Feira de Ciências e Engenharia na Poli exibe projetos de jovens inovadores

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Foto: Marcos Santos / USP Imagens  Promovida anualmente pela Poli, Febrace é o maior evento brasileiro pré-universitário de ciências e engenharia
Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Promovida anualmente pela Poli, Febrace é o maior evento brasileiro pré-universitário de ciências e engenharia

Começou nesta terça-feira (18) a décima segunda edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace). Promovida anualmente, a Febrace recebe projetos científicos de várias áreas do conhecimento, com o objetivo despertar nos jovens o interesse pela ciência, além de estimular a criatividade, a inovação e o empreendedorismo.

Nesta edição, a Feira organizada pela Escola Politécnica (Poli) da USP recebeu inscrições de mais de 1.800 trabalhos de estudantes de escolas públicas e privadas do ensino fundamental, médio ou técnico de todo o Brasil. Desse total, 331 foram selecionados para a fase final de exposição e julgamento – e os autores dos melhores projetos poderão ganhar de troféus e medalhas até bolsas de estudos e oportunidades de estágio.

“Ao longo desses doze anos, já recebemos projetos de escolas de mais de 900 municípios de todo o país. Mas ainda falta muito”, comenta Roseli de Deus Lopes, coordenadora geral da Febrace.

Buscando avançar neste sentido, a organização do evento realiza palestras, cursos e seminários em parceria com instituições de pesquisa de todo o Brasil.

“Fazemos isso para mostrar aos alunos que eles podem desenvolver projetos muito interessantes, não importando a idade e, muito menos, o endereço”, ressalta a coordenadora. Além disso, ela explica que a seleção realizada pela Feira busca manter uma proporcionalidade de projetos por estados de origem.

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Uma feira em cada escola

Uma das principais novidades da Febrace neste ano é o oferecimento de uma plataforma online voltada a professores de ensino médio e fundamental, com materiais que informam como desenvolver competências educacionais com os alunos.

Chamada de Aprendizagem Interativa em Ciências e Engenharia, ou Apice, a plataforma apresenta dois cursos compostos por vídeos e fotos: Metodologia de Pesquisa e Orientação de Projetos de Iniciação Científica e Organização e Realização de Feiras de Ciências e Engenharia. A duração estimada de cada curso é de 30 horas.

“Nesses dois últimos anos, nós demos ênfase na questão da formação de professores. Preparamos alguns materiais que mostram como o professor pode orientar seus alunos em um projeto de pesquisa científica dentro da escola, e também organizar uma feira de ciências na escola ou até mesmo no município”, conta Roseli.

Outro aspecto que a Febrace procura estimular  – com ideias e informações sobre procedimentos – é a parceria entre escolas e centros de pesquisa de universidades. “Para que o aluno consiga uma das bolsas da premiação da Febrace, é preciso que ele tenha um orientador na escola e outro em um centro de pesquisa. Isso cria uma ponte muito importante, pois às vezes a escola não possui toda a estrutura necessária para o projeto, o que pode ser conseguido no centro de pesquisa”, detalha a docente.

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Caminhos

Uma das principais marcas da Febrace é o despertar do empreendedorismo dos jovens. “É muito importante que eles desenvolvam essa capacidade de ir atrás das coisas”, resume Roseli. O que a organização da Feira oferece neste sentido são os caminhos para que o aluno possa buscar ajuda, seja ela financeira, material ou intelectual.

É o caso do estudante paulista de 16 anos, Eduardo Padilha. “Quando eu estava no ensino fundamental, sabia que queria fazer pesquisa científica e lia bastante sobre o assunto para entender como eu poderia fazer isso”, lembra.

Em 2011, quando tinha 13 anos, Padilha entrou em contato com professores do Departamento de Microbiologia, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, pedindo para conhecer melhor os estudos desenvolvidos na Universidade. “Fui visitar o departamento e o Laboratório de Reparo de DNA. Disso, veio uma oportunidade de fazer um estágio dentro do laboratório – mas eu ainda não tinha um projeto”, conta. Em 2012, o aluno deu início ao seu projeto e entrou no programa de pré-iniciação científica da USP.

As imagens mostram alguns dos projetos em exposição. A mostra virtual completa pode ser conferida no site da Febrace

Serviço

O projeto de Padilha em microbiologia, assim como os outros 330 trabalhos, irão ficar expostos até o dia 20 de março na Feira, que pode ser visitada das 14 às 19 horas.

A Febrace está instalada em uma tenda de 2,2 mil m², localizada no estacionamento da Poli, na Av. Prof. Luciano Gualberto, número 3, Travessa 3, Cidade Universitária, São Paulo.

Mais informações: (11) 3091-5676, site http://febrace.org.br

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