Tal mãe, tal filha

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lucianatop

Minha mãe era professora de português da rede estadual e eu sempre a via preparando aulas e corrigindo provas. Nós morávamos perto da escola então ela ia trabalhar a pé e, com o tempo, os alunos aprenderam onde era a nossa casa e, quando tinham algum problema ou queriam alguma coisa, iam lá bater na nossa porta. Fui simpatizando com tudo isso, então decidi fazer Letras.

Eu tenho um projeto na Escola Técnica chamado Vestibular ETEC, no qual eu faço a inscrição de todos os alunos no Enem, SiSU, Prouni e no vestibular de universidades públicas e privadas. Então fiquei muito feliz [por ter sido lembrada pela Cintia] porque é um trabalho reconhecido. Eu contei a todos, diretores, coordenadores e professores, e todos lembraram da Cintia.

Fico até emocionada de falar disso, porque não imaginava que seria lembrada assim, com tanto amor

Ela é uma querida, fico até emocionada de falar disso, porque não imaginava que seria lembrada assim, com tanto amor. Ela foi uma inspiração e um desafio. Ela falava ‘Lu, acho que to escrevendo mal’, e eu falava ‘Cintia, você vai conseguir, tenha fé’. Eu brincava: ‘Cintia, leia até o jornal que tá no chão do carro do teu pai, mas leia, leia tudo’. Hoje ela está em um das melhores universidades do país, com os melhores professores; tenho certeza que ela terá um futuro brilhante. Ela merece tudo isso.

Leia o depoimento da aluna de Luciana:
Cintia Cristina Soares – Compartilhando boas notícias
“Eu via todo mundo fazendo faculdade e eu parada. Eu queria fazer faculdade também, mas só se fosse em uma universidade pública”.

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