Compromisso com o ensino de graduação

O Conselho Universitário aprovou, em sessão realizada no dia 23 de junho de 2015, a adesão da USP ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) como nova forma de ingresso a seus cursos de graduação. Do total de 11.057 vagas oferecidas no concurso Vestibular 2016, 1.489 foram destinadas ao Sisu e 9.568 vagas continuaram a ser selecionadas pela Fuvest.

O Sisu é o sistema informatizado, gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC), no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A participação da USP no Sisu tem caráter experimental. Das 1.489 vagas destinadas ao Sisu em 2016, 413 vagas eram na área de ciências exatas e tecnologia, 348 na área de ciências biológicas e 728 em humanidades.

As discussões sobre as novas formas de ingresso nos cursos de graduação da USP tiveram início em junho do ano passado e envolveram as 42 Unidades de Ensino e Pesquisa da Universidade. Trata-se de uma das metas estabelecidas pela gestão do reitor Marco Antônio Zago quanto ao aperfeiçoamento das políticas de inclusão social da Instituição.

“Essa foi uma decisão histórica para a Universidade, pois representa uma grande oportunidade para estudantes do Brasil inteiro ingressarem na USP e, principalmente, para aqueles oriundos de escolas públicas”, destacou o reitor, logo após o término da reunião.

Dentre as modalidades de vagas adotadas pelo Sisu, as Unidades poderiam optar por três: ampla concorrência; vagas disponibilizadas para candidatos que, independentemente de renda, tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas; e vagas disponibilizadas para candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas que, independentemente da renda, tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

Das 42 Unidades de Ensino e Pesquisa da USP, sete não disponibilizaram vagas para o Sisu. Além dessas, a Escola de Comunicações e Artes (ECA), a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e o Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos (IAU) não aderiram ao sistema, pois a seleção dos novos alunos dessas Unidades conta também com provas de habilidades específicas.

Os bônus do Programa de Inclusão Social da USP (Inclusp) continuam a ser oferecidos a alunos oriundos de escolas públicas que se inscreverem na Fuvest. Os bônus do Inclusp podem chegar a 20%, conforme o grupo no qual o candidato se inserir, que incidem sobre a nota da primeira fase e a nota final do Vestibular.

O Estado de S. Paulo, 24/06/15 (clique para ampliar)
O Estado de S. Paulo, 24/06/15 (clique para ampliar)

Modernização dos cursos

Em 2014, foram estabelecidas novas regras para a análise e a aprovação de mudanças nas estruturas curriculares dos cursos de graduação, o que representa maior poder decisório e mais responsabilidades às Congregações das Unidades de Ensino e Pesquisa e Institutos.

Antes, para qualquer atualização, alteração curricular ou modernização de curso, o processo precisava ser encaminhado à Pró-Reitoria, para a elaboração de pareceres. Agora, toda essa discussão será feita no âmbito da Unidade. A Pró-Reitoria entrará em um processo posterior. Dessa forma, um processo que antes demorava um ou dois anos, agora, levará meses para ser concluído.

Outra demanda importante da Universidade que passa a ser oferecida on-line diz respeito às alterações nos currículos dos cursos de graduação que, a partir de agora, podem ser feitas pelo Júpiter Web.

Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Além disso, foi aprovado o oferecimento de disciplinas optativas livres em língua estrangeira nos cursos de Graduação. Por enquanto, a medida vale apenas para as optativas livres, ou seja, as que não integram a grade curricular obrigatória e são escolhidas pelos alunos interessados. “Essa decisão é uma mudança de paradigma. Até agora, só era permitida a oferta de uma disciplina em língua estrangeira se a mesma fosse também oferecida em língua portuguesa, o que praticamente inviabilizava a iniciativa. Com essa nova possibilidade, a USP dá um passo importante para a modernização do ensino de Graduação, fortalecendo o seu processo de internacionalização”, explicou o pró-reitor de Graduação, Antonio Carlos Hernandes.

A criação das novas disciplinas é de responsabilidade das Unidades, mediante aprovação pelo colegiado e adequação à legislação específica. Para os cursos que exigem carga horária em disciplinas optativas livres, a Unidade precisa garantir o número de disciplinas em língua portuguesa suficiente para a conclusão do curso.

Ainda não há uma estimativa de quantas disciplinas serão ofertadas, mas, de acordo com o pró-reitor, “a expectativa é que a adesão seja significativa, pois as Unidades têm uma boa parte de docentes com fluência em língua estrangeira, além de professores de origem estrangeira que poderão ministrar disciplinas em tópicos especiais”.

Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Núcleo de Realidade Virtual do Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica. Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Bolsas de permanência e formação estudantil

Com o objetivo de aperfeiçoar as políticas de permanência, que assegurem a possibilidade de que todos usufruam da vida universitária plena, foi lançado, no dia 22 de abril de 2015, o edital do Programa Unificado de Bolsas de Estudo para Estudantes de Graduação, que ampliou em 25% o número de bolsas de permanência e formação estudantil oferecidas, chegando a seis mil benefícios.

O Programa congrega as bolsas institucionais oferecidas aos alunos de graduação: Ensinar com Pesquisa, Tutoria Científico-Acadêmica, Aprender com Cultura e Extensão e Iniciação Científica, vinculados às Pró-Reitorias de Graduação, de Cultura e Extensão Universitária e de Pesquisa.

Para receber a bolsa, o aluno deve participar de projetos nas áreas de ensino, cultura e extensão e pesquisa, que deverão ser inscritos no programa pelos docentes. O objetivo é fomentar o engajamento dos alunos nas atividades-fim da Universidade e na investigação científica de forma a contribuir para sua formação acadêmica.

A unificação das bolsas permite à Universidade aumentar o investimento no número de bolsas para os estudantes com dificuldades socioeconômicas e, ao mesmo tempo, reduzir o número de processos e de editais com a mesma finalidade na Universidade e dar maior transparência ao processo de seleção.

Alumni USP

Foto: Cecilia Bastos / USP Imagens
Foto: Cecilia Bastos / USP Imagens

Estabelecer um sistema permanente de coleta e análise de informações sobre os egressos da USP foi uma das prioridades estabelecidas pela gestão. Dessa forma, a Universidade lançou, em 2015, uma plataforma virtual com o propósito de reunir informações sobre graduados e pós-graduados da Universidade. Trata-se do portal Alumni USP.

Por meio desse portal, criado pela Superintendência de Tecnologia da Informação (STI), o ex-aluno poderá encontrar seus colegas de turma e criar sua rede de contatos, com regras de privacidade que o próprio usuário define. O sistema permite, por exemplo, que informações do currículo Lattes e de redes sociais possam ser absorvidas e atualizadas concomitantemente.

Nesta fase piloto, o portal abrange sete Unidades de Ensino Pesquisa: Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), Escola de Enfermagem (EE), a Escola Politécnica (EP), a Faculdade de Saúde Pública (FSP), a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), o Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) e o Instituto de Física de São Carlos (IFSC). A próxima fase incluirá mais 15 Unidades. Podem se cadastrar no sistema os graduados a partir de 1974 e os titulados de pós-graduação a partir de 1986.

<< Voltar à tela principal

Compromisso com o ensino de graduação
.