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USP permanece no topo da excelência acadêmica em ranking internacional

Publicado em Comunidade USP, Institucional por em

Roberto C. G. Castro / Jornal da USP

Um dos mais conceituados rankings acadêmicos internacionais – elaborado pela empresa britânica Quacquarelli Symonds (QS) – aponta a USP como uma das 50 melhores universidades do mundo em oito áreas do conhecimento.

A USP está entre as 50 melhores universidades do mundo em oito áreas de concentração do conhecimento humano. É o que revela a mais recente edição do QS World University Rankings by Subject, divulgado no final de abril pela Quacquarelli Symonds (QS), organização britânica de pesquisa em educação, especializada em instituições de ensino superior. Realizado anualmente desde 2011, o ranking avaliou 3.551 universidades dos cinco continentes, em 36 áreas de concentração.

qs_stars_5+_2015As áreas mais bem avaliadas da USP pelo relatório da QS são: Odontologia (12º lugar no mundo), Agricultura e Silvicultura (24º), Arquitetura (33º), Arte e Design (34º), Ciência Veterinária (36º), Filosofia (37º), Farmácia e Farmacologia (46ª) e Engenharia Civil (47º).

Além disso, a USP foi classificada entre a 51ª e a 100ª melhores universidades do mundo em 21 áreas de concentração. Em cinco áreas, ficou entre as 150 melhores e, em uma delas, entre as 250 melhores do mundo.

De acordo com a QS, em sua página na internet, o QS World University Rankings by Subject está baseado em três critérios – a reputação acadêmica (academic reputation), a reputação dos egressos das universidades no mercado de trabalho (employer reputation) e o impacto da pesquisa (research impact).

Das 36 áreas de concentração, a única em que a USP não aparece na lista das melhores é a de Development Studies (Estudos do Desenvolvimento), que a Universidade não estuda como uma área de concentração, embora esse tema seja investigado em diferentes disciplinas – seja em Sociologia, Geografia ou Economia.

Qualidade

Vahan Agopyan
Foto: Cecília Bastos

O vice-reitor da USP, Vahan Agopyan, destaca que os resultados do ranking da QS são muito importantes, porque eles medem a reputação que a Universidade possui entre seus pares internacionais. Entretanto, diz, os rankings devem ser sempre analisados com cuidado, pois eles têm diferentes abordagens e metodologias. “De qualquer forma, a colocação da USP no ranking da QS aumenta a nossa responsabilidade de manter esses índices e de melhorá-los ainda mais”, afirma Vahan.

O vice-reitor lembra ainda que o desempenho da USP no ranking da QS aumenta a visibilidade da Universidade e fortalece o processo de internacionalização. Mas ele destaca que, para a USP, a internacionalização é um “instrumento de gestão” para a melhoria da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão que ela realiza. “Quando a internacionalização aumenta, em consequência aumenta também a nossa reputação e a nossa qualidade.”

Reflexões sobre a Crise da USP
Foto: Cecília Bastos

O pró-reitor de Pesquisa da USP, professor José Eduardo Krieger, destaca que os rankings internacionais são importantes para medir a atuação das universidades, embora não devam ser supervalorizados. Para ele, o QS World University Rankings by Subject tem a vantagem de avaliar as instituições de ensino superior não de forma global, mas por áreas de concentração. Isso permite ter uma boa ideia das áreas com bom desempenho e verificar se as políticas adotadas estão dando os resultados esperados.

No caso da USP, tanto o ranking da QS como outros medidores internacionais atestam a importância da Universidade, responsável por quase 50% da produção científica do Estado e por quase 25% da ciência feita no País, lembra o pró-reitor. “Isso nos dá orgulho, mas também muita responsabilidade, porque precisamos, agora, nos preocupar com a qualidade, e não apenas com a quantidade.”

A ênfase na qualidade deve predominar cada vez mais na Universidade, acredita Krieger. Ele exemplifica dizendo que editais para financiamento de pesquisas deveriam requerer dos pesquisadores não o número de papers publicados, mas apenas suas principais publicações e as razões da importância delas. “Essa é uma mudança importante, que já está em curso, mas se trata de um processo lento, demorado, porque é uma mudança de cultura da instituição.”

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Foto: Marcos Santos

O pró-reitor de Graduação da USP, professor Antonio Carlos Hernandes, comemora os resultados do QS World University Rankings by Subject. “É ótimo termos a USP entre as melhores do mundo. É ótimo saber que temos excelência em um determinado grupo de áreas de concentração e que em outras áreas estamos muito bem”, diz. Mas ele faz uma ressalva. “Não devemos deixar de perseguir o aperfeiçoamento de todos os cursos de graduação. Ainda é preciso avançar muito”, afirma, citando como exemplo a necessidade de modernizar o processo de ensino e de fazer o aluno ser o agente ativo desse processo. “A realidade, mesmo nas áreas de excelência, ainda não é essa. É preciso muito mais engajamento institucional, comprometimento e compromisso de todos para com o ensino de graduação.”

Foto: Marcos Santos
Foto: Marcos Santos

Como Hernandes, a pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária, professora Maria Arminda do Nascimento Arruda, também acha que há ainda muito a fazer. Ela considera que os rankings são importantes para aferir prestígio à Universidade no âmbito dos critérios instituídos por esses medidores – “que são vários” –, mas eles não devem pautar a atuação da academia. “Temos que aprimorar cada vez mais o ensino, a pesquisa e a extensão, mesmo porque essa é uma responsabilidade social nossa”, recomenda a pró-reitora. “O trabalho sério, dedicado, sempre vai reverter positivamente.”

Para o presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani), professor Raul Machado Neto, a privilegiada posição obtida pela USP no ranking da QS reflete a intensa atuação da Universidade nas atividades voltadas para a internacionalização e para a pesquisa científica, além da qualidade dos egressos formados por ela.

Foto: Cecília Bastos
Foto: Cecília Bastos

Uma das ações da Universidade na área da internacionalização, lembra Machado Neto, refere-se ao Tripartite Instituto das Américas (TIA), que está sendo planejado pela USP e por duas universidades norte-americanas – a Estadual de Nova Jersey e a Estadual de Ohio. De acordo com a proposta das três instituições, o TIA se dedicará a investigar três grandes temas: clima, medicina (incluindo biomateriais e oncologia) e biotecnologia e sustentabilidade agrícola. “Trata-se de um novo tipo de iniciativa, que vai aglutinar parceiros internacionais e promover muitas publicações conjuntas, com grandes benefícios para a amplitude da pesquisa e a economia de recursos”, afirma Machado Neto. “Ações como essa certamente contribuem para a USP ser bem avaliada nos rankings.”

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