Professor da Poli é eleito presidente do Conselho Mundial da Água

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Da Assessoria de Imprensa da Poli

O professor de Engenharia Civil e Ambiental da Escola Politécnica (Poli) da USP, Benedito Braga, foi eleito em novembro em Marselha, na França, presidente do World Water Council (WWC), o Conselho Mundial da Água.

Braga já presidiu a International Water Resources Association (IWRA) e o Conselho Intergovernamental do Programa Hidrológico Internacional da UNESCO em Paris.

Diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) desde sua fundação, de 2001 até 2009, Braga indica que sua eleição é resultado de um trabalho conjunto da comunidade de recursos hídricos brasileira. Em particular o trabalho pioneiro de reforma do setor de recursos hídricos no Brasil, que contou com apoio fundamental da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH), cuja presidência também ocupou.

O professor Benedito Braga também já recebeu outras importantes distinções como o “Crystal Drop Award” durante o XI Congresso Mundial da Água, realizado em Madri, na Espanha, em 2002. Em 2011 recebeu o título de “Honoray Member” da American Water Resources Association e neste mesmo ano tornou-se um “Diplomate” da American Society of Civil Engineers (ASCE), a mais tradicional associação profissional de engenharia civil dos Estados Unidos da América.

Criado em 1997 com o objetivo de estimular boas práticas de gestão de recursos hídricos no mundo, o Conselho Mundial da Água é a instituição que promove o Fórum Mundial da Água, evento que vem ganhando cada vez mais repercussão política e importância no mundo atual. Em 1997, quando foi realizado pela primeira vez, o fórum reuniu 400 participantes. A última edição, em março deste ano, contou com mais de 30 mil pessoas em Marselha, na França, além de chefes de estado e 170 delegações de países e organismos intergovernamentais.

Braga informou que levará para o Conselho a discussão de um pacto internacional pela segurança hídrica. A água desempenha um papel fundamental na saúde publica, na produção de energia, na produção de alimentos e na manutenção dos ecossistemas. Países carentes de infraestrutura hídrica sofrem com a variabilidade do clima. Os problemas associados às mudanças climáticas, como secas mais prolongadas e enchentes mais frequentes, têm como eixos de adaptação o desenvolvimento de infraestrutura hídrica e a gestão da água.

Além disso, outro tema relevante é a difusão de novas tecnologias para o monitoramento das bacias hidrográficas, que serão fundamentais para países da Ásia e a África que dispõem de poucos dados sobre seus recursos hídricos. Há, portanto, grandes desafios agendados para o próximo triênio de atividades do Conselho Mundial da Água, agora sob a presidência de Braga.

Mais informações: (11) 5081-5237, site www.academica.jor.br

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