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Docentes da USP discutem razões do sucesso nos rankings internacionais

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Redação / Jornal da USP

Fortalecimento da internacionalização da Universidade é um dos principais fatores que contribuem para o ótimo desempenho da USP, avaliam professores

O processo de internacionalização das unidades de ensino e pesquisa da USP é apontado como um dos fatores mais importantes para explicar o êxito da Universidade no QS World University Rankings by Subject, divulgado pela Quacquarelli Symonds (QS), do Reino Unido, no final de abril. Com o maior trânsito internacional dos docentes, nos últimos anos foi possível firmar novos convênios, enviar professores para o exterior, trazer visitantes para ministrar aulas, fechar acordos de intercâmbio estudantil, receber pesquisadores de fora e até trocar experiências de extensão universitária.

qs_stars_5+_2015O ranking da QS mede a reputação de cada escola e, como a avaliação dos pares é um dos três pilares da metodologia usada para classificar as universidades, os contatos internacionais são importantes porque fazem com que a instituição de ensino e as pesquisas nela desenvolvidas sejam conhecidas. Os outros pilares da metodologia são a avaliação do mercado de trabalho a respeito dos egressos de cada universidade e o impacto da produção acadêmica.

A Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), que teve, nesta edição de 2015, sua primeira citação no ranking, vem há alguns anos trabalhando com empenho na internacionalização. Há cerca de seis anos, ela vem investindo na infraestrutura, em uma política de estímulo ao pós-doutoramento no exterior para os professores da casa e no estabelecimento de convênios que permitam o trânsito de pesquisadores e alunos. A direção da unidade diz que muitos estudantes hoje fazem estágios no exterior e o número de intercambistas vem crescendo.

Um dos projetos atuais é a criação de um programa de duplo diploma de graduação em parceria com a Universidade do Porto, em Portugal, e a Universidade de Zaragoza, na Espanha. Está aumentando, ainda, a quantidade de pós-graduandos estrangeiros que vem a São Paulo não apenas para trabalhar em projetos de pesquisa, mas também para cursar disciplinas. A FMVZ nunca antes recebeu tantas comitivas de professores estrangeiros.

“Nosso investimento em internacionalização coincidiu com um momento em que o Brasil se abriu para muitas possibilidades de cooperação. Para além da Europa e da América do Norte, agora estamos começando a intensificar os contatos com a América Latina, principalmente com a Colômbia e o Peru”, diz o diretor da FMVZ, Enrico Ortolani.

 Foto: Francisco Emolo
Foto: Francisco Emolo

Ele avalia que a conquista da 36ª posição no ranking de Ciência Veterinária é um fruto dos investimentos da faculdade e ressalta a importância de receber bem os visitantes, sejam eles dirigentes de outras universidades, pesquisadores importantes ou estudantes intercambistas. “Eu acredito que uma escola que quer exercer liderança tem de receber todo tipo de bom aluno. Uma universidade que quer ser líder tem de ter abertura para dividir conhecimentos”, opina Ortolani.

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