FEA inaugura maior biblioteca especializada da América Latina

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Da Assessoria de Imprensa da FEA

Foto: Divulgação / FEA
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Para diretor da FEA, projeto representa uma mudança na cultura de doações da comunidade universitária

A Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP inaugurou dia 2 de julho as novas instalações de sua biblioteca, que abriga um acervo de 430 mil obras. Os projetos de expansão e modernização da biblioteca, iniciados em 2010, foram executados com recursos da USP e de doações feitas por empresas, nos termos da Lei Rouanet, e pessoas físicas – professores, alumni, alunos e funcionários.

A fase de expansão da biblioteca já foi inteiramente concluída e o projeto de modernização continua em curso. Acomodadas em estantes deslizantes, as obras do acervo Delfim Netto se encontram em processo de catalogação para integrarem a base de consulta da USP. O projeto de modernização assegura que a biblioteca terá as melhores instalações e tecnologia disponíveis e novos ambientes para estudos, pesquisas e discussões, tornando-se um centro de convenções para alunos, docentes e instituições públicas e privadas.

O evento inaugural contou com a presença dos professores Marco Antonio Zago, reitor da USP; Reinaldo Guerreiro, diretor da FEA; Nicolau Reinhard, vice-diretor da FEA; Antonio Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento, e Professor Emérito da FEA; Diva Benevides Pinho, Professora Emérita da FEA; membros do corpo docente da Faculdade, funcionários, alunos, representantes de empresas doadoras, doadores pessoas físicas que contribuíram com a iniciativa, além de convidados da comunidade bibliotecária da USP, entre eles a atual chefe técnica da biblioteca, Margarida Maria de Sousa, e a ex-chefe técnica da biblioteca, Dulcinéia Dilva Jacomini.

Observamos com orgulho o espaço físico mais que dobrar, transformação que ganhou maior valor com a vinda do acervo Delfim Netto.

Satisfeito com os resultados dos projetos de expansão e modernização da biblioteca, o professor Reinaldo Guerreiro lembra que a FEA, além de formar profissionais de reconhecida competência nas áreas de administração, economia, contabilidade e atuária, é considerada o maior centro de publicação de trabalhos científicos nesses campos do conhecimento no país. “Agora contamos com uma biblioteca possuidora do maior acervo dessas áreas na América Latina e infraestrutura comparável à das grandes universidades internacionais. Observamos com orgulho seu espaço físico mais que dobrar, transformação que ganhou maior valor com a vinda do acervo Delfim Netto”, diz ele.

Parceria público-privada

Foto: Divulgação / FEA
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Biblioteca em fase de construção

O diretor da FEA destacou também o modelo de financiamento das obras de modernização e ampliação da biblioteca, e de resguardo do acervo Delfim Netto, que combina recursos públicos e privados, “uma união que explicita o valor que a FEA tem para quem nela estudou e para a comunidade como um todo”. Foram dois tipos de ações,um deles para captação de recursos em empresas por meio de projeto da Lei Rouanet e o outro para captação de contribuições de pessoas físicas. As contribuições voluntárias partiram do valor mínimo de R$ 250,00 e foram feitas por 566 doadores pessoas físicas, entre elas docentes, alunos, antigos alunos e funcionários da Faculdade, por 14 empresas, pelo Instituto Carlos e Diva Pinho (Funcadi) e pela Associação Instituto Brasileiro de Relações de Emprego e Trabalho (Ibret).

Por meio da Lei Rouanet, Ministério da Cultura (Minc), foram obtidos recursos para os projetos de modernização e resguardo da doação do acervo de Antonio Delfim Netto com as organizações Banco Safra, Banco Itaú, Cutrale, Odebrecht, Grupo Camargo Corrêa, Grupo Cacique, Natura, Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, TROP, Desenvolve SP, Grupo É Ouro e PricewaterhouseCoopers.

Guerreiro acredita que essa experiência de mobilização de recursos ajudará a lançar o Fundo Patrimonial FEA. “Será uma importante ferramenta auxiliar nas atividades da Faculdade, tendo em vista que sua principal missão será a manutenção da sustentabilidade financeira da instituição”, explica ele. Nesse sentido, o diretor da FEA considera que o projeto da nova biblioteca, concebido na gestão do professor Carlos Roberto Azzoni, representa uma mudança na cultura de doações da comunidade feana. Novas ações desse tipo, diz ele, contribuirão para o desenvolvimento da Faculdade.

Dulcinéia Jacomini, chefe técnica da biblioteca durante a fase de expansão, considera que a ampliação trouxe “enorme ganho para todos os usuários”. A comunidade da Faculdade e a sociedade de modo geral passam a ter acesso a uma biblioteca com um ambiente mais moderno e adequado para as leituras e pesquisas, não apenas em termos de espaço físico, mas na inovação dos serviços oferecidos.

Para Jacomini, a doação feita pelo professor Delfim Netto representa uma contribuição da maior importância para a biblioteca, não só pelo aumento do acervo, cujo tamanho triplicou, mas também por sua abrangência, com obras sobre desenvolvimento econômico, história, religião, filosofia, entre outros temas. Reflexo dessa mudança foi o aumento na circulação de usuários pela biblioteca.

A técnica observa que as novas salas de estudos, individuais e em grupo, e os terminais de pesquisa, ampliados e renovados, são um atrativo para que os frequentadores não se limitem ao espaço de retirada e devolução de material bibliográfico, e passem a aproveitar os espaços de leitura, pesquisa e debate, “algo essencial no contexto da universidade pública”.

Foto: Divulgação / FEA
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Biblioteca abriga também o espaço colaborativo Design Thinking, com móveis e equipamentos que podem ser mudados de acordo com as necessidades dos usuários

Anfiteatros, salas de estudo em grupo e espaço colaborativo Design Thinking

Além dos espaços de leitura e das estantes de livros, o novo prédio da biblioteca conta com dois anfiteatros, um deles para 120 pessoas, inspirado em modelo da Universidade de Harvard. O outro anfiteatro tem layout flexível que permite a subdivisão do espaço para dois eventos simultâneos. Ambos estão equipados com projetor, videoconferência e todas as tecnologias necessárias à integração e colaboração.

Quatro das cinco salas de estudo em grupo, chamadas de Biblabs (bibliotecas laboratórios), têm capacidade para até seis pessoas cada. A quinta sala é maior, para até 60 pessoas.

A nova biblioteca abriga ainda o espaço colaborativo Design Thinking, com mobiliário e equipamentos especiais que podem ser mudados de acordo com as necessidades dos usuários, para trabalho em grupo, igualmente inspirado por sala do mesmo tipo existente em Harvard, criada para incentivar a promoção, o surgimento, a troca e a disseminação do conhecimento entre os participantes. Ou seja, um ambiente inovador e colaborativo de ensino, alinhado com moderna técnica didática que estimula a reflexão e a adoção de estratégias ativas de aprendizagem.

O projeto de ampliação incluiu também equipamentos para atendimento de usuários com necessidades especiais.

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