Dores osteomusculares são reduzidas com método Isostretching

Publicado em Saúde por em

Marcela Baggini / Serviço de Comunicação Social da Prefeitura do Campus de Ribeirão Preto

Com a aplicação do Isostretching, método francês de alongamento e fortalecimento de músculos, pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP reduziu as dores osteomusculares de funcionários do campus de Ribeirão Preto da USP. No estudo da fisioterapeuta Fabiana Taubert de Freitas foram aplicadas 20 sessões de Isostretching e as queixas de dores diminuíram cerca de 20%.

“A intervenção fisioterapêutica diminuiu significativamente as queixas de dores na coluna vertebral e membros superiores, além da redução da fadiga e aumento da flexibilidade dos trabalhadores”, conta Fabiana. De acordo com a fisioterapeuta, 66,7% dos funcionários relataram dores na coluna vertebral no começo do estudo, sendo 80% delas na região lombar. “Com o Isostretching, a presença da dor foi reduzida para 64%.”

Criado no final dos anos 70 pelo fisioterapeuta francês Bernard Redondo, o Isostretching é considerado uma terapia complementar para desequilíbrios posturais. Fabiana conta que o objetivo do método é tonificação muscular (Iso) e flexibilidade/mobilidade (Stretching). “O diferencial do método é que nele os exercícios trabalham a respiração, o posicionamento e reconhecimento do corpo, reforço e flexibilidade muscular do paciente”, informa a pesquisadora, que aplicou a técnica em 25 funcionários técnico-administrativos de uma Unidade do campus de Ribeirão Preto da USP.

A pesquisadora diz que a redução das dores osteomusculares é benéfica tanto para a vida profissional, quanto para a pessoal do funcionário. “Dor e fadiga são fatores que indicam a má condição de saúde e seu excesso pode lhes acarretar prejuízos, como invalidez e incapacidade para o trabalho.”

O estudo também ressalta que a presença destas dores causam impactos não só a saúde dos trabalhadores, mas também econômicos, como perda de produtividade, de dias de trabalho, custos com assistência médica e pagamentos de compensação previdenciária. “Funcionários de diversas áreas podem ser acometidos por doenças osteomusculares, estejam eles no setor público ou privado”, comenta Fabiana. “É necessário que cada pessoa seja ativa em relação à sua saúde”, completa, ao lembrar que medicamentos não garantem qualidade de vida.

Isostretching

Fabiana conta que apesar do uso da intervenção na fisioterapia, poucos estudos justificam os benefícios. “A pesquisa contribui com o aumento do conhecimento teórico produzido sobre o assunto, mostrando a importância da intervenção fisioterapêutica para tratar de algumas patologias que podem acometer o trabalhador.”

A tese de doutorado Efeitos do Isostretching na redução de queixas de dor osteomuscular, fadiga e na melhora da flexibilidade em funcionários públicos, orientada pela professora Maria Lúcia Robazzi, coletou os dados entre fevereiro e junho de 2013 e foi defendida em abril do ano passado.

Mais informações: (16) 99124-9470; email fabi.taubert@hotmail.com

.