FMRP utiliza boneco que simula doenças cardíacas com fidelidade

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Breno Berlingeri Campos /  Assessoria de Imprensa do Campus de Ribeirão Preto

Foto: TV USP Ribeirão
Foto: TV USP Ribeirão

A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP acaba de dar mais um passo para o incremento do ensino médico. E o responsável por esse avanço é um boneco chamado Harvey, que acaba de chegar ao Brasil. O modelo é capaz de simular, com fidelidade humana, 33 diferentes doenças cardíacas.

Harvey tem a incumbência de desvendar os caminhos para o exame clínico cardiovascular e já está em funcionamento há mais de um mês na FMRP. Ele pode simular doenças cardíacas que são detectadas em seu corpo com a elevação da pele. O sistema permite que até dez alunos, simultaneamente, façam a ausculta por meio de estetoscópios eletrônicos. “Quando o professor está examinando o paciente, o aluno ouve o mesmo que o professor está ouvindo, e ele poderá notar que as condições dos sons se modificam de acordo com a posição do estetoscópio no tórax”, explica o professor André Schmidt, um dos responsáveis pelo novo projeto de ensino.

Ao realizar a ausculta, o aluno pode identificar as alterações relacionadas com as doenças que o professor tiver selecionado. A pressão arterial, por exemplo, é programada, o que permite que o estudante conheça os parâmetros de medida e encontre os valores compatíveis para a doença em estudo.

Para o professor Antônio Pazin Filho, coordenador do projeto, o diferencial do Harvey em relação a outros bonecos é a imersão do aluno na atividade. Por intermédio de um sistema de áudio, o professor fica com um microfone do lado de fora da sala e faz o papel do paciente, enquanto o aluno vai examinando o boneco e colhendo as informações. Assim, eles conseguem identificar ainda “alterações nos pulsos periféricos, na pulsação de vasos arteriais e venosos e notar a presença de pulsações anormais no tórax”.

Boneco não substitui experiência humana

Conta Pazin que, antes de o boneco Harvey chegar à FMRP, o professor precisava procurar pacientes que estavam internados ou nos ambulatórios de atendimento específicos das doenças cardiovasculares. Precisavam arregimentar diversas pessoas e uma gama de situações diferentes, mas que muitas vezes não contemplavam todas as necessidades do curso.

Contudo, com o Harvey não é diferente. Por mais que o boneco equivalha a 33 pessoas com diferentes doenças cardiovasculares, ele não substitui o paciente. “O Harvey auxilia, não substitui o ensino com o paciente, ele prepara o aluno para que, quando ele chegar para avaliar a pessoa, ele já tenha uma estrutura mental do que tem de procurar e do que pode ou não encontrar, dependendo do que ele viu ali”, conclui Pazin.

O boneco Harvey custou U$ 50 mil e há a possibilidade de outros três modelos serem instalados em faculdades de Fortaleza, Salvador e Porto Alegre até o final do ano.

Mais informações: (16) 3602-1110

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