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Docentes da USP discutem razões do sucesso nos rankings internacionais

Fortalecimento da internacionalização da Universidade é um dos principais fatores que contribuem para o ótimo desempenho da USP nos rankings internacionais, avaliam professores.

Rigor

Outra área bem posicionada no ranking da QS é a Filosofia, em que a USP ocupa a 37ª posição no mundo. Para o chefe do Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), professor Roberto Bolzani Filho, a maior visibilidade e reconhecimento alcançados são uma decorrência da aposta na qualidade e no rigor do trabalho de docência e pesquisa. “Vários docentes e pesquisadores, em virtude do reconhecimento do valor de suas produções, participam regularmente de projetos internacionais de pesquisa e eventos no exterior, além de promoverem no próprio departamento seminários e colóquios que contam com a presença mais ou menos constante de destacados pesquisadores estrangeiros.”

Foto: Cecília Bastos
Foto: Cecília Bastos

Para a diretora da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, professora Margarida Maria Krohling Kunsch, as iniciativas da escola são paradigmáticas e têm servido de espelho para a constituição de muitos cursos de Artes no País – área em que a USP ocupa a posição 34 no ranking da QS. Professores da ECA lideraram e lideram a criação e formação de entidades científicas nacionais e internacionais nos seus campos específicos, ocupando cargos diretivos. Muitos tiveram lugar de destaque em secretarias de Cultura, em âmbito municipal, estadual e federal. Um grande número deles já esteve e está presente em importantes instituições culturais, como o Centro Cultural São Paulo, o Museu de Arte de São Paulo (Masp), o Museu de Arte Contemporânea (MAC), a Pinacoteca e a Cinemateca Brasileira.

A diretora da ECA também cita os muitos professores que são editores, colaboram com periódicos científicos de grande circulação, nacionais e internacionais, e participam da produção de filmes e grupos teatrais, além de atuar como cronistas e críticos de arte. E conclui: “Com isso, pode-se deduzir que nosso corpo docente, pela sua qualificação e dedicação aos cursos a que estão vinculados na escola como um todo, o alto potencial criativo dos estudantes e o apoio técnico dos funcionários são os principais atores responsáveis pela referida certificação”.

Segundo a chefe do Departamento de Artes Plásticas da ECA, professora Sonia Salzstein Goldberg, é estimulador ter o reconhecimento internacional das atividades da escola. “O nosso esforço pelo aprimoramento é contínuo. Buscamos nos firmar no processo de aprendizagem como um processo de experimentação”, reflete.

Sonia destaca que a preocupação do departamento é dar uma formação teórica sólida ao aluno. Oferece um curso de bacharelado em formação de artista e arte-educador para o ensino fundamental e médio, bem como para artistas que trabalham nos mais diversos campos de atuação, com interesse em alguma produção estética.

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