Feira reuniu projetos sobre redes de comunicação desenvolvidos no ICMC

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Denise Casatti/Assessoria de Comunicação ICMC

Você chega à rodoviária de São Carlos no domingo à noite e desanima ao ver a fila para tomar um táxi. Cada vez que estaciona um veículo vazio no local, rapidamente ele é ocupado por uma pessoa e a fila só aumenta. “Quando vejo isso, tenho vontade de gritar para as pessoas que ali estão e perguntar se tem mais alguém indo para o mesmo lugar que eu”, explicou André Perina, que cursa Ciências de Computação no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

Foi a partir da identificação desse problema que André formou um grupo com mais quatro colegas de curso – Francisco Cabelo, Victor Carvalho e Vinício Meira – e criaram o aplicativo Social Taxi como trabalho final da disciplina Redes de Alto Desempenho, ministrada pelo professor Edson Moreira. Trata-se de um aplicativo para o compartilhamento de táxi, em que o usuário do serviço cadastra seus dados básicos, insere as informações do local onde deseja pegar o táxi, do destino e do horário. Automaticamente, o aplicativo realiza uma busca para identificar se há outras pessoas que precisarão usar um táxi saindo das proximidades do local de origem daquele usuário, com um destino e horário similares. Se encontrar uma possibilidade de compartilhamento do táxi, o aplicativo envia uma mensagem ao usuário com os contatos da outra pessoa que também está requisitando o serviço. Assim, um pode entrar em contato com o outro e usar o serviço de forma compartilhada.

O interessante é que o aplicativo possibilita estabelecer um limite de distância para o encontro de outro usuário, pré-determinando a até quantos metros do local de partida e/ou de destino é possível efetuar as buscas. Também é possível cadastrar o tempo de tolerância em minutos para a partida do veículo. “O sistema calcula automaticamente qual o melhor local e horário para aqueles dois usuários, buscando um melhor resultado para ambos”, contou Carvalho.

Feirinha de Projetos

O aplicativo Social Media é apenas um dos 15 projetos apresentados na tarde de 5 de dezembro, no hall da Biblioteca Achille Bassi, no ICMC. Segundo o professor Edson Moreira, a ideia inicial de apresentar os projetos desenvolvidos por alunos da graduação, realizando uma espécie de “feirinha de projetos”, é da professora Solange Rezende, presidente da Comissão de Cultura e Extensão do Instituto.

“Essa é uma oportunidade para os alunos mostrarem, na prática, o conhecimento adquirido em sala de aula. Nessa disciplina, por exemplo, o centro da questão é o papel da rede de comunicação, da internet. Os alunos são estimulados a programar utilizando a interface de rede. Aqui, estão presentes desafios como o acesso remoto à internet e a mobilidade, que é o acesso à rede de qualquer lugar, a qualquer hora e por meio de qualquer dispositivo”, explicou Moreira. Segundo o professor, ao cursarem a disciplina, os alunos tiveram a oportunidade de ter contato com a problemática de desenvolver aplicações complexas, usando recursos de vários provedores, como dados do Google, por exemplo.

Esse é o caso do Wireless Game, um jogo de realidade virtual aumentada desenvolvido pelos alunos Bruno Orlandi, Gustavo Blanco, Marcus Silva e Nihey Takizawa. Trata-se de um jogo de conquista de territórios em que o espaço virtual interage com a realidade física. O jogador só pode ocupar um território se estiver fisicamente no local desejado. Para identificar a localização do jogador, o GPS do Wirelles Game utiliza dados do Google. “Vamos estudar mais o mercado para vermos se há a possibilidade de, no futuro, lançarmos a ideia comercialmente”, contou Orlandi. “Esse jogo é uma opção interessante para o treinamento de exércitos, por exemplo”, completou.

O potencial apresentado pelos trabalhos dos alunos surpreendeu Arnon Rambaldo, que trabalha na Siena Idea, empresa de São Carlos voltada especialmente para o desenvolvimento de aplicações de TI em geral. Ele foi convidado pelo professor Moreira especialmente para conhecer os projetos desenvolvidos no ICMC e esclarecer possíveis dúvidas dos alunos em relação ao potencial das ferramentas por eles criadas, fortalecendo assim o vínculo entre a universidade e as empresas da região.

“A Siena Idea tem muito interesse em participar de eventos como esse. A princípio, fiquei muito surpreso com os trabalhos desenvolvidos, todos os alunos foram muito profissionais e com um alto nível técnico. Alguns projetos podem ser refinados mais um pouco e se transformar em produtos muito interessantes”, afirmou Rambaldo. Segundo ele, todos os grupos que se apresentaram merecem parabéns pelo esforço dispendido: “continuem assim que o sucesso virá como consequência”.

O aluno Vinício Meira finaliza: “A experiência de desenvolver esses trabalhos é muito relevante para quem pretende atuar no mercado de trabalho no futuro. Além disso, ao fazermos um projeto assim, temos a oportunidade de mostrar os resultados do nosso trabalho para os nossos pais e eles conseguem entender o que estamos produzindo”.

Mais informações: (16) 3373-9666

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