiência Energética é inspirada na competição internacional Shell Eco Marathon e é a quarta maior competição do gênero no mundo e a única da América Latina. Tradicionalmente, as equipes que alcançam o menor consumo em cada categoria ganham veículos para uso didático. As terceiras colocadas recebem motores.

O troféu da conquista foi entregue pelo automobilista brasileiro Emerson Fittipaldi, bicampeão mundial de Fórmula 1 e campeão da Fórmula Indy.

Para o professor Passarini, o desafio dos alunos na competição está em buscar soluções criativas e inovadoras que envolvam pesquisa, estudo e utilização de materiais e métodos consagrados e alternativos. “O aluno de engenharia – sob orientação de seus professores – pode experimentar problemas reais de projeto. Essa exposição advém das recomendações apresentadas de que o aluno deve buscar soluções de problemas do tipo aberto (que não possuem uma única solução certa) ao longo de todo o seu curso de Engenharia. A solução deverá ser gerada pelo aluno”.

O orientador também ressaltou a importância de estimular o aluno para a realização de trabalhos em equipe durante a graduação. “Por se tratar de um problema multidisciplinar, para prosseguir adiante o aluno precisa fazer parte de uma equipe, na qual ele aprenderá conviver, respeitar as diferenças e expor seus pontos de vista. Portanto, participar da Maratona é fazer uma experiência fora da sala de aula que promove o desenvolvimento e formação das pessoas, o estímulo à geração de novas tecnologias e ideias e a busca por uma maior eficiência energética e a preservação do meio ambiente”, destacou Passarini.

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