Ex-aluno da Esalq fala sobre o mercado de trabalho na área agronômica

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Da Assessoria de Comunicação da Esalq

Projeto AGROdestaque da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Piracicaba entrevistou Arnaldo Antonio Bortoleto, formado em Engenharia Agronômica Pela Escola em 1983. Na conversa, ele destacou que há muito espaço para o profissional da área agronômica trabalhar.

Após formar-se, Bortoleto atuou por quatro anos como técnico da Associação dos Plantadores de Cana de Piracicaba. Trabalhou com consultorias particulares e entrou no ramo comercial. Voltou para a associação de onde, hoje, é gerente da cooperativa agrícola. É diretor administrativo na cooperativa de crédito, diretor secretário da Associação dos Fornecedores de Cana e, há quatro anos, presidente da Associação de Ex-alunos da Esalq (Adealq).

O projeto AGROdestaque é responsável pela divulgação das contribuições que o egresso da Esalq realiza nas Ciências Agrárias, Ambientais e Sociais Aplicadas.

Quais são os desafios de estar em um mercado que, ao mesmo tempo, procura espaço, vive uma certa turbulência, como é que é estar na gestão de uma cooperativa em uma região tão importante quanto a nossa?

A gente tem que fazer o que gosta, definir muito bem o ramo de atividade que se encaixe com você. Meu pai sempre foi produtor, eu sempre gostei de trabalhar com produtores de cana, cuja cultura, na nossa região, é muito forte, agropecuária, milho e soja. Mas, prevalece a cana-de-açúcar, segmento que está em evidência, apesar de, nesse ano ter havido a quebra da nossa safra e estar faltando açúcar e etanol. Mas é um ramo que a gente gosta de trabalhar. Trabalhamos com as multinacionais de defensivos e fertilizantes para poder dar uma condição cada vez melhor aos nossos cooperados.

Qual é o escopo de trabalho da associação?

Nós temos a Associação de Cana que, em Piracicaba e região, conta com mais de quatro mil associados, trabalhando com 17 unidades industriais. A gente fiscaliza toda a entrega de cana, fazemos a parte de assistência técnica ao campo, propriedades, análise de solos e recomendações. Para isso, nós empregamos muitos agrônomos e técnicos agrícolas. Então há uma opção muito grande para o pessoal que queira trabalhar nessa área vir para nossa entidade. Nós temos, em São Paulo, cerca de 10 associações que empregam muito bem o técnico e o agrônomo que queira trabalhar nessa área.

Quais conselhos você dá hoje para o jovem que entra na ESALQ?

O jovem deve conhecer todas as áreas que a Escola oferece, pegar as matérias opcionais, olhar com carinho, e se identificar em qual ramo ela vai se encaixar e melhor se adaptar. No primeiro e segundo ano da graduação aluno tem que conhecer bem todas as áreas. Para isso, precisa de informar muito com os professores.

E para o aluno que está se formando agora?

O aluno que sai de uma escola como a ESALQ acha que conhece muito, mas a prática é um pouco diferente. Então, ele tem que iniciar um trabalho de conhecimento prático. Também é importante voltar para fazer mestrado e doutorado.

Mais informações: site www.esalq.usp.br/acom, site www.esalq.usp.br/noticia/agrodestaque.php

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