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Prevenção e proteção em busca de um campus mais seguro

Prevenção

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Foto: Francisco Emolo / Jornal da USP

A Guarda Universitária atua prioritariamente em prevenção e é responsável, no caso do campus Butantã, entre outras atribuições, por controlar o trânsito e o fluxo de esportistas (ciclistas, corredores etc.), recolher achados e perdidos, animais abandonados e auxiliar o acesso das pessoas a eventos culturais, esportivos ou de outra natureza. Alguns desses eventos são anunciados à Guarda com pouca antecedência, dificultando a execução das tarefas.

Para a professora, a Guarda Universitária ficou muito associada à repressão, embora praticamente não se ocupe dela. “Mesmo aqueles que falam a favor da Polícia Militar fora do campus, se pensarem bem, no fundo concordariam que o ideal de fato é que a Guarda Universitária tenha um número de profissionais suficiente e devidamente capacitados para ser o corpo que está aqui permanentemente tomando conta do campus, num papel muito mais preventivo”, define. “É claro que em algum momento a prevenção falha, e então o suporte da PM é fundamental, porque é ela que tem condições de analisar o local em que ocorre um crime, trazer a Polícia Científica, fazer a coleta de provas e evetualmente proceder a uma perseguição. Isso não compete à nossa Guarda, que é civil e desarmada.”

No último dia 14, foi registrada uma ação do tipo. A Guarda divulgou imagens obtidas por câmeras de algumas unidades nas quais apareciam três suspeitos de praticar furtos. Eles foram identificados por funcionários da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), que acionaram a Guarda. Os agentes apreenderam os suspeitos e chamaram a PM, que encaminhou o trio para o 93º Distrito Policial.

Segundo a superintendente, foi firmado um novo tempo de parcerias entre a USP e a PM, mediadas pela Guarda Universitária, após visita que fez, ao lado do reitor Marco Antonio Zago, ao comandante geral da PM em maio. “O pior do convênio foi o que acabou sendo implementado e não mais está em vigor: a repressão baseada em blitze indevidas. Eu mesma, num dia de 2012, me atrasei para dar aula porque fui parada numa blitz”, relata.

Parcerias

Foto: Francisco Emolo / Jornal da USP

Atualmente, há uma base comunitária móvel da PM que permanece em algum ponto do campus durante o dia, além de duas motos que fazem rondas. Mas esses policiais estão à disposição de seu batalhão e podem sair do campus se acionados para outras ocorrências. A USP está na área de responsabilidade do 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, que engloba bairros como Jaguaré, Morumbi, Paraisópolis, Rio Pequeno e Campo Limpo. Para o batalhão, a USP é uma das áreas menos problemáticas sob seu encargo, pois em outras regiões ocorrem com muito mais frequência crimes mais violentos, como homicídios.

“Precisamos de parceria no que a polícia pode nos ajudar e vice-versa”, defende Ana Lúcia Schritzmeyer. Entre os alvos estão a formação e a capacitação: tanto a Universidade pode dar cursos aos policiais como a PM pode, por exemplo, formar brigadas de incêndio por meio do Corpo de Bombeiros. Outro foco é melhorar a comunicação das ocorrências. Muitas vezes as pessoas registram nas delegacias do entorno casos acontecidos no campus, e a Guarda não fica sabendo. Da mesma forma, algumas ocorrências são comunicadas apenas à Guarda e não são registradas nas delegacias.

“Essa troca de informações é fundamental. São parcerias relacionadas a uma cidadania melhor, e nada têm a ver com repressão e com o medo que principalmente os estudantes têm de que sua liberdade seja cerceada”, afirma a superintendente. O grande convênio que existe são as leis que explicitam o que compete às polícias, defende. “Como a USP tem grande visibilidade na mídia, a polícia aqui costuma agir exemplarmente. Meu desejo é que fosse assim em todo lugar, como nas periferias onde ninguém vai filmar nada.”

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