Escolhendo Direito

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brunoreistop

Quando chegou a hora de escolher a carreira no vestibular, eu não tinha um rumo certo. Sempre tive uma afinidade com as ciências humanas, que são amplas. Além disso, meu pai era advogado, o que penso ter influenciado bastante a minha escolha, voltando-me ao direito. Além disso, nessa época eu tinha na cabeça que a USP era o meu objetivo, era o que valia a pena.

O curso de Direito da USP tem uma visão conservadora, como as outras faculdades também têm. Mas, ao mesmo tempo, consegue pensar o direito com mais criticidade, estudando o que ele tem que melhorar e como fazer isso. Eu não teria essa formação em outra faculdade.

Prestei vestibular quando saí do ensino médio e não passei. Depois disso, fiz três anos de cursinho. Foram quatro tentativas até conseguir passar na Fuvest. Pra quem vem de escola pública, o vestibular é sempre mais difícil. A questão é a dedicação. Quando eu efetivamente me dediquei, o resultado veio. Custou-me um esforço maior do que custaria a alguém que teve um ensino de qualidade superior, principalmente aqueles que vêm do ensino privado, mas eu consegui. Então, se a gente se esforçar, apesar das dificuldades à frente, pode ter a mesma chance que qualquer outra pessoa.

Então, se a gente se esforçar, apesar das dificuldades à frente, pode ter a mesma chance que qualquer outra pessoa.

No meu primeiro ano de cursinho, no MedEnsina [pré-vestibular gratuito dos alunos da Faculdade de Medicina da USP], eu não levava os estudos tanto a sério. Eu comecei a estudar mesmo no segundo ano, mas acabei não passando no vestibular. Consegui, no entanto, uma bolsa de estudos integral no curso pré-vestibular. Lá, eu tinha aulas pela manhã, depois eu ficava estudando no próprio cursinho na parte da tarde e, à noite, às vezes eu ia pro MedEnsina, porque eu gostava bastante de algumas aulas de lá, como História e Literatura.

No meu primeiro ano na faculdade, entrei no Arcadas Vestibulares [cursinho pré-vestibular dos alunos da Faculdade de Direito da USP], no qual cheguei a participar da coordenação. Acho que isso aconteceu por ter vindo de escola pública e por ter feito MedEnsina. Depois, eu voltei na minha escola para conversar com os alunos e divulgar o Arcadas.

Quando eu estudei no Zuleika, gostava muito das aulas da professora Mariza, de Literatura. Ela abriu meu olhar para a arte. E literatura é arte. Eu pude reencontrá-la na faculdade e a agradeci por ter me iniciado nesse mundo tão fantástico.

Leia o depoimento da professora do Bruno
Marisa Meira – Ensinar é dividir conhecimento
“Gosto muito do que faço, tenho imenso prazer em dividir com os alunos um pouco do que eu sei.”.

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