Olimpíada São-Carlense de Matemática premia estudantes do ensino médio e fundamental

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Da Assessoria de Comunicação ICMC

Estimular o estudo da matemática por meio da resolução de problemas desafiantes, contribuindo para a melhoria do ensino e a identificação de jovens talentos da região. Esses são os principais objetivos da Olimpíada São-Carlense de Matemática (OSCM) que premiou neste domingo, 15 de setembro, 23 estudantes do ensino médio e fundamental durante evento realizado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), da USP em São Carlos.

Além dos alunos, duas escolas que tiveram o maior número de estudantes premiados receberam troféu: o campeão foi o Colégio Dom Aguirre, de Sorocaba, e o vice-campeonato ficou com o Colégio Anglo Prudentino, de Presidente Prudente. Houve, ainda, uma homenagem ao professor Dimas Fernando Bueno de Oliveira, que ministra aulas de matemática nos colégios Anglo de São Carlos, Bariri e Jaú.

Professor há 23 anos, Oliveira é engenheiro formado pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. Quando estava no segundo ano da graduação, começou a dar aulas de matemática no Colégio do Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (CAASO). “Daí peguei gosto pela profissão de professor. Mas se, naquele momento, eu falasse para minha mãe que ia abandonar a engenharia, ela morreria. Então, terminei o curso, dei o diploma de presente para ela e fui fazer o que queria: licenciatura em matemática. Hoje, sou muito feliz”, contou Oliveira. Desde a sétima olimpíada, ele incentiva as escolas a enviarem os alunos para participar da OSCM. “É sempre legal o professor incentivar os alunos, mostrando sites, livros, dando exercícios desafiantes. Também seria importante que todas as escolas oferecessem cursos de preparação para as olimpíadas”, completou o professor.

Segundo o coordenador do Centro Olímpico de Matemática do Colégio Dom Aguirre, Claudemir Camparini, a participação em olimpíadas de matemática é uma experiência que vale muito a pena. Mas é preciso realizar um trabalho paralelo à sala de aula. O Centro Olímpico do colégio existe desde 2002 e oferece quatro horas/aula por semana aos alunos especialmente destinadas a prepará-los para quatro olimpíadas de matemática: a Paulista, a Brasileira, a São-Carlense e a de Campinas. Participam dessas aulas os cinco estudantes melhor classificados em uma seleção interna do colégio, que é realizada a partir do 5º ano do ensino fundamental e prossegue até o 3º ano do ensino médio.

“Normalmente, o aluno que está no Centro Olímpico de Matemática vai muito bem em todas as disciplinas. É um aluno brilhante. Ele passa nas melhores universidades públicas quando termina o ensino médio, sem precisar de cursinho. Aliás, foi um ex-aluno nosso, que fez Engenharia Aeronáutica aqui na USP São Carlos, que descobriu a OSCM e nos trouxe para cá”, revelou Camparini.

“Desde o quinto ano eu comecei a gostar bastante de matemática e tenho uma certa facilidade. Participo do Centro Olímpico desde o sexto ano”, contou o aluno do nono ano do ensino fundamental do Colégio Dom Aguirre, Gustavo Motta Tranche, que participou pela primeira vez da OSCM. A medalha de ouro que Tranche carrega é, também, a primeira que já obteve em uma olimpíada de matemática. Ele, que tem 14 anos e participou anteriormente de duas edições da Olimpíada Paulista e da Olimpíada Brasileira de Matemática, assegura que a persistência é uma característica muito relevante nesse tipo de competição.

Quem também acredita na persistência é a estudante do terceiro ano do ensino médio do Colégio Interativo de São Carlos, Júlia Ribeiro Martins, de 17 anos: “Eu sempre me interessei muito por matemática, sempre achei muito divertido. No colégio onde eu estudo, encontrei o professor Eduardo Furlan, que incentiva bastante essa participação em olimpíadas. Eu participo desde o primeiro ano do ensino médio e, com a prática e a experiência, fui melhorando a cada ano”. Vencedora de medalha de ouro nesta oitava edição da OSCM, Martins conta que, toda a semana, frequentava uma aula opcional do professor Furlan, em que aprendia dicas especiais de estudo voltadas especialmente para as competições. Ela pretende, agora, seguir a carreira de engenheira ambiental e aposta que a participação nas olimpíadas contribuirá para alcançar o sonho.

Já o medalhista de prata Leonardo Shoiti Miyashiro, que tem 15 anos e está no primeiro ano do ensino médio no Colégio Anglo Prudentino, revela que a dedicação e a curiosidade de buscar novos desafios para superar os demais e ficar acima da média é fundamental.

Imagens da premiação podem ser conferidas nesta página.

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