Pela primeira vez, comunidade USP participou de consulta sobre a eleição

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Do Jornal da USP

Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Foto: Marcos Santos / USP Imagens

A primeira consulta à comunidade universitária sobre a eleição de reitor e vice-reitor da USP teve a participação de 14% dos eleitores aptos a votar. Foram 13.826 votantes num universo de 100.734 integrantes da comunidade. A maior participação foi a de docentes (49,5%), seguida pela de servidores técnico-administrativos (47%). Considerando-se a soma de docentes e servidores, o comparecimento foi de 47,5%. Contribuiu para a queda da média geral a baixa participação dos alunos: apenas 3,2% votaram na consulta (2.469, de um total de 76.837 regularmente matriculados).

“Temos um grande número de votantes, mas ainda um percentual pequeno de adesão, especialmente entre os alunos”, avalia a coordenadora geral do processo eleitoral, Isília Aparecida Silva, docente da Escola de Enfermagem e ouvidora da USP. “Imagino que na próxima consulta, daqui a quatro anos, possamos ter uma participação mais expressiva, especialmente entre os discentes.”

No cômputo geral, a chapa 3, formada pelos professores Marco Antonio Zago e Vahan Agopyan, foi a mais votada, com 6.678 votos. A chapa 4, dos professores Wanderley Messias da Costa e Suely Vilela, recebeu 5.504 votos. A chapa 1, dos professores Hélio Nogueira da Cruz e Telma Tenório Zorn, teve 4.343 votos, e a chapa 2, dos professores José Roberto Cardoso e José Antonio Franchini Ramires, obteve 3.344 votos. A chapa 3 teve maior preferência entre os docentes e alunos (1.904 e 1.311 votos, respectivamente), enquanto a chapa 4 ficou com a maioria entre os servidores técnico-administrativos (4.143). Os números totais estão disponíveis no site da Secretaria Geral da USP na internet.

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O resultado da consulta tem caráter indicativo à Assembleia Universitária, a quem cabe a eleição dos dirigentes. A Assembleia é constituída pelo Conselho Universitário, Conselhos Centrais, Congregações das unidades e pelos Conselhos Deliberativos dos museus e dos institutos especializados, reunindo em torno de dois mil representantes da comunidade uspiana. A eleição será realizada nesta quinta-feira, dia 19, e a lista tríplice com as três chapas mais votadas será encaminhada ao governador do Estado.

Continuidade

Foto: Ernani Coimbra
Comissão Eleitoral conduz o atual processo

Para os integrantes da Comissão Eleitoral ouvidos pelo Jornal da USP, a primeira consulta à comunidade universitária representa o início de um processo que deve ter continuidade. “A consulta é muito importante porque, embora não seja vinculante, revela a vontade de cada segmento da comunidade”, diz José Rogério Cruz e Tucci, docente da Faculdade de Direito. “Do ponto de vista institucional, é um mecanismo para dar chance de manifestação da comunidade, enquanto não houver uma forma mais participativa de eleição.”

O atual processo eleitoral é o primeiro dentro das novas regras aprovadas no Conselho Universitário (Co) em outubro, incorporando mudanças como a realização da consulta, a eleição em turno único e a inscrição de chapas para reitor e vice. O Conselho também decidiu dar sequência ao debate sobre o processo em 2014. “Como foi a primeira consulta, ainda estamos com algumas dificuldades, e necessitamos de aprimoramentos que certamente serão objeto de discussões no Co”, considera Waldyr Jorge, docente da Faculdade de Odontologia e superintendente da Superintendência de Assistência Social da USP.

Necessitamos de aprimoramentos que certamente serão objeto de discussões no Conselho Universitário.

“Temos que estabelecer algumas regras para que esse colegiado seja considerado na eleição, de forma que haja uma evolução para uma democracia plena na qual se conviva com o contraditório sem que se quebre a unidade da Universidade”, afirma o professor, também membro da Comissão Eleitoral. Para Waldyr Jorge, a tolerância entre os diferentes pontos de vista é fundamental para que a USP mantenha os saltos qualitativos significativos que vem dando nos últimos anos.

A coordenadora geral acredita que a primeira consulta à comunidade universitária demonstrou um grande interesse por parte dos envolvidos com a organização, que se preocuparam muito com a lisura e a correção dos procedimentos. “Para uma primeira vez em que se faz uma consulta dessa natureza e dessa magnitude na Universidade, avalio que tudo correu muito bem”, diz. A professora Isilia Aparecida Silva considera que os debates no Co apontarão os caminhos para a evolução de um processo que está somente em seu início.

Votação foi estratificada por segmento

A consulta foi realizada na terça-feira da semana passada. Para votar, cada eleitor deveria dirigir-se à unidade à qual é vinculado. A votação foi estratificada de acordo com as categorias de docente, servidor e aluno, identificadas em cédulas que tinham cores diferentes e eram depositadas em urnas separadas. O eleitor podia votar em até três chapas. Se houvesse apenas uma ou duas indicações na cédula, o voto ou votos não dados eram considerados brancos. Rasuras anulavam a cédula.

Na capital, as unidades foram divididas em seis seções, enquanto havia outras cinco para os campi do interior. A votação foi realizada das 9 às 18 horas, estendendo-se até as 21 horas nas unidades com atividade noturna. A apuração foi iniciada logo após o fechamento das urnas, na noite do dia 10, e também na manhã do dia 11. A totalização foi realizada na tarde da quarta-feira, na sala do Conselho Universitário, com a presença da Comissão Eleitoral e de representantes das chapas. Apenas uma urna de uma seção da capital foi invalidada porque havia um voto a mais do que o número de assinaturas registradas.

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