Tenda Cultural trouxe atividades especiais para o Dia da Mulher

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No último dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Tenda Cultural Ortega y Gasset da USP organizou uma programação especial. O Mulheres na Tenda contou com sarau, exibições de filmes, exposição fotográfica e palestra. As atividades reuniram propostas a um edital aberto pela Pró-reitoria de Cultura e Extensão Universitária que convidava a comunidade a pensar em conjunto a programação da Tenda.

Para aquecer, o coletivo Circular de Poesia Livre organizou uma roda que se divertiu cantando e dançando ao som da música Pagu, na voz de Rita Lee, já ditando o tom da atividade. “Nem toda feiticeira é corcunda / Nem toda brasileira é bunda / Meu peito não é de silicone / Sou mais macho que muito homem!” | Foto: Marcos Santos

O Sarau das Mulheres Livres trouxe para a roda poemas de autoras conhecidas e de criações próprias do coletivo. A sexualidade foi abordada a partir de uma ótica feminista que contribui com o entendimento da sexualidade e do próprio corpo a partir do erotismo | Foto: Marcos Santos

O coletivo livre se reúne para compartilhar experiências desde 2013. Para os “novatos” estavam disponíveis poesias do próprio grupo ou de autores consagrados como Hilda Hilst, em que a sexualidade feminina é tratada com poesia para uma quebra de tabus. “lá vai a garota do hímen meio rompido / abalado, mas resistente / resquício de honra confuso / – você é virgem? /- mais ou menos” | Foto: Marcos Santos

A exposição Parto com Amor conta com as imagens produzidas pelo fotógrafo Marcelo Min para o livro homônimo da jornalista Luciana Benatti, quem mediou o debate no final da tarde sobre o direito de ter um parto humanizado | Foto: Marcos Santos

Entre as ampliações, estão selecionadas fotos de mulheres que puderam escolher com seria o parto. As técnicas voltadas à humanização dos procedimentos são apresentadas em um ambiente mais familiar e acolhedor, resgatando a naturalidade deste ato | Foto: Marcos Santos

A exposição de Marcelo Min conta com 35 imagens de famílias com suas histórias. Ela ficará disponível para visitação até o dia 29 de março. O projeto espera contribuir para o debate acerca da humanização do parto, tema abordado também durante a exibição do documentário e palestra com especialistas | Foto: Marcos Santos

Dentro do auditório de 560 lugares da Tenda, foi exibido o documentário O renascimento do parto (Brasil, 2013, 90 minutos). A plateia, que contava com uma maioria de futuras mães e futuros pais, entrou em contato com histórias de mulheres que passaram pela experiência de partos traumáticos e com intervenções desnecessárias | Foto: Marcos Santos

O debate O nascer no Brasil teve a presença da professora do curso de Obstetrícia da Escola de Artes Ciências e Humanidades (EACH) da USP, Camilla Schneck, além da doutoranda da Faculdade de Saúde Pública (FSP), Deborah Delage e da advogada associada da ONG Artemis, Valeria Sousa. A jornalista e autora do livro Parto com Amor, Luciana Benatti, foi responsável pela mediação da conversa | Foto: Marcos Santos

Dentro e fora da Tenda, as convidadas discutiram sobre direitos da mulher, técnicas obstetrícias e levantaram críticas sobre a forma como são realizados os procedimentos de cesarianas pelos hospitais. No Sistema Único de Saúde (SUS), as cesáreas representam mais que 40% de todos os nascimentos | Foto: Marcos Santos

Para encerrar a noite, a Tenda exibiu uma sessão do filme A hora da estrela (Brasil, 1985, 96 minutos). O filme inspirado no livro homônimo da escritora ucraniana Clarice Lispector conta a história de Macabéa, uma imigrante nordestina que vive em São Paulo | Foto: Marcos Santos

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