Após licenciatura, ECA cria curso de especialização em educomunicação

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Em 2011, a Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP deu início ao curso de Licenciatura em Educomunicação, abrindo a primeira turma de 30 alunos. A iniciativa abriu campo para a atuação de um novo profissional que trabalha com os meios de comunicação para o desenvolvimento humano: o educomunicador. Dando continuidade a essa proposta, o Departamento de Comunicações e Artes (CCA) da ECA abriu nesta segunda-feira (5) as inscrições para o curso de Especialização Lato Sensu em Educomunicação: Comunicação, Mídias e Educação.

A diferença para a licenciatura está tanto no conteúdo quanto no público-alvo: o curso é mais concentrado em disciplinas teóricas de ciências da comunicação e educação, para que profissionais que já possuem nível superior em qualquer área do saber possam atuar de uma maneira consciente com os meios de comunicação.

“Nós começamos a perceber que havia uma demanda por profissionais que já têm uma graduação em outras áreas mas que estão trabalhando no campo da comunicação”, afirma a coordenadora e professora do curso, Maria Cristina Costa Castilho.

O profissional

O educomunicador tem o perfil de um gestor de comunicação. Trata-se de um profissional que alia as teorias e práticas da educação aos procedimentos que envolvem a produção midiática e o uso das tecnologias. Ele pode atuar na educação básica, formal e não-formal; no ensino superior; em organizações não governamentais e demais instituições do terceiro setor; em consultoria em veículos da mídia e na área da pesquisa e comunicação pública.

“Todas as áreas estão hoje necessitando de informação, porque estamos no mundo da comunicação. Hoje, os boatos e equívocos acabam tendo consequências gravíssimas”, aponta Maria Cristina.

Assim, o curso de especialização pretende complementar a formação de outros profissionais, atendendo a demanda de setores da sociedade relacionados à comunicação e educação. Sua proposta é explicar as bases dos processos comunicacionais, articulando as diversas mídias para compor estratégias globais de educomunicação.

“Já tivemos até procura por parte de médicos, que consideram que a comunicação médico-paciente é tão importante quanto um tratamento para a cura de uma doença”, comenta a professora.

Novo conceito de comunicação

De acordo com a professora Maria Cristina, o curso trabalhará com um novo conceito de comunicação, como um espaço de relacionamento, uma interação entre pessoas. “É nesse sentido que a comunicação tem tudo a ver com a educação. É por ser um espaço de interação e interlocução que ela propicia o desenvolvimento”.

Para ela, esse novo conceito é muito importante para a área pública e também para o terceiro setor. “São áreas novas que têm muita necessidade de comunicação e dependem de uma relação cultivada com o público”, completa.

Estrutura do curso

O curso de especialização é pago, oferece 60 vagas e terá duração de três semestres letivos, trabalhados ao longo de 600 horas de atividades acadêmicas. Ele está dividido em duas etapas: os dois primeiros semestres terão aulas presenciais de formação básica, teórica e prática, e contarão com uma sequência de 12 núcleos temáticos.

O terceiro semestre será dedicado ao desenvolvimento de uma monografia acadêmica focada numa proposta de prática educomunicativa, sob orientação de um dos quinze professores do curso. Nessa etapa também serão realizados encontros e seminários/workshops, com o objetivo de auxiliar o aluno nas análises e conclusão de projeto.

O valor é de 18 parcelas de R$ 650,00. As inscrições podem ser feitas entre 5 e 16 de março, das 14 às 20 horas, no Prédio Central da ECA, Departamento de Comunicações e Artes, 2ºandar, sala 209, que fica na Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária, São Paulo. Os documentos necessários e a ficha de inscrição podem ser vistos no site do curso, e a estrutura curricular pode ser acessada neste link.

Mais informações: (11) 3091-4341, site www.cca.eca.usp.br. 

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