Em Pirassununga, Projeto Carroceiro oferece tratamento a cavalos utilizados em carroças

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Do Boletim da FZEA – fzea@usp.br

Promover a saúde e o bem-estar dos cavalos utilizados em carroças, garantindo melhores condições de trabalho, é o ponto chave do Projeto Carroceiro, realizado na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos de Pirassununga (FZEA) da USP, em Pirassununga. A iniciativa tem papel social junto aos carroceiros, trabalhadores que têm o cavalo e a carroça como fonte de subsistência na cidade. Ao mesmo tempo, o projeto contribui com a formação dos futuros médicos veterinários, pois oferece material para que os alunos e residentes possam desenvolver suas habilidades em clínica e cirurgia de equídeos.

As ações oferecidas pelo projeto, coordenado pela professora Renata Gebara Sampaio Dória, constituem-se de intervenções veterinárias, dentre as quais controle parasitológico, exame e tratamento ginecológico (diagnóstico de gestação e afecções do trato reprodutivo), do tratos gastro-intestinal, músculo-esquelético e respiratório, feridas e doenças de pele, além de exames complementares, como laboratoriais e radiográficos. Também foram realizados de tratamentos clínicos e cirúrgicos e orientação em relação às condições sanitárias e manejo dos animais.

Na primeira etapa do projeto, no último dia 22 de outubro, foram realizados 17 atendimentos e 25 cadastramentos. Na segunda, em 19 de novembro foram realizados 40 atendimentos e cadastramentos. Os animais foram atendidos aos sábados, porém, durante a semana, foram realizados atendimentos e acompanhamentos dos animais cadastrados no projeto e que necessitavam de supervisão diária, realização de medicações prescritas ou atendimento emergencial.

Tratamento

Todos os animais atendidos foram desverminados e avaliados clinicamente. Foi realizado combate de carrapatos e curativo de feridas. Quando apresentavam outros problemas, como manqueira, tosse, secreção nasal, inchaço em membros, problemas oftálmicos, foram realizados os procedimentos específicos para cada afecção.

Os membros da equipe do projeto conversaram bastante com os donos dos cavalos, explicaram a importância de alimentar bem o animal e tratá-lo com carinho. As propostas foram bem recebidas pelos proprietários dos animais.
A maioria dos animais apresentavam manqueira, dor muscular, secreção ocular e nasal. Isso acontece devido ao fato de trabalharem carregando muito peso junto à poluição dos carros e ao asfalto.

Os animais atendidos na primeira etapa voltaram muito melhores na segunda etapa. Estavam mais gordos, com pelo liso e muito mais bem cuidados. Os objetivos do projeto foram atingidos, pois os cavalos foram ajudados, sendo possível proporcionar aprendizado aos alunos.

Mais informaçoes: email redoria@usp.br , com a professora Renata Gebara Sampaio Dória

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