Engenheiro agrônomo da Esalq comenta o mercado de floricultura

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Ana Carolina Miotto/ Assessoria de Comunicação da Esalq

O Projeto AGROdestaque, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, divulga as contribuições que os egressos da Escola realizam nas Ciências Agrárias, Ambientais e Sociais Aplicadas.  Em entrevista concedida ao projeto,  Johannes Petrus Wulfram de Wit, engenheiro agrônomo formado em 1980, destaca que a floricultura depende substancialmente do melhoramento genético.

Atuação Profissional

Após formar-se em 1980, o engenheiro iniciou a carreira como sócio de seus três irmãos na empresa agrícola Wit S/A. Inicialmente, era responsável técnico nas culturas de laranja, milho, soja, algodão e gladíolos. Á partir de 1991, deixou a sociedade e iniciou o seu próprio negócio produzindo flores de lírio em vaso. Atualmente, é o maior produtor de lírios em vaso do Brasil.

A que setor se dedica atualmente?
Atualmente me dedico exclusivamente á floricultura. Sou produtor, proprietário, empresário. Nessa área, o papel do engenheiro agrônomo é mais secundário e delgado. Sou mais administrador de empresa.

Quais os principais desafios do cultivo de lírios?
O lírio é uma cultura de clima temperado. Um grande desafio é fazer boa qualidade em um clima tropical. A floricultura, assim como a hortifruticultura, tem poucos produtos defensivos registrados, o que coloca muitos produtores na ilegalidade. Um grande desafio é se manter na legalidade.

Recentemente, o mercado brasileiro de flores ornamentais cresceu consideravelmente. A que o senhor atribui esse fato?
Existem muitos fatores que contribuíram para esse crescimento. Poderia citar tecnologia de produção, tecnologia de distribuição e sistema de mercado. Mas, inegavelmente, o controle de inflação e crescimento econômico do País tem sido muito importante.

Qual a importância do melhoramento genético no ramo de flores ornamentais?
A floricultura depende substancialmente do melhoramento genético. O mercado está sempre pedindo por novidades. E estas vêm, basicamente, a partir do melhoramento genético.

Que tipo de profissional o mercado de flores ornamentais espera?
O mercado espera mais melhorístas, fitopatólogos, especialistas em controle de clima, manejo de irrigação, nutrição e substratos. Também precisa de especialista em pós-colheita e logística de distribuição.

Mais informações: site www.esalq.usp.br/acom

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