ECA comemora 45 anos

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Em 2011 a Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP completou 45 anos. O aniversário foi comemorado no dia 18, em um evento que reuniu ex-diretores, alunos e ex-alunos, professores e servidores para homenagear a Escola, no Teatro Laboratório. Na mesma ocasião, foi inaugurada a galeria de fotos dos ex-diretores da ECA e lançados os três volumes de Pensamento Comunicacional Uspiano, organizados pelo ex-diretor José Marques de Melo.

“Organizamos esse evento para celebrar os 45 anos da ECA, que é uma das pioneiras na área de comunicações e artes”, declarou a professora Margarida Maria Krohling Kunsch, que fez parte da comissão de organização do evento, sob responsabilidade do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP) e da Agência Experimental de Comunicação Integrada (AECI).

A celebração foi dividida em três partes, apresentadas pelo professor Luiz Alberto de Farias, do CRP: A ECA do passado, A ECA do presente e A ECA do futuro, cada uma contando com depoimentos de pessoas que passaram pela ECA durante esses 45 anos, desde ex-diretores a funcionários e ex-alunos. “É o momento de celebrarmos esses 45 anos e registrarmos depoimentos que falem sobre a importância da Escola”, explica a professora Margarida. Durante os intervalos entre essas etapas, o Duo Caiguá, composto por alunos do Departamento de Música (CMU), tocou em homenagem à ECA.

A ECA do passado

A primeira parte do evento contou com depoimentos dos professores Cremilda Medina, como representante das comunicações, e Donato Ferrari, representando as artes, que contaram um pouco sobre sua trajetória na ECA.

Em sua fala, a professora Cremilda ressaltou a fecundidade da Unidade em suas produções de pesquisas em comunicação e também das artes. “A ECA oferece esse chão para as artes, que são extremamente fecundas no ato da comunicação social”, comenta. O professor Donato, por sua vez, também falou a respeito da relação das artes com as comunicações e o tratamento que recebem na Escola e na Universidade. “Acredito que o máximo prazer que eu vejo é como estão as artes hoje na Universidade. As comunicações foram o melhor casamento que houve para as artes”, conclui.

Em seguida, foi apresentado um vídeo do Projeto Memórias Ecanas, sob coordenação do professor Paulo Nassar, do CRP, com cenas do cotidiano da Escola e depoimentos de alunos, professores e funcionários que demonstram a diversidade da ECA. Também foram exibidos gravações de depoimentos dos ex-diretores José Marques de Melo, Eduardo Peñuela, Victor Aquino, Waldenyr Caldas e Luis Milanesi, que falaram  sobre suas gestões  e ações na ECA.

Para finalizar A ECA do presente, Silvana Nader, formada em Relações Públicas pela ECA em 1989, foi convidada a falar em nome dos ex-alunos da Escola, trazendo diversas lembranças que para ela traduzem a estadia de vários alunos na Escola, como carteirinhas, livros, cadernos, etc. “A ECA não forma apenas profissionais; a ECA forma consciências”, afirmou ao explicar que ao sair da ECA, achou importante devolver, de alguma forma, à sociedade aquilo que recebeu enquanto esteve na Escola.

A ECA do presente

A segunda parte do evento iniciou-se com o depoimento de Bárbara Leitão, assistente administrava,  convidada a representar os servidores. Ao falar sobre os colegas e experiências vividas na ECA, Bárbara homenageou Irineu Fernandes Lobão, funcionário da ECA há 30 anos, convidado, então, a falar. “Eu amo essa Escola para o resto da minha vida. Tudo o que eu tenho foi essa Escola que me deu. Se eu me dedico é porque eu tenho amor”, disse Irineu, emocionado.

Também foi convidado a falar sobre a Escola o funcionário Rafael Rios, que concluiu recentemente o mestrado em Artes Cênicas pela ECA e que acaba de lançar o livro Teatro Com: materiais ressignificados na imagem teatral, escrito em parceria com o ex-aluno Eli Ridolfi. “Eu represento a ECA do passado e a ECA do presente”, contou Rafael.

Para representar o corpo docente, foi convidado o professor Arlindo Ornelas Figueira Neto (Piu), do CRP, ao final do trecho A ECA do presente, falando sobre a Escola que, segundo o professor, é sempre um sonho para ele. “Aqui na ECA a gente nunca deixa de ser aluno, nunca deixa de aprender”, disse. Piu também comentou a respeito da importância da ECA e em que pilares ela se funda, sob seu ponto de vista: envolvimento, compartilhamento e atualização. “A ECA comemora hoje 45 anos como a maior e a melhor Escola de comunicações e artes do Brasil”, concluiu ele.

A ECA do futuro

O trecho final da comemoração contou com a apresentação de planos para o futuro da ECA, bem como depoimentos dos ex-diretores para a ECA de 2020.

Foi apresentado por Antonio Reis, pós-doutorando da ECA, representando a professora Maria Cristina Castilho  Costa, do Departamento de Comunicações e Artes (CCA), um projeto em desenvolvimento para os 50 anos da Escola, o site Memórias da ECA, em que será reconstituída a história da Escola, contando, inclusive, com a contribuição dos vídeos do projeto Memórias Ecanas.

O professor Mauro Wilton de Souza, diretor, também falou sobre o futuro da Unidade. “Temos que pensar em como convergir as nossas pluralidades para que aquele que entre aqui não entre num departamento, entre na ECA”, explicou.

Ao final do evento, o professor Mauro Wilton apresentou o lançamento dos três volumes do livro Pensamento Comunicacional Uspiano, organizados pelo professor Marques de Melo, ex-diretor da Escola.

Com informações do Laboratório Agência de Comunicação (LAC) da ECA

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