USP ajuda a preparar alunos para Olimpíada Brasileira de Astronomia

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Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Desde 1998, a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) busca popularizar a ciência astronômica entre a sociedade e fomentar o interesse dos jovens por essas áreas do conhecimento. Por meio desse desafio, alunos do ensino fundamental e médio descobrem um novo caminho profissional e acadêmico para toda a vida.

A prova da OBA é realizada anualmente, no mês de maio, em todos os estabelecimentos brasileiros de ensino cadastrados. Ela consiste em um número variável de questões, dependendo do nível dos participantes. Nos últimos anos, uma das questões de astronomia tem envolvido uma atividade prática/observacional a ser desenvolvida previamente pelas escolas. A prova é coordenada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB).

O Centro de Divulgação da Astronomia – Observatório Dietrich Schiel do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da USP, em São Carlos, promove todo ano o minicurso preparatório para as provas da Olimpíada. As aulas para a competição deste ano começaram no dia 8 de março.

Os cursos são dados de forma que os alunos não precisem ter nenhum contato anterior com a matéria. Os professores procuram abordar todos os conteúdos mencionados na ementa da OBA, dentro das limitações do tempo, que é de oito semanas. “Na prática, nós sabemos que boa parte das escolas ou não tem tempo para abordar esses conteúdos, ou não tem professores habilitados para fazê-lo. Assim, procuramos não complementar, mas abordar os assuntos de forma geral”, explicou André Luiz da Silva, astrofísico e professor do projeto.

Os assuntos tratados na olimpíada englobam questões de Astronomia, Astronáutica e Energia, de acordo com os níveis de escolaridade, que são distribuídos nos três níveis de provas oferecidas. O curso abrange apenas os níveis 3 e 4, que correspondem à 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e ensino médio, respectivamente.

Foto: ESO - European Southern Observatory
Foto: ESO – European Southern Observatory

Os minicursos ministrados esse ano são Introdução à Astronomia (1° semestre),  Curso preparatório para a XVII – Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, Estações do Ano (1° semestre), Eclipses Solares e Lunares (2° semestre) e Introdução à Astronomia (2° semestre) .

Karen Silva participou do projeto durante três anos e foi medalhista da OBA duas vezes. Ela conta que a diferença entre essas aulas e o aprendizado escolar é que todos os alunos que estão ali estão interessados, e os monitores possuem um amplo conhecimento na área, além da possibilidade de utilizar e observar aparelhos que facilitam o entendimento, como o telúrio,o lunário e a semi esfera armilar.

“Vou prestar astronomia, pois com a OBA descobri que amo trabalhar com divulgação, amo ensinar o que eu aprendi”, completou Karen, revelando o que, além do conhecimento, o curso e a competição deixaram para sua vida.

Mostra Brasileira de Foguetes

Foto: ESO - European Southern Observatory
Foto: ESO – European Southern Observatory

Dentro da OBA, a organização promove outro tipo de prova, a Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG). É um evento aberto à participação de escolas públicas ou privadas, urbanas ou rurais, previamente cadastradas na olimpíada.

A competição avalia a capacidade dos estudantes em construir e lançar, o mais longe possível, foguetes feitos de garrafa PET, de tubo de papel ou de canudo de refrigerante. Posteriormente, é realizada a Jornada de Foguetes, que reúne cerca de 100 equipes de alunos do ensino médio que lançaram seus foguetes o mais distante dentre aqueles alunos do ensino médio e participantes da MOBFOG.

A preparação não é feita nos minicursos, mas o CDCC ajuda a divulgar a mostra.

Mais informações: email cda@cdcc.usp.br, site www.cdcc.usp.br/cda/cursos/2014

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