Projeto “Memórias Ecanas” resgata em vídeos memória afetiva da ECA

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Bruna Romão / LAC-ECA

Memórias Ecanas é o nome do projeto desenvolvido pelo professor Paulo Nassar, do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP), junto aos alunos do 6º semestre do curso de graduação em Relações Públicas. Apesar de ser ligado à uma disciplina (Produção Audiovisual no Contexto das Novas Mídias, do Novo Social e das Empresas e Instituições), o projeto vai além de um trabalho universitário.

Não só contribuindo para a formação dos estudantes como comunicadores, o Memórias Ecanas, composto hoje por mais de 200 horas de depoimentos de personagens da “comunidade ecana”,  também promove o resgate emocional de lembranças e da história da ECA. “Brota dessas memórias todo um universo afetivo em relação à Escola de Comunicações e Artes. Quando começamos a olhar esse conjunto de narrativas de forma sistematizada, começamos a resgatar também os mitos, ritos e rituais, heróis e anti-heróis da Escola. E é óbvio que, como estamos falando de memórias que estão no contexto histórico da ECA, começamos também a resgatar, do ponto de vista das pessoas, fatos históricos importantes sobre a Escola”, ressalta o professor Nassar.

Tendo iniciado em 2006 o projeto propõe aos alunos de Relações Públicas, primeiramente, a produção de um produto audiovisual, que lhes permite ter uma visão holística do processo. O aluno precisa pensar em um depoimento, escolher o entrevistado, produzir a entrevista (roteiro e gravação), editá-la e, finalmente, pensar em como veicular esse produto. “E também, como ele é aluno de Relações Públicas, pensa em um projeto de comunicação desse trabalho”, conta Nassar.

Confira alguns vídeos e “teasers” do projeto:

    

    

Além disso, o professor diz que por meio do projeto promove o contato dos alunos com temas atualmente muito importantes para as organizações: a recuperação de sua história e a gestão de seu conhecimento. “Eu penso que o comunicador hoje é uma metáfora de Jano, o deus romano que fazia a integração entre o passado e o futuro a partir do presente. Falando de outra forma, o comunicador seria alguém que está preocupado hoje em ligar a tradição à inovação”, explica.

“Uma forma de se chegar à memória é pelos afetos”, fala Nassar, que trabalha com pesquisas no campo de comunicação e história desde o fim da década de 90 e, hoje, interessa-se especialmente ao que chama de ‘narrativas afetivas’, que geram informações não commodities, fora do ambiente de massificação de informações em que a sociedade contemporânea vê-se imersa.

É para este sentido que, segundo ele, o Projeto Memórias Ecanas volta-se, ao se realizar por meio de um processo livre e não burocrático. Não há filtro algum com relação aos entrevistados, que vão desde professores a funcionários e ex-alunos. “As entrevistas se dão então de uma forma não burocrática, porque não têm objetivos ligados à administração ou aos aspectos oficialmente institucionalizados da USP ou da ECA. Então, temos a possibilidade de as pessoas resgatarem as memórias que têm grande impacto nesse universo emocional da Escola. Outra forma de dizer isso é falar que o aluno está trabalhando em uma arquitetura afetiva da informação sobre a ECA”, conclui.

Neste semestre foram produzidos 12 vídeos, havendo alunos, professores e funcionários entre os entrevistados. Assista a esses e outros depoimentos no Canal do Memórias Ecanas no Youtube.

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