Esalq disponibiliza dicionário terminológico bilíngue de plantas brasileiras

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Com o objetivo de reestruturar a Enciclopédia Agrícola Brasileira, que está disponível na versão impressa e monolíngue, uma equipe da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP tem trabalhado na execução do Dicionário Terminológico Bilíngue de Plantas Brasileiras.

Em sua versão impressa, a Enciclopédia Agrícola Brasileira, editada pela Edusp, apresenta caráter multidisciplinar, e assim utiliza termos de diferentes áreas do conhecimento, tais como a Fitotecnia, Zootecnia, Engenharia Rural, Tecnologia Rural, Economia Rural e Engenharia Florestal sobrepondo a outras áreas como Agricultura, Botânica, Ciência do Solo, Entomologia, Física e Meteorologia, Fitopatologia, Genética, Horticultura, Matemática e Estatística, Química e Zoologia. “Já o Dicionário Terminológico Bilíngue de Plantas Brasileiras trata-se de um recorte, compreendendo todos os termos integrantes pertinentes à Botânica”, explica Fernanda Bacellar, educadora do Centro de Estudos Linguísticos (CEL), órgão ligado ao Serviço de Atividades Internacionais (SVAInt) da Esalq. Fernanda é uma das orientadoras do projeto e conta que os trabalhos começaram em 2013. “Agora com a plataforma online pronta, o público pode ter acesso a 446 verbetes já catalogados”.

Na execução dos trabalhos, o projeto conta a participação da estudante de Letras da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) Luana Moro, que atua no CEL como tradutora e professora de Língua Inglesa. “O dicionário constitui uma compilação de verbetes da área botânica a partir de uma revisão linguística e científica”, explica Luana. Para os interessados na área, ou seja, especialistas da área, professores, alunos de pós-graduação e graduação e ainda interessados em geral em Plantas Brasileiras, a plataforma já disponibilizou verbetes nas letras A, B, C, D, E, J e Z. “Para adequação à área de Botânica, contamos com orientação do professor Lindolpho Capellari Jr, do Departamento de Ciências Biológicas da Esalq”, conta Luana, que pretende se inscrever no mestrado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. “Meu projeto é apresentar o dicionário bilíngue de plantas como possibilidade de utilização da tecnologia em favor do processo de tradução e, como consequência, ampliação do acesso à informação científica”, complementa Luana.

Segundo os organizadores do projeto, constituem também objetivos do dicionário a proposição de uma microestrutura dos verbetes adequada ao redimensionamento de dicionários bilíngues que tenham como ponto de partida enciclopédias; a caracterização morfossintática e semântica dos termos integrantes; a especificação dos processos preferenciais de criação de termos da área; a verificação dos valores linguísticos/sociais e culturais na organização conceitual/terminológica das duas línguas; e a verificação dos graus de cientificidade, vulgarização/banalização dos termos.

Além da professora Fenanda Bacellar e da tradutora Luana Moro, trabalham no projeto Gabriel Fernandes Gândara, Letícia David dos Santos e Marcela de Luca. A coordenação técnica da interface online ficou sob responsabilidade de Andrés Enrique Lai Reyes, da Seção Técnica de Informática da Esalq.

Acesse o dicionário clicando neste link.

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