MAP2001: Quando Matemática e Arquitetura se encontram

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Nos dias 5 e 6 de dezembro o Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP recebeu a exposição de trabalhos finais MAP2001. Os projetos exibidos nos corredores do Instituto foram fruto do trabalho de equipes formadas dentro de uma nova disciplina optativa. O objetivo é estabelecer uma interação entre os cursos de Matemática, Arquitetura e Design, valendo-se de experimentos práticos, montagens de objetos, e das possibilidades de desenvolvimento de atividades exploratórias de modelagem e ensaio.

A ideia surgiu com a união do Laboratório de Modelos e Ensaios (LAME), ligado à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), e da Matemateca, uma iniciativa experimental do IME que destaca como principal meta instigar a curiosidade dos alunos sobre a importância de se aprender matemática, além de estimulá-los a enxergar sua beleza e aplicabilidade em todas as esferas da vida.

Com o auxílio de nossas câmeras, registramos os projetos que aliam ideias criativas e diversão, ao mesmo tempo em que conversamos com os professores responsáveis pela disciplina inovadora: Deborah Raphael (IME), Eduardo Colli (IME) e Artur Simões Rozestraten (FAU).

“O projeto começou a partir do Programa Pró-Inovalab da PRG. A ideia é que o conceito de inovação seja trazido para a graduação”, conta Deborah | Foto: Marcos Santos

A MAP2001 é uma disciplina optativa, uma colaboração entre professores do IME e da FAU, assim como dos projetos Matemateca e LAME | Foto: Marcos Santos

A disciplina foi oferecida para duas turmas distintas, em dois semestres nos anos 2012 e 2013. No último semestre, foram ofertadas 36 vagas, 16 para alunos da FAU, 16 para alunos do IME e 4 para alunos das demais unidades | Foto: Marcos Santos

As aulas acontecem no Laboratório. Os primeiros encontros se dedicam a apresentar o próprio LAME e a Matemateca para os alunos. Logo em seguida as aulas começam a focar no desenvolvimento de ideias para projetos e na formação de grupos. Os grupos devem ter alunos dos diversos cursos presentes | Foto: Marcos Santos

“Sabemos que os alunos são de unidades e têm interesses diferentes. O objetivo é diversificar”, afirma Colli. “Nestes dois anos, já tivemos alunos da Poli, IF, EACH, FEA e IGc”, enumeram Eduardo e Deborah | Foto: Marcos Santos

Os projetos podem incluir peças para a exposição interativa da Matemateca e/ou para uso em aulas de Matemática no IME, painéis interativos fixos, pôsteres, peças de design funcionais ou decorativas, maquetes arquitetônicas, jogos, esculturas e instalações artísticas, entre outros | Foto: Marcos Santos

“Fundamentamos os projetos na disciplina”, pontua Rozestraten. “Eles são um trabalho de prospecção de ideias que surgem primeiramente dos interesses pessoais de cada aluno. Cada aluno inicialmente apresenta sua ideia, temas de interesse são isolados e na dinâmica dessas etapas são investigadas a heterogeneidade e o tamanho do grupo. Todos devem estar incluídos”, esclarece o professor | Foto: Marcos Santos

A ideia original e o projeto final muitas vezes são diferentes. Os professores orientam os grupos na execução dos projetos. “O resultado é um híbrido de vários interesses individuais”, declara Rozestraten. “A ideia e projeto vão ganhando força na medida em que certos ensaios são feitos” | Foto: Marcos Santos

“Os alunos são levados a realinhar sua proposta constantemente”, comenta Eduardo. “Sempre tem mudança”, completa Deborah | Foto: Marcos Santos

A exposição é avaliação final dos alunos. É por meio dela que os alunos sabem que seus trabalhos serão não apenas analisados pelos professores, mas vistos e manuseados pelo público. Neste ano, os projetos foram expostos por dois dias nos corredores do IME | Foto: Marcos Santos

Todos os projetos são pensados para a interação. “Uma motivação da disciplina está em entender sobre a forma como a matemática vem sendo abordada na FAU. Como poderia se trabalhar com a matemática integrada com questões materiais. Como a matemática poderia estar presente na Arquitetura”, destaca Rozestraten | Foto: Marcos Santos

“A contrapartida também”, complementa Deborah, “a matemática estudada no IME nem sempre se preocupa em trazer suas abstrações para a concretude”. O objetivo é colocar os alunos em situações imprevistas. Desde a formulação do conceito até a feitura do projeto | Foto: Marcos Santos

O LAME ganhou neste ano uma nova sala de aula. A disciplina deve retornar para a terceira edição no segundo semestre de 2014, após um balanço a ser realizado pelos professores responsáveis | Foto: Marcos Santos

O blog da disciplina, com detalhes sobre a construção de cada projeto, pode ser acessado aqui http://map2001.blogspot.com.br.

Confira mais no banco de imagens da USP, o USP Imagens.

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