Quem quer ser professor?

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Eu quis ser professora desde o primeiro dia que eu entrei em uma sala de aula. Sempre achei que ia acabar fazendo Pedagogia, mas, depois de um tempo veio a ideia de fazer Matemática, que era a matéria que eu mais gostava na escola.

Mas quando eu cheguei ao ensino médio, comecei a pensar que talvez não fosse uma boa ideia ser professora, que era uma carreira difícil e tal. Foi quando eu tive aula com o professor Renato, de Matemática. Lembro que a primeira pergunta que ele fez quando entrou na sala foi ‘Quem quer ser professor?’ e só eu levantei a mão: ‘eu já quis ser professora, mas hoje não quero mais’, respondi. Depois, a gente foi conversando e eu vi que era isso que eu gostava de fazer, então era isso o que eu devia fazer. Hoje eu tenho certeza de que fiz a escolha certa. Se tivesse feito qualquer outra coisa, já teria largado.

Eu quis ser professora desde o primeiro dia que eu entrei em uma sala de aula

Minha mãe já fez várias coisas e, antes de eu nascer, ela trabalhava como empregada doméstica na casa de uma família japonesa em que todos os filhos tinham passado na USP. Então, eu cresci com os meus pais falando como a USP era uma ótima universidade. Passar no vestibular se tornou um desafio pra mim.

No terceiro ano do ensino médio, eu trabalhava de manhã, para ajudar os meus pais a pagar o cursinho, e ia para a escola à noite. Aos sábados, eu freqüentava o Cursinho da Poli. É uma experiência bem maluca, eu não tinha certeza de que ia passar, mas consegui.

Eu já dei aula em cursinho e sempre conto a minha história. O pessoal fala que passar na USP é muito difícil, principalmente pra quem vem de escola pública, mas se você tentar, se esforçar, você vai conseguir. Se eu consegui, qualquer pessoa pode. Tem que tentar mesmo.

Leia o depoimento do professor da Bruna:
Renato de Morais Melo – Ensinar não tem preço
Não tem preço conseguir passar para alguém o quanto eu gosto da matemática e de ajudar as pessoas

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