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	<title>FFLCH &#8211; USP &#8211; Universidade de São Paulo</title>
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	<description>Universidade pública, autarquia ligada à Secretaria de Estado de Ensino Superior de São Paulo</description>
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		<title>Agrotóxicos, terra e dinheiro: a discussão que vem antes da prateleira</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/sociedade/agrotoxicos-terra-e-dinheiro-a-discussao-que-vem-antes-da-prateleira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aline Naoe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Apr 2016 21:18:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Agrotóxicos]]></category>
		<category><![CDATA[Concentração fundiária]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Agrária]]></category>
		<category><![CDATA[Ingredientes ativos]]></category>
		<category><![CDATA[Larissa Mies Bombardi]]></category>
		<category><![CDATA[Pulverização aérea]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal20160418_1.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" />A geógrafa Larissa Mies Bombardi fala sobre a legislação que regula estes produtos no Brasil e defende uma agricultura sem agrotóxicos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal20160418_1.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" /><p><span style="font-weight: 400;">A geógrafa Larissa Mies Bombardi fala sobre a legislação que regula estes produtos no Brasil e defende uma agricultura sem agrotóxicos</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Brasil ocupa o <a href="http://www.mma.gov.br/seguranca-quimica/agrotoxicos">primeiro lugar</a> na lista de países que mais consomem agrotóxicos. O uso massivo desses produtos é explicado por uma economia que exporta </span><i><span style="font-weight: 400;">commodities </span></i><span style="font-weight: 400;">em grande escala, em especial a soja, e um modelo de agronegócio baseado em grandes extensões de terra produzindo poucas culturas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos cinco anos, a geógrafa Larissa Mies Bombardi tem se dedicado a estudar o impacto do uso dos agrotóxicos no país, em especial a partir do mapeamento dos casos de intoxicação &#8211; segundo a professora, de 2007 a 2014 foram notificados 1186 casos de morte por intoxicação com agrotóxicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Coordenadora do <a href="http://www.geografia.fflch.usp.br/inferior/laboratorios/agraria/" target="_blank">Laboratório de Geografia Agrária</a> da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Larissa comenta o Projeto de Lei em tramitação na Câmara que concentra no Ministério da Agricultura o controle do registro dos agrotóxicos, responsabilidade que hoje é compartilhada com órgãos dos Ministério da Saúde e do Meio Ambiente. A pesquisadora fala também sobre como os recentes casos de microcefalia associados ao vírus zika podem acabar contribuindo para a aprovação de medidas que autorizam a pulverização de áreas urbanas com agrotóxicos para o combate ao mosquito.</span></p>
<figure id="attachment_107944" aria-describedby="caption-attachment-107944" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-107944 size-full" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal20160418_2.jpg" alt="Larissa Mies Bombardi | Foto: Cecília Bastos" width="700" height="307" data-id="107944" /><figcaption id="caption-attachment-107944" class="wp-caption-text">Larissa Mies Bombardi | Foto: Cecília Bastos</figcaption></figure>
<p><b>Qual o foco da sua pesquisa sobre o uso de agrotóxicos no Brasil?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Larissa Bombardi:</strong> Minha área de atuação é a geografia agrária, então tenho discutido uma questão maior do que o agrotóxico enquanto um elemento de saúde pública. Ela envolve a questão agrária, o papel da agricultura na economia brasileira. Para você ter uma ideia, nossa pauta de exportação hoje virou do avesso do que era no final dos anos 90, começo dos anos 2000. A gente vinha, durante a ditadura, num processo em que os produtos básicos tinham menor importância nas exportações brasileiras do que os industrializados. Depois, em 1978, 1979, há um marco porque isso começa a se inverter e esse processo acontece até o início dos anos 2000, quando há então uma inflexão nas curvas e a gente passa a exportar muito mais produtos básicos do que industrializados. Os básicos não são só os produtos agrícolas, entram aí também minério de ferro, petróleo e outras <em>commodities</em>, mas a soja é o principal produto exportado pelo Brasil. Então falar de agrotóxico não se restringe ao âmbito da agricultura, mas a algo muito maior, porque tem a ver com o modelo de inserção do Brasil no que a gente chama de economia mundializada. É uma escolha, é um papel que o Brasil exerce no mundo. Somos o maior exportador mundial de açúcar, carne, gado, carne de frango, fumo, laranja, café&#8230;.esse pacote monocultor, em grande escala, demanda muito agroquímico. O Brasil hoje consome um quinto dos agrotóxicos utilizados no mundo. O que eu tenho feito é mapeado o uso e os casos de intoxicação por agrotóxicos para entender o que há por trás desses números, e isso tem uma relação direta com o modelo econômico que o país tem adotado. </span></p>
<p><b>Onde estão disponíveis os dados sobre mortes e intoxicações por agrotóxicos? </b></p>
<p><b>LB: </b><span style="font-weight: 400;">Estão no Ministério da Saúde, no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). De 2007 a 2014 tivemos 1186 casos de morte por intoxicação por agrotóxicos, ou seja, 148 por ano, um a cada dois dias e meio. É um dado muito alarmante. Se focarmos nas crianças, numa faixa etária de zero a 14 anos, nesse mesmo período, tivemos 2181 casos de crianças intoxicadas, é muita coisa. O que é mais grave ainda é que dessas, 300 crianças entre 10 e 14 anos cometeram tentativa de suicídio. Temos vários estudos no exterior e no Brasil também que mostram a conexão entre tentativa de suicídio e exposição crônica a alguns agrotóxicos. Outro dado chocante que vale a pena mencionar é que também nesse período de 2007 a 2014 mais de 300 bebês de zero a menos de um ano foram intoxicados com agrotóxicos. Quando estamos numa realidade em que bebês se intoxicam, temos a noção da ponta do iceberg que é essa questão. Como isso é possível? Isso tem a ver com a condição de trabalho dos pais, com pulverização aérea, proximidade das casas em relação às áreas de utilização de agrotóxicos&#8230;</span></p>
<blockquote><p>Calcula-se que para cada caso de intoxicação no Brasil<br />
existam 50 outros não notificados</p></blockquote>
<p>A Fiocruz [<em>Fundação Oswaldo Cruz</em>] também tem esses dados, inclusive ela tem mais dados. Ela faz um registro quase que espontâneo, pois tem um serviço de apoio que indica aos profissionais de saúde como agir em casos de intoxicação, não só por agrotóxicos, mas também animal peçonhento, planta, medicamentos. Então eles remetem à Fiocruz os casos, é espontâneo. E ainda assim é a fonte de dados sobre isso mais rica do Brasil. Os dados da Fiocruz sugerem uma média de um caso de intoxicação a cada 90 minutos, um quadro muito pior levando em conta a subnotificação. Calcula-se que para cada caso de intoxicação no Brasil existam 50 outros não notificados.</p>
<p><b>E partindo desses dados, é possível afirmar ser incontestável que os agrotóxicos são prejudiciais à saúde humana?</b></p>
<p><b>LB: </b>Não há dúvidas. Mas os dados ainda são insuficientes, há muita subnotificação. O SUS, nas fichas dos pacientes, não informa, por exemplo, a profissão da pessoa intoxicada, o que seria fundamental para entender qual o universo que estamos tratando. Veja que o Mato Grosso é um estado que sozinho consome 20% de todo agrotóxico usado no brasil e o número de notificações é pequeno em relação ao número total de casos, então há um desnível entre a realidade e aquilo que é notificado. Os números que a gente tem já são muito alarmantes, mas ainda assim há uma subnotificação enorme.</p>
<p>Quando olhamos os mapas das pessoas intoxicadas por agrotóxicos de uso agrícola no Brasil, se pegamos por municípios, é visível, por exemplo, o Vale do São Francisco, que tem uma agricultura irrigada com fruta para exportação. Dá para ver as manchas do agronegócio. No Mato Grosso, quando você mapeia os municípios isso aparece. Uma parte disso está no <em><a href="http://bit.ly/1UTVnWM" target="_blank">Pequeno Ensaio Cartográfico Sobre o Uso de Agrotóxicos no Brasil</a>, </em>que publiquei pelo Laboratório de Geografia Agrária. Uma parte do meu trabalho de geógrafa é mapear essas informações. O mapa é uma ferramenta muito importante porque você consegue espacializar o fenômeno, consegue fazer perguntas para a realidade que você não faria sem mapear. E vou lançar em breve um <em>Atlas do Uso de Agrotóxicos no Brasil, </em>que é o próximo passo da minha pesquisa.</p>
<figure id="attachment_107945" aria-describedby="caption-attachment-107945" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-107945" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal20160418_3.jpg" alt="Foto: Cecília Bastos" width="700" height="256" data-id="107945" /><figcaption id="caption-attachment-107945" class="wp-caption-text">Foto: Cecília Bastos</figcaption></figure>
<p><b>Quando falamos nesses casos de intoxicação e morte estamos principalmente falando de pessoas que vivem no campo?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><b>LB: </b>Em geral sim, mas não só a população rural que é intoxicada, a população urbana também. Mesmo que a pessoa more e trabalhe na cidade, mas em áreas próximas de cultivos onde há pulverização, ela está suscetível. </span><span style="font-weight: 400;">O professor Wanderlei Pignati, da Universidade Federal de Mato Grosso, orientou um <a href="http://www.ufmt.br/ppgsc/arquivos/857ae0a5ab2be9135cd279c8ad4d4e61.pdf" target="_blank">estudo sobre contaminação de leite materno</a> com agrotóxicos. Alguns agrotóxicos ficam na gordura do nosso corpo, então uma forma não invasiva de mensurar a contaminação é através do leite. Descobriu-se que todas as mulheres pesquisadas, uma amostra importante de mães que estavam amamentando no município de Lucas do Rio Verde, tinham agrotóxicos no leite. Nenhuma delas trabalhava na área rural diretamente na agricultura. Apenas uma delas trabalhava na sede de uma fazenda, mas como empregada doméstica. Isso ilustra o quanto a população urbana, sobretudo das pequenas cidades, está suscetível. Além disso, muitas cidades do Brasil permitem no trabalho de jardinagem urbana o uso de agrotóxicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há um <a href="http://www.al.sp.gov.br/propositura/?id=1303314" target="_blank">novo projeto de lei</a> tramitando para poder pulverizar inclusive áreas urbanas com agrotóxicos para poder eliminar os mosquitos vetores da dengue, chikungunya e zika. Isso é muito temerário. Os casos de microcefalia deram o start dessa comoção, quase uma histeria nacional em torno desse assunto. Isso tem ancorado o aumento do uso desses agrotóxicos em ambiente urbano. Todos esses venenos que são utilizados, o “fumacê”, são agrotóxicos. Tem malathion, Pyriproxyfen e fenitrothion, os três são cadastrados na Anvisa como agrotóxicos de uso agrícola e agora estão sendo utilizados na cidades para combater os mosquitos, quando na verdade temos um problema muito mais grave que é de saneamento urbano. Isso sim resolveria a questão dessa epidemia no nível em que ela se deu. E os estudos têm mostrado na verdade que esse uso tão intenso de veneno não é tão eficaz. Eficaz é saneamento básico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É</span> complicado justificar uma pulverização aérea nas cidades por conta disso. O último numero da <a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2016/03/18/incertezas-sobre-a-microcefalia/">Revista Fapesp </a>mostrou que esses casos de microcefalia aumentaram tanto não porque eles aumentaram em si, mas porque até 2014 a notificação da microcefalia não era obrigatória, até então a gente não tinha dados. Como dizer então que os casos estão aumentando? Acho que isso dá o tom para entender um pouco o que está por trás desse alarme todo.</p>
<figure id="attachment_107952" aria-describedby="caption-attachment-107952" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-107952" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal20160418_6.jpg" alt="Maçãs com agrotóxico e depois de lavadas | Foto: Pedro Bolle / USP Imagens" width="700" height="289" data-id="107952" /><figcaption id="caption-attachment-107952" class="wp-caption-text">Maçãs com agrotóxico e depois de lavadas | Foto: Pedro Bolle / USP Imagens</figcaption></figure>
<p><b>Por que ainda não proibimos agrotóxicos que já foram proibidos em outros países, como os da União Europeia? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>LB:</strong> Primeiramente, o lastro de não proibir é essa importância tremenda que a exportação das <em>commodities</em> tem na economia brasileira. Politicamente, isso é representado na bancada ruralista, do ponto de vista do Legislativo. Do ponto de vista do Executivo, temos uma ministra que é representante desse setor. A chamada Frente Parlamentar da Agropecuária soma mais da metade do numero total de deputados. Então é uma dificuldade muito grande. Uma coisa ruim da nossa <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7802.htm" target="_blank">lei de agrotóxicos</a> é que nossos registros são por tempo indeterminado, </span><span style="font-weight: 400;">o registro é <em>ad eternum,</em> não caduca. O ingrediente ativo pode vir a ser reavaliado, mas num processo movido pela sociedade civil ou pela comunidade científica nacional, mas não há uma reavaliação sistemática. Na União Europeia há. Eles estão neste momento às vésperas de votar a continuidade ou não do uso do glifosato, o herbicida mais vendido no Brasil. Grande parte dos cultivos transgênicos é resistente ao glifosato, então há uma venda casada da semente transgênica com esse agrotóxico. No ano passado a Organização Mundial de Saúde <a href="https://www.iarc.fr/en/media-centre/iarcnews/pdf/MonographVolume112.pdf" target="_blank">lançou uma nota</a> dizendo que o glifosato é potencialmente carcinogênico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo muito claro de agrotóxico banido na União Europeia e permitido aqui é o acefato, o quinto ingrediente ativo mais vendido no brasil. Apesar de todas as indicações da Anvisa de que ele é neurotóxico, que pode ter efeitos sobre o sistema endócrino etc, continua sendo permitido. Outro exemplo é o paraquat. Acabou de ser feito o processo de avaliação, a Anvisa reconhece todo o perigo dele, mas continua permitido. Na China que é super permissiva do ponto de vista ambiental ele já é proibido e aqui não. </span>Então é uma opção política, relacionada à pressão da bancada ruralista e das empresas de agrotóxicos como dos próprios empresários do agronegócio, que querem garantir a continuidade desse modelo.</p>
<p><b>Existe uma movimentação no Brasil para proibir a pulverização aérea, que também já é proibida na União Europeia?</b></p>
<p><b>LB: </b>Tem a <a href="http://www.contraosagrotoxicos.org/index.php" target="_blank">Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida</a>, uma campanha nacional da sociedade civil que tem como uma das metas principais o fim da pulverização aérea. Acho a pauta até tímida. A própria Anvisa, em todas as avaliações que faz dos ingredientes ativos, mostra o aumento da quantidade de mortes por câncer no Brasil. Ela reconhece que o avanço na utilização de agrotóxicos está relacionado a isso. A pauta dessa campanha é banir os banidos, que o que está proibido lá seja proibido aqui, quer eliminar a pulverização aérea. Essa pauta ainda é tímida e mesmo assim sofre uma tremenda resistência. O ideal seria uma agricultura sem agrotóxicos. É uma questão ambiental para a humanidade. Não estamos nem engatinhando nisso ainda.</p>
<blockquote><p>O ideal seria uma agricultura sem agrotóxicos.<br />
É uma questão ambiental para a humanidade</p></blockquote>
<p><b>Há um <a href="http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=1996620" target="_blank">Projeto de Lei</a> em tramitação na Câmara dos Deputados que centraliza no Ministério da Agricultura a avaliação dos agrotóxicos. Qual sua visão sobre a proposta?</b></p>
<p><b>LB: </b>Os ganhos que temos no sentido de controlar ou banir os agrotóxicos têm a ver com uma postura que coloca em primeiro lugar a saúde pública, a saúde da população e ambiental. E isso, do ponto de vista político, está representado no Ministério do Meio Ambiente e, sobretudo, no Ministério da Saúde. <span style="font-weight: 400;">O MAPA [<em>Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento</em>] está diretamente preocupado com a questão dos ganhos econômicos, a questão da saúde publica é secundária. Esse projeto do Covatti Filho já começa com os termos utilizados. Nossa lei de agrotóxicos reconhece o potencial venenoso desses produtos, por isso se chamam agrotóxicos, a lei usa essa palavra. Esse Projeto de Lei fala em defensivos fitossanitários, uma expressão eufemística que esconde o caráter perigoso por trás desses produtos. Tão perigoso que há o simbolo da caveira, o símbolo de veneno em todo rótulo. O retrocesso que esse projeto representa se for aprovado começa por aí. Tem outras questões fundamentais a respeito desse PL. A criação de uma comissão vinculada só ao MAPA, ainda que tenham cadeiras para representantes da saúde, do meio ambiente, não é tripartite como é hoje. Outro aspecto que merece ser comentado é que se poderá obter a receita do agrotóxico antes mesmo de haver praga, como se a gente pudesse ter a receita do antibiótico antes mesmo de ter uma infecção. Essa comparação nem é tão feliz porque agrotóxico é veneno, não remédio. E além disso, o projeto utiliza a expressão &#8220;risco inaceitável&#8221; para decidir pela proibição dos agrotóxicos, uma expressão que fragiliza a potência que o texto atual tem. </span></p>
<figure id="attachment_107950" aria-describedby="caption-attachment-107950" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-107950" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal20160418_5.jpg" alt="Foto: Pedro Bolle / USP Imagens" width="700" height="289" data-id="107950" /><figcaption id="caption-attachment-107950" class="wp-caption-text">Foto: Pedro Bolle / USP Imagens</figcaption></figure>
<p><b>Mesmo hoje com os Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente na regulação é difícil proibir agrotóxicos?</b></p>
<p><b>LB: </b>É um poder tremendo. Há perseguição a dirigentes da Anvisa que se colocam contra. Não é simples. O poder econômico é tremendo, há uma pressão direta, ameaças.</p>
<p><b>Qual a relação entre transgênicos e o uso de agrotóxicos?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><b>LB: </b>Quando se tem uma agricultura orgânica, biodinâmica, agroecológica, essas formas de agricultura sem agroquímicos, há um manejo muito manual. Você consorcia várias culturas, que é como na natureza, onde não há homogeneidade no cultivo, sobretudo nos ambientes tropicais. O manejo é físico, é através da capina, um manejo em que não se usa algo que elimine quimicamente uma determinada espécie. Há trabalho físico, ou mesmo trabalho com maquinário, mas trabalho. Já quando eu tenho uma monocultura, um cultivo de soja, por exemplo, onde nasceria a soja nasceriam também outros vegetais, espontaneamente, porque o vento traz sementes etc. Se você </span><span style="font-weight: 400;">pulveriza com agrotóxicos que matam tudo em volta e só resiste a soja isso demanda muito menos trabalho, é uma agricultura mais barata. Embora não seja desprezível o valor do veneno, em larga escala vale a pena, porque demanda muito menos mão de obra. Nesse pacote já se vende a semente tal da empresa tal e com ela já vende o glifosato dessa empresa. A semente da soja já é resistente a esse veneno, o resto todo morre. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia de que os transgênicos demandariam menos agrotóxicos na prática não acontece. Pode usar menos de outros tipos, mas o herbicida é muitíssimo utilizado, inclusive aumentou o uso. De 2000 a 2010 aumentou mais de 155% a quantidade de agrotóxicos por hectare no Brasil. Isso também vem na esteira desse aumento muito grande dos cultivos de soja, cana. Se formos falar por cultivo, a soja sozinha responde por quase metade de todo agrotóxico comercializado no Brasil. O milho em segundo lugar, cana em terceiro. </span></p>
<p><b></b><b>Qual a relação entre o uso massivo de agrotóxicos e a estrutura fundiária do país?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><b>LB: </b>Essa é uma pergunta fundamental. O Brasil tem uma das estruturas fundiárias mais concentradas do planeta. Nos últimos anos, a</span><span style="font-weight: 400;">o invés do Brasil ter feito um pacto no sentido da reforma agrária, da soberania alimentar, a gente caminhou num outro sentido. O número de assentamentos diminuiu muitíssimo, e avançou o agronegócio. O que está por trás desse uso massivo de agrotóxicos no Brasil são esses cultivos vinculado ao agronegócio. É muito mais fácil os insetos enveredarem numa monocultura do que numa agricultura toda consorciada, com variedade de alimentos. Então vai ser usado mesmo, é praticamente inevitável que a monocultura utilize agrotóxicos, é quase impossível produzir em larga escala sem agrotóxicos, por causa dessa homogeneidade tremenda. Os pequenos agricultores usam também? Uma parte sim, mas não é isso que explica esse volume imenso. Ele está vinculado a esse modelo agrário. A concentração fundiária, a destinação de grande parte da nossa terra para o agronegócio é o que explica essa tremenda utilização de agrotóxicos. Se tivéssemos seguido no caminho da reforma agrá</span><span style="font-weight: 400;">ria, no sentido da agroecologia, da soberania alimentar, teríamos uma outra opção de inserção no mundo. </span></p>
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		<title>Revista traz artigos sobre ensino de alemão em escolas</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/educacao/revista-pandaemonium-germanicum-publica-nova-edicao-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2016 14:43:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Alemão]]></category>
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		<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Pandaemonium Germanicum]]></category>
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					<description><![CDATA[Nessa nova edição, os articulistas tratam sobre o ensino do alemão na educação infantil, entre outros temas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Revista <em><a href="http://www.revistas.usp.br/pg/issue/view/8578">Pandamonium Germanicum</a></em> acaba de publicar seu último número, o volume 19, n. 27 (2016). Nessa edição, os artigos abordam temas sobre “O ensino de alemão em escolas públicas pela perspectiva do letramento crítico: um subprojeto PIBID em foco; “Análise de uma sequência didática para o ensino de língua alemã na educação infantil”; e “Alemão como língua estrangeira e a didática do plurilinguíssimo no Brasil”, dentre outros.</p>
<p>A revista <em>Pandamonium Germanicum</em> é publicada desde 1997 pela Área de Alemão do Departamento de Letras Modernas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e pelo Programa de Pós-Graduação em Língua e Literatura Alemã e serve como fórum de discussão nos campos germanísticos do Brasil, trazendo trabalhos escritos por pesquisadores brasileiros e estrangeiros.</p>
<p><strong>Mais informações: email <a href="mailto:pandaemonium@usp.br">pandaemonium@usp.br</a>, ou <a href="http://www.revistas.usp.br/pg/issue/view/8578">site da revista</a></strong></p>
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		<title>Revista Filologia e Linguística Portuguesa publica novo número</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/pesquisa-noticias/revista-filologia-e-linguistica-portuguesa-publica-novo-numero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Apr 2016 17:53:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[Programa de Pós-Graduação em Filologia e Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Filologia e Linguística Portuguesa]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao todo, a edição traz dezessete artigos inéditos, como "O uso de digressões em textos orais", "O vocabulário da Ditadura Militar nos panfletos de Eulálio Motta" e "O processo de alfabetização e a produção do sentido no discurso escrito".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A revista Filologia e Linguística Portuguesa, publicação do Programa de Pós-Graduação em Filologia e Língua Portuguesa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, acaba de publicar sua nova edição (<a href="http://www.revistas.usp.br/flp/issue/view/8587" target="_blank">v. 17, n. 2, 2015</a>).</p>
<p>Ao todo, a edição traz dezessete artigos inéditos, como<em> &#8220;O uso de digressões em textos orais&#8221;, &#8220;O vocabulário da Ditadura Militar nos panfletos de Eulálio Motta&#8221; </em>e<em> &#8220;O processo de alfabetização e a produção do sentido no discurso escrito&#8221;.</em></p>
<p>As edições anteriores da publicação podem ser acessadas <a href="http://revistas.usp.br/flp/issue/archive" target="_blank">neste site</a>.</p>
<p><strong>Mais informações: site <a href="http://revistas.usp.br/flp" target="_blank">http://revistas.usp.br/flp</a>, email <a href="mailto:revistaflp@usp.br" target="_blank">revistaflp@usp.br</a></strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Revista de Literatura e Cultura Russa lança novo número</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/pesquisa-noticias/revista-de-literatura-e-cultura-russa-lanca-novo-numero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Apr 2016 20:44:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Dostoiévski]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[Letras Orientais]]></category>
		<category><![CDATA[Revista de Literatura e Cultura Russa]]></category>
		<category><![CDATA[RUS]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[A edição traz a segunda parte do dossiê "Dostoiévski: múltiplas perspectivas"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A edição traz a segunda parte do dossiê &#8220;Dostoiévski: múltiplas perspectivas&#8221;</p>
<p>A RUS – Revista de Literatura e Cultura Russa acaba de lançar mais um número (<a href="http://www.revistas.usp.br/rus/issue/view/8589" target="_blank">v. 7, n. 7, 2016</a>). A publicação eletrônica é do Departamento de Letras Orientais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>
<p>A edição traz a segunda parte do dossiê &#8220;Dostoiévski: múltiplas perspectivas&#8221;.</p>
<p>A publicação dedica-se a divulgar os estudos da área de russística no Brasil, por meio da publicação de trabalhos inéditos de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, que abordem a literatura, a cultura, as artes, a filosofia, as ciências humanas na Rússia.</p>
<p>As outras edições da revista podem ser acessadas no <a href="http://www.revistas.usp.br/rus/issue/archive" target="_blank">site da Revista.</a></p>
<p><strong>Mais informações: (11) 3091-4299, email <a href="mailto:rus@usp.br" target="_blank">rus@usp.br</a></strong></p>
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		<item>
		<title>USP e o impeachment: atos na Universidade refletem discussões que dividem o país</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/sociedade/usp-e-o-impeachment-atos-na-universidade-refletem-discussoes-que-dividem-o-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bianka Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Apr 2016 19:44:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[USP Online Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Crise]]></category>
		<category><![CDATA[Crise política]]></category>
		<category><![CDATA[Debate]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
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		<category><![CDATA[Marilena Chauí]]></category>
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		<category><![CDATA[USP Contra o Golpe: Ato em Defesa da Democracia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal20160406_12.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" />Universidade tem sido palco de debates sobre o processo impugnatório reunindo defensores e contrários ao impeachment]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal20160406_12.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" /><p>Universidade tem sido palco de debates sobre o processo impugnatório reunindo defensores e contrários ao impeachment</p>
<p>Com o deflagrar de um governo com níveis crescentes de impopularidade e a governabilidade por um fio, o país vê-se em crise. Após o encaminhamento do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, movimentos de ideologias e posicionamentos dos mais diversos vêm ganhando força na sociedade. Dentro desse contexto, nas últimas semanas a USP tem sido palco para debates sobre o processo impugnatório, como aconteceu na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e na Faculdade de Direito (FD).</p>
<p>Aceita em dezembro de 2015 pelo presidente da Câmara dos Deputados, o peemedebista Eduardo Cunha, a abertura do processo de impeachment se deu sob a acusação de crime de responsabilidade em decorrência das “pedaladas fiscais”, praticadas pelo governo Dilma em seu segundo mandato. Caracterizadas pelo atraso intencional de repasses a bancos públicos para cumprir metas orçamentárias, as pedaladas aconteceram no âmbito das despesas com benefícios sociais, como o seguro-desemprego e o Bolsa Família. Nesse meio tempo, enquanto os beneficiários continuaram a receber normalmente, a dívida com os financiadores cresceu temporariamente.</p>
<p>Enquanto para alguns o trâmite sustenta-se sob acusações válidas que visam preservar a legalidade da Constituição, para outros o ato é inconsistente e fere o vigor democrático recém-conquistado pelo país. Os últimos atos ocorridos na Universidade contaram com a presença de representantes expressivos de ambas as vertentes de opinião, que utilizaram o espaço público para manifestar seus posicionamentos &#8211; ambos os lados reivindicando para si o status de defensores da &#8220;vontade do povo brasileiro&#8221;.</p>
<h2>“Não vai ter golpe!”</h2>
<p>No dia 29 de março, o Vão Livre da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP sediou o <em>USP Contra o Golpe: Ato em Defesa da Democracia</em>. Contando com a presença e o apoio de intelectuais como Marilena Chauí, André Singer, Paulo Arantes, Paulo Sérgio Pinheiro, Pedro Paulo Zaluth Bastos e Gilberto Maringoni, além de representantes estudantis e movimentos sociais como CUT, UNE, MMM, FUP e MST, o ato aconteceu “em defesa do direito dos 54 milhões de eleitores que votaram em Dilma”.</p>
<figure id="attachment_107361" aria-describedby="caption-attachment-107361" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-107361" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal20160406_21.jpg" alt="Foto: Cecília Bastos" width="700" height="240" data-id="107361" /><figcaption id="caption-attachment-107361" class="wp-caption-text">Foto: Cecília Bastos</figcaption></figure>
<p>Insistindo na caracterização da ação jurídica como “golpe”, os oradores criticaram, principalmente, a atuação da oposição e os desdobramentos do protagonismo do juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato.</p>
<p>Nalu Farias, coordenadora da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), foi uma das primeiras a se pronunciar. Em uma fala abafada por falhas técnicas do equipamento de som, a representante da MMM esclareceu a oposição ao impeachment como uma extensão ao repúdio por Eduardo Cunha enquanto força política conservadora. De acordo com o seu entendimento, “a luta contra o golpe não se diferencia da luta das mulheres”.</p>
<p>“Eu fiquei ligeiramente otimista depois de ver a cúpula do PMDB, em três minutos, sair do governo Dilma”, afirmou Gilberto Maringoni, professor da Universidade Federal do ABC, ao vislumbrar na saída do PMDB da base aliada uma abertura maior aos movimentos de esquerda. Utilizando-se de descontrações sobre o excesso de vaidade de algumas figuras políticas, como Renan Calheiros e Michel Temer, o professor entremeou seu discurso com jocosidades e metáforas para explicitar sua satisfação diante da movimentação mais recente das massas em prol do governo. &#8220;É por isso que eu estou feliz, porque nós tornamos a luta dos governantes numa massa de mobilização e de convencimento como não tínhamos há muito tempo”, concluiu.</p>
<p>Em crítica ao governo Dilma, enquanto Maringoni citou o descumprimento do programa que a elegeu, um representante da Frente Brasil Popular afirmou que a ocupação das ruas em oposição ao impeachment também é contrária à política econômica e fiscal implementada recentemente.</p>
<p>Por sua vez, Marilena Chauí, professora do Departamento de Filosofia da FFLCH, disse que o que está acontecendo pode ser identificado como o desmantelamento da democracia. &#8220;Os três poderes da República estão completamente acuados por um grupo de procuradores que se caracterizam por juízes que pisoteiam a Constituição&#8221;, afirmou.</p>
<p>Em referência aos protestos pró-impeachment, Chauí declarou, acusatória: &#8220;o que nós temos é uma multidão enfurecida, desiludida, movida por ódio e pela vingança, solta, sem qualquer organização por movimentos sociais ou partidos políticos”, enquanto minimizou o poderio do PMDB, um dos principais partidos a mobilizar forças pela queda da presidenta. &#8220;E não é à toa que eles gritam<em> &#8216;</em>Viva Bolsonaro&#8217;, &#8216;Viva Moro'&#8221;, disse, ao concluir seu discurso com comparações entre os manifestantes pró-impeachment e o movimento fascista, por entender que essas pessoas estão “em busca de um líder autoritário”.</p>
<p>Carina Vitral, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), deu destaque a outras universidades onde atos semelhantes aconteciam naquele mesmo dia. &#8220;A universidade é, mais uma vez, palco de resistência democrática, de respeito à vontade do país&#8221;, comemorou.</p>
<p>De acordo com o professor da Unicamp Pedro Paulo Zaluth Bastos, uma das motivações centrais para o trâmite do impeachment &#8211; também entendido por ele como &#8220;golpe&#8221; &#8211; é a interrupção das investigações relacionadas a improbidades políticas. “Ele [o golpe] não tem nada a ver com a disputa contra a corrupção, mas sim com o fato de 65% dos deputados da Comissão do Congresso Nacional serem denunciados por atos de corrupção”, citando ainda como motivador a pretensão de alguns em ver o ex-presidente Lula encarcerado.</p>
<p>Já o ator Sérgio Mamberti teve como referência a tomada de poder pelos militares em 1964, caracterizando-o como um acontecimento de igual natureza à movimentação atual. Para o ator, a saída da presidenta fere &#8220;a democracia pela qual tantos lutaram e morreram&#8221;. Ao final de sua fala, Mamberti reviveu um de seus personagens televisivos mais marcantes, o Doutor Victor, do programa <em>Castelo Rá-tim-bum</em>. &#8220;Não vai ter golpe, vai ter luta! Raios e trovões!&#8221;, esbravejou, enquanto retirava-se de cena coberto por aplausos.</p>
<p>Apesar de ser organizado pelo comitê USP Contra o Golpe, formado por funcionários, estudantes e professores da USP contrários ao impeachment, a participação de discentes restringiu-se aos espectadores, assistindo a discursos matizados entre o passional e a teórico<span style="color: #000000;">.</span></p>
<p>O ato também contou com a presença do ex-Secretário Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Eduardo Suplicy, que convidou todos os presentes para a manifestação ocorrida no último dia 31.</p>
<h2>“Impeachment já!”</h2>
<p>Quase uma semana depois, no dia 4 de abril, professores, juristas, advogados, ex-alunos e representantes discentes reuniram-se na Faculdade de Direito (FD) da USP para a promoção do <em>Grande ato em defesa das instituições no Largo de São Francisco &#8211; Impeachment já!</em>. Mediado pela ex-aluna Ruth Lunardelli, o evento contou com a presença de Hélio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior, autores do processo de impeachment em andamento. Paschoal e Reale Júnior são professores do Departamento de Direito Penal, Medicina Forense e Criminologia da FD.</p>
<figure id="attachment_107362" aria-describedby="caption-attachment-107362" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-107362" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal20160406_31.jpg" alt="Foto: Cecília Bastos" width="700" height="244" data-id="107362" /><figcaption id="caption-attachment-107362" class="wp-caption-text">Foto: Cecília Bastos</figcaption></figure>
<p>O ato aconteceu no parlatório, uma estrutura de mármore localizada em frente ao prédio monumental do Largo. Assim como contou uma ex-aluna presente no local, a tribuna livre era usada por estudantes que desejavam falar à população. Seu uso mais emblemático, no entanto, se deu durante a ditadura militar, quando o parlatório era também símbolo de resistência.</p>
<p>O ato se iniciou com Andrea Mustafa, a primeira mulher a presidir o Centro Acadêmico XI de Agosto. Após a execução do hino nacional, ela leu o manifesto daquela noite. Ao afirmar que o processo de impeachment de todo e qualquer governante está previsto nos artigos 85 e 86 da Constituição da República, ela enfatizou: “Afirmamos que a denúncia dos crimes de responsabilidade contra a presidenta Dilma e seus ascetas estão lastreados em provas cabais. Afirmamos também que os deputados e senadores devem exercer seu mandato para votar pelo impeachment, remédio juridicamente embasado e politicamente legitimado pela ampla maioria da população brasileira&#8221;.</p>
<p>Ao ser chamado à frente do parlatório, do alto de seus 93 anos, Hélio Bicudo falou com dificuldade àqueles que aguardavam ansiosamente por sua presença. Bicudo fez questão de frisar sua satisfação com o momento. &#8220;Estou muito feliz de estar aqui por uma causa que é do povo brasileiro, uma causa justa” afirmou ao destacar a importância do ato acontecer em um local “onde bacharéis travaram a luta pela abolição da escravatura e pela Constituinte em 1932”.</p>
<p>Na trilha sonora do ato, palavras de ordem como <em>“fora, Dilma!”, “o PT roubou”, “a nossa bandeira jamais será vermelha”</em> e coros em exaltação ao juiz Sérgio Moro. O apoio de movimentos como o MBL, Revoltados Online, Endireita Brasil e Vem Pra Rua garantiu aos participantes a aquisição de bonecos “pixulecos” e bandeiras do Brasil.</p>
<p>O jargão improvisado de Miguel Reale Júnior, também autor do pedido de impeachment, emendou um<em> “deleta a Dilma” </em>ao final de seu acalorado discurso. “Essas velhas Arcadas se erguem para proteger a Justiça e proteger a nossa pátria. Aqui é o berço da Justiça, e temos todos a responsabilidade de ajudar o país a sair dessa encalacrada que nos colocaram. Uma quadrilha tomou conta do país, em todos os cantos do governo.” Sobre as pedalas fiscais, o mote da ação, Reale Júnior afirmou que elas não aconteceram em proteção ao Bolsa Família, mas sim “para esconder a dívida”.</p>
<p>Enquanto o jurista Modesto Carvalhosa evocou comparações entre petistas e marqueteiros nazistas, Ophir Cavalcante saiu da história para a teologia, ao afirmar &#8220;legitimidade da Constituição&#8221; estando abaixo apenas da &#8220;de Deus&#8221;. Se para Cavalcante, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o que está em curso é um golpe permanente contra a democracia, Marco Aurélio Morelli, ex-presidente do Centro Acadêmico, mostrou mais contentamento ao declarar que “não esperava voltar a essa tribuna para tirar outro Presidente da República”, em referência ao impeachment de Fernando Collor de Melo.</p>
<p>Se o ato careceu de maior detalhamento jurídico como podiam esperar aqueles que traziam a faixa “justiça” em suas testas, o discurso energizado de Janaína Paschoal foi uma atração notável o bastante para gerar comoção nos presentes. Não demorou muito para que a advogada e também responsável por protocolar o pedido enviesasse seu discurso para metáforas com cobras, em referência a uma fala do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. “As cobras que se apoderaram do poder estão aproveitando as fraquezas humanas para se perpetuarem”, alegou Janaína, exaltada. Sobre o processo em si, a jurista resumiu com: “há motivos de sobra para o impeachment”. Ao final de sua fala, Janaína deixou o parlatório escoltada por seguranças.</p>
<p>Na noite de segunda-feira, discursaram também importantes nomes da Faculdade de Direito, como Felipe Locke, Marcos da Costa, Paulo Henrique Pereira, Maristela Basso e Ada Pellegrini Grinover.</p>
<h2>O processo de impeachment atualmente</h2>
<p>O processo de impeachment encontra-se agora em avaliação pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Após ouvir as acusações dos juristas contra a presidenta e a defesa do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, a Comissão tem o prazo de 5 sessões para deferir se é à favor ou contra a abertura do processo. Em caso de rejeição, Dilma continua no cargo; caso o processo seja autorizado, ele deverá passar pela Câmara dos Deputados e, se for dada sua continuidade, pelo Senado, até que se obtenha a decisão definitiva.</p>
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		<title>Estudo da Torá revela talento literário dos escritores bíblicos</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/cultura/estudo-do-antigo-testamento-revela-talento-literario-dos-escritores-biblicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ivanir Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Apr 2016 18:50:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[USP Online Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Judaismo]]></category>
		<category><![CDATA[Letras Orientais]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio Antigo]]></category>
		<category><![CDATA[Pentateuco]]></category>
		<category><![CDATA[Torá]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal20160401_1.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" />O curso de Bíblia Hebraica  é oferecido na FFLCH e atrai estudantes de várias áreas do conhecimento. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal20160401_1.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" /><p>O curso de Bíblia Hebraica é oferecido na FFLCH e reúne estudantes de várias áreas do conhecimento</p>
<p>A riqueza dos gêneros literários contidos na Torá tem atraído alunos de várias áreas do conhecimento para estudar a Bíblia Hebraica na USP. A matéria ,que é oferecida no curso de Língua e Literatura Judaica do Departamento de Letras Orientais, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, tem matrículas de alunos de engenharia, direito, história, comunicação e economia, dentre outros. O curso propõe uma análise multidisciplinar das narrativas bíblicas dos cinco primeiros livros Pentateuco – Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio &#8211; textos centrais do judaísmo e dos profetas.</p>
<p>O motivo da pluralidade de público se deve, em parte, ao interesse por assuntos cósmicos e às características religiosas de formação do brasileiro. Porém, Suzana Schwartz, professora que ministra as aulas de estudos bíblicos, ressalta que o curso não tem caráter religioso algum e logo nos primeiros encontros esse viés é desconstruído. No curso, a Bíblia é objeto de estudo e a abordagem acadêmica acomoda elementos da crítica literária, antropologia e arqueologia.</p>
<p>Para a professora, estudar os originais da Bíblia Hebraica amplia os horizontes do conhecimento e proporciona uma melhor compreensão da formação das culturas ocidental e oriental, que se estruturaram a partir desses textos seminais. A elucidação do passado do Oriente Médio antigo fornece, ainda, subsídios para uma reflexão sobre os conflitos étnicos e religiosos que vive a região na atualidade.</p>
<figure id="attachment_107090" aria-describedby="caption-attachment-107090" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-107090" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal20160401_2.jpg" alt="Foto: Cecília Bastos" width="700" height="238" data-id="107090" /><figcaption id="caption-attachment-107090" class="wp-caption-text">Foto: Cecília Bastos</figcaption></figure>
<p>Segundo Suzana, a leitura aprofundada dos textos originais em hebraico revela o talento literário dos escritores bíblicos, que já naquela época demonstravam estar na vanguarda no uso da estética da linguagem. Eles foram responsáveis, por exemplo, pela criação da prosa, o gênero literário que expressa clareza, objetividade e simplicidade, para transmitir suas mensagens ao povo judeu. A prosa permitia que a comunicação chegasse ao interlocutor direto e sem ruído.</p>
<p>Tanto a bíblia hebraica quanto os textos do Oriente Médio antigo são ricos na coleção de gêneros e formas literárias. Nos escritos bíblicos, é possível notar a presença de recursos polissêmicos e semânticos do hebraico bíblico &#8211; a multiplicidade dos sentidos da palavra, a interpretação do significado de uma frase ou de uma expressão em um determinado contexto. Além do uso da prosa havia o jogo do silêncio e das pausas como recursos comunicacionais.</p>
<h2>Bíblia Hebraica ou Torá</h2>
<figure id="attachment_107091" aria-describedby="caption-attachment-107091" style="width: 400px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-107091" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal20160401_3.jpg" alt="Foto: Cecília Bastos" width="400" height="267" data-id="107091" /><figcaption id="caption-attachment-107091" class="wp-caption-text">Foto: Cecília Bastos</figcaption></figure>
<p>A Torá ou Bíblia Hebraica corresponde aos cinco primeiros livros do Pentateuco &#8211; Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio -, e constitui também a primeira grande parte da Bíblia Cristã, ou Antigo Testamento. Embora, não haja identificação clara do autor, a teologia atribui a escrita da Torá à Moisés, o profeta escolhido para libertar o povo de Israel da escravidão do Egito, segundo a tradição.</p>
<p>No curso de Bíblia Hebraica, são estudados textos selecionados da Torá, escritos entre o século XVIII AEC (antes da era cristã) e o século I EC (era cristã). Os livros narram a história de população judia israelita desde sua origem como grupo familiar, passando por tribos e monarquia até chegar a escravização deles pelo Egito e posterior libertação. Os relatos tratam das crenças judaicas, sua visão de mundo e historia religiosa e devido a importância desses escritos, a Bíblia é o conjunto de livros mais lido, traduzido, copiado, interpretado e reinterpretado do mundo.</p>
<p>Por não conseguir abarcar todo o conteúdo que deseja na disciplina de Bíblia Hebraica do curso de graduação em Letras, Suzana criou um grupo de estudos para discutir o tema. Os integrantes do Grupo de Estudos do Judaísmo Antigo dos Períodos Persa, Grego e Romano se reúnem uma vez por semana na sala 19 do Prédio da História, na FFLCH (Cidade Universitária). A reunião é aberta ao público interessado.</p>
<p><strong>Mais informações: (11) 2648-0870, no Departamento de Letras Orientais da FFLCH, email flo@usp.br</strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Professores da USP lançam livro &#8220;Bibliomania&#8221;</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/artes-noticias/professores-da-usp-lancam-livro-bibliomania/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Mar 2016 18:55:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Ateliê Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Bibliomania]]></category>
		<category><![CDATA[ECA]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Metalinguagem]]></category>
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					<description><![CDATA[A obra é de autoria dos professores Lincoln Secco e  Marisa Midori Deacto. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Escrever sobre livros é tarefa sem fim”, diz Marisa Midori Deacto, Conselheira da Comissão de Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, na abertura de <em>Bibliomania</em>. No entanto, o material que ela e o autor Lincoln Secco, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP produziram sobre o tema nos dois anos que escrevem para a Revista Brasileiros permitiu a criação de uma bela edição, com capa dura e projeto gráfico de Gustavo Piqueira.</p>
<p>Os textos, de curto formato, falam sobre todo tipo de assunto, sendo o livro sempre o protagonista: das mudanças no mercado editorial, até sonhos, fé e razão.</p>
<p>“Recentemente o grande escritor alemão Gunther Grass disse que o livro voltará a ser o que era até um século atrás: um bem valioso que se coleciona e se deixa como herança aos filhos. Um livro assim poderá ser encadernado com beleza. O prazer de ler uma obra assim continuará a ser estético e físico e encantará os olhos antes das mãos, do olfato e talvez dos ouvidos”, diz Lincoln Secco em um dos textos da obra.</p>
<p>Para Marisa, “o livro é uma obra de arquitetura modelar. A peça guarda entre duas capas toda a verdade do mundo. Mas também as maiores mentiras, as crenças, as decepções, as vitórias e as derrotas acumuladas e imaginadas pela humanidade. Não há, enfim, temática ou gênero literário que não caiba em sua superfície.”</p>
<p>A obra pode ser encontrada no <a href="http://www.atelie.com.br/" target="_blank">site do Ateliê Editorial</a>.</p>
<p><em>Da Assessoria de Imprensa da RDA Comunicação Coorporativa</em></p>
<p><strong>Mais informações: site <a href="http://www.atelie.com.br/" target="_blank">www.atelie.com.br</a></strong></p>
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		<title>Aucani promove curso de preparação para exames de proficiência em inglês</title>
		<link>https://www5.usp.br/comunidade-usp/aucani-promove-curso-de-preparacao-para-exames-de-proficiencia-em-ingles/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Mar 2016 15:23:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comunidade USP]]></category>
		<category><![CDATA[Aucani]]></category>
		<category><![CDATA[Curso]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[Inglês]]></category>
		<category><![CDATA[Linguas]]></category>
		<category><![CDATA[Proficiência]]></category>
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					<description><![CDATA[O programa é fruto da parceria entre a Aucani e o Programa de Pós-Graduação “Estudos Linguísticos e Literários em Inglês” da FFLCH. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Até o dia 7 de abril, estão abertas inscrições para candidaturas a 154 (cento e cinquenta e quatro) vagas para o<em> Language Education Programme at USP</em>, curso presencial com base na preparação para exames de proficiência em inglês, dirigido aos alunos de graduação que planejam participar dos programas de mobilidade acadêmica da USP.</p>
<p>O programa é fruto da parceria entre a Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani) e o Programa de Pós-Graduação “Estudos Linguísticos e Literários em Inglês” da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).</p>
<p>O programa<em> Language Education</em> consiste no oferecimento de curso presencial de inglês gratuito e atividades extraclasses com foco na preparação para a realização de exames de proficiência em inglês, para os alunos de graduação da USP. O curso será dividido em dois módulos I – Writing &amp; Reading e II – Listening &amp; Speaking, e o bolsista poderá optar por participar em um ou nos dois módulos. Este edital 512/2016 selecionará interessados para o Módulo II – Listening &amp; Speaking.</p>
<p>O candidato deve verificar os critérios, requisitos, condições e demais prazos previstos no Edital 512/2016, acessível na área pública do <a href="https://uspdigital.usp.br/mundus/" target="_blank">Sistema Mundus</a>. Não é necessário fazer o login no sistema para consultar os editais e se inscrever.</p>
<p><strong>Mais Informações: email <a href="mailto:aucani.idiomas@usp.br">aucani.idiomas@usp.br</a></strong></p>
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		<title>Guia de turismo de luxo mostra as múltiplas faces de São Paulo</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/cultura/guia-de-turismo-de-luxo-mostra-as-multiplas-faces-de-sao-paulo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ivanir Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Mar 2016 11:57:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[Guia de turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Personal Guide]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal_esp´_pedra_000.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" />Formada na FFLCH da USP,   Flávia Liz trabalha como guia de turismo de luxo trazendo estrangeiros para conhecer São Paulo. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal_esp´_pedra_000.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" /><p>Na vanguarda do chamado turismo vivencial, formada em Letras é especialista em São Paulo e atende clientes como guia pessoal do mundo inteiro em seis idiomas.</p>
<p>A habilitação no curso de Letras frequentemente capacita os profissionais formados nessa área para trabalhar em sala de aula, como revisor ou tradutor. Não foi o caminho trilhado por Flavia Liz Di Paolo, ex-aluna de literatura alemã da USP, que há dez anos viu no segmento de turismo de luxo uma oportunidade profissional.</p>
<p>Formada pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Flavia Liz não teve dificuldade para decidir o que queria fazer profissionalmente. Ela afirma que a opção pelo turismo vip surgiu naturalmente, em muito devido à sua longa vivência no exterior. Finlândia, França, Alemanha, Itália e Estados Unidos estão entre os países nos quais ela morou e estabeleceu sua rede de contatos.</p>
<p>Já durante a graduação, com residência fixa no Brasil, Flavia Liz fez diversas viagens de intercâmbios, quando preparava roteiros para colegas que desejavam conhecer a a cosmopolitana cidade de São Paulo. Nessa época, desempenhava o papel de anfitriã da cidade, apresentando o melhor que a metrópole tinha a oferecer aos amigos e visitantes estrangeiros. Em 2013, o suplemento especial The Experts, da <em>Condé Nast Traveller Magazine</em>, do Reino Unido, definiu Flavia Liz como “uma lenda urbana”.</p>
<figure id="attachment_106015" aria-describedby="caption-attachment-106015" style="width: 400px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-106015 size-full" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal_esp´_pedra_001.jpg" alt="Foto: Cecília Bastos" width="400" height="267" data-id="106015" /><figcaption id="caption-attachment-106015" class="wp-caption-text">Flavia Liz Di Paolo, especialista em São Paulo | Foto: Cecília Bastos</figcaption></figure>
<h2>Personal guide</h2>
<p>Na vanguarda do chamado turismo vivencial, atualmente Flavia Liz é especialista em São Paulo e atende clientes como guia pessoal do mundo inteiro em seis idiomas: alemão, italiano, inglês, francês, espanhol e português.</p>
<p>O roteiro é multicultural e vai desde lugares tradicionais, como parques, prédios históricos, restaurantes, galerias de artes e museus, aos mais inusitados, como os tours às comunidades da periferia. É o caso de Paraisópolis, que volta e meia recebe a visita de estrangeiros que vão ao bairro para conhecer o cotidiano das pessoas que moram por lá e suas expressões culturais e artísticas.</p>
<p><em>Personal guide</em>, como prefere se definir, Flavia Liz explora todos os pontos turísticos da cidade, mas destaca o Pateo do Collegio, no Centro de São Paulo, como lugar que não pode faltar no roteiro dos estrangeiros. A guia considera o complexo um marco da história paulista, já que lá foi erguida a primeira construção da atual cidade de São Paulo. Com arquitetura colonial portuguesa, restando ainda algumas paredes em taipa de pilão, os visitantes que vão ao Collegio têm a oportunidade de conhecer um acervo histórico e religioso: o museu de arte sacra, a pinacoteca, a estátua do padre jesuíta José de Anchieta, um dos fundadores de São Paulo, além objetos indígenas e outros que faziam parte do cotidiano de Anchieta. Para finalizar o percurso, podem passear pelo jardim interno e saborear algum petisco no café-restaurante.</p>
<h2>Turismo de luxo, turismo de favela</h2>
<figure id="attachment_106016" aria-describedby="caption-attachment-106016" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-106016 size-full" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal_esp´_pedra_002.jpg" alt="Foto: Marcelo Navarro" width="300" height="414" data-id="106016" /><figcaption id="caption-attachment-106016" class="wp-caption-text">Detalhe da Casa de Pedra, feita pelo &#8220;Gaudi brasileiro&#8221;, Estevão da Silva Conceição | Foto: Marcelo Navarro</figcaption></figure>
<p>Graças a uma excursão de arquitetura e urbanismo, na qual Flavia Liz incluiu uma passagem por Paraisópolis, no bairro do Morumbi, São Paulo ganhou destaque no livro <em>Vertical City: a Solution for Sustainable Living</em>, publicação de referência da área de arquitetura, editada em Nova York, EUA. Kellongg H. Wong, turista que veio à São Paulo e um dos autores do livro, ficou encantado com o que viu na capital paulistana, sobretudo com a Casa de Pedra. Trata-se casa do pedreiro Estevão da Silva Conceição, que vem sendo construída há mais de vinte anos com características que remetem ao estilo da obra do famoso arquiteto catalão Antoni Gaudí.</p>
<p>Mesmo sem conhecer o trabalho do arquiteto espanhol, o imigrante baiano que está em São Paulo desde 1977 começou a construir espontaneamente sua moradia neste estilo com objetos que ganhava ou comprava em brechós: pedras, tampinhas de refrigerantes, telefones antigos, pratos, bolinhas de gude e outros materiais que foram sendo incorporados à decoração, surgindo, assim, um mosaico infindável. Visto como Gaudí brasileiro, o trabalho de Conceição ganhou projeção nacional, e ele foi levado à Espanha pela Fundação Gaudí para conhecer as edificações do mestre catalão.</p>
<p>Atualmente, a Casa de Pedra, como é conhecida em Paraisópolis, recebe muitas visitas turísticas de estudantes de arquitetura, pesquisadores e arquitetos do mundo inteiro. Há tanto interesse pela obra arquitetônica de Conceição que as visitas precisam ser agendadas com antecedência.</p>
<p>Além de Conceição, Flavia Liz procura promover outros artistas, como Berbela, que transforma sucata mecânica em peças de arte, Antenor Clodoaldo, que construiu sua casa com garrafas pet. Para a guia de turismo, o importante de mostrar a favela para os estrangeiros é desconstruir estereótipos e revelar novos talentos.</p>
<p><strong>Mais informações: <a href="http://www.flavializ.com/" target="_blank">www.flavializ.com</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Fora da academia, cientista social também busca entender a realidade da população</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/sociedade/fora-da-academia-cientista-social-tambem-busca-entender-a-realidade-da-populacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Amanda Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Mar 2016 11:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Consumo]]></category>
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		<category><![CDATA[Impacto Social Produtivo]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência de Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[População]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal_esp_social_002.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" />O olhar crítico do cientista social não se volta apenas para o mundo das pesquisas acadêmicas nem e restringe à sala de aula.
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal_esp_social_002.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" /><p><span style="font-weight: 400;">O olhar crítico do cientista social não se volta apenas para o mundo das pesquisas acadêmicas nem se restringe à sala de aula </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Avaliar o funcionamento da sociedade pode ser um instrumento poderoso para empresas que buscam entender seu público-alvo. Trabalhar nessa área foi a escolha da ex-aluna do curso de Ciências Sociais da </span><span style="font-weight: 400;">Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, </span><span style="font-weight: 400;">Mariel Deak. Hoje gestora da empresa Plano CDE, ela desenvolve projetos usando a inteligência de mercado para compreender as realidades das classes médias e baixas da população.</span></p>
<p>“O que o curso mais contribuiu para minha formação foi me dar habilidades analíticas”, aponta a gestora. A partir da graduação, ela pôde avaliar as práticas sociais com outros olhos, atentando-se às hipóteses e explicações de uma forma mais ampla. Uma das características do curso de Ciências Sociais é abrir um leque de opções de trabalho, no entanto, ao se formar, o profissional pode ficar um pouco perdido e ter dificuldades em focar em uma área específica, menciona Mariel.</p>
<h2>Aplicando o conhecimento no mercado</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dados e gráficos sobre o comportamento do mercado começaram a fazer parte da vida de Mariel quando ela passou a integrar equipes de empresas como a </span><span style="font-weight: 400;">CDE, onde trabalha atualmente, e</span><span style="font-weight: 400;"> a </span><span style="font-weight: 400;">Millward Brown. A CDE apresenta como objetivo proporcionar impacto social produtivo para pessoas de classe média e baixa da população. Dessa maneira, busca pensar em propostas que melhorem a educação, saúde, saneamento e a situação financeira dessas pessoas.</span></p>
<figure id="attachment_106055" aria-describedby="caption-attachment-106055" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-106055" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal_esp_social_003.jpg" alt="Foto: Divulgação" width="300" height="400" data-id="106055" /><figcaption id="caption-attachment-106055" class="wp-caption-text">Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>As Ciências Sociais permitiram que Mariel entendesse melhor os comportamentos e práticas dessa camada da sociedade. Conforme a gestora, hoje há diversos discursos equivocados e preconceituosos sobre o modo de vida das pessoas mais pobres. Muitos questionam o porquê de um morador da periferia viver em uma casa precária, mas possuir uma televisão de plasma, por exemplo. No entanto, ela destaca que esse objeto de consumo tem uma grande relevância para essas famílias, proporcionando lazer e entretenimento às crianças e garantindo, muitas vezes, sua segurança, já que saem menos de casa.</p>
<p>A internet também pode ajudar na educação dos filhos pois, geralmente, os pais não têm escolaridade suficiente para ajudá-los na escola. As pesquisas na web, então, se tornam um suporte pedagógico para esses estudantes. De acordo com a cientista social, a antropologia ajuda a entender tais dinâmicas e perceber que esses cidadãos não são ignorantes, pelo contrário: usam esses objetos de consumo inteligentemente adaptados à sua realidade.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A gestora também salienta que apesar de estarmos vivendo um momento de crise econômica, o que foi conquistado pela população CDE nos últimos dez anos não vai desaparecer, pois hoje o público já é mais escolarizado. Segundo Mariel, as famílias não vão cortar a internet de casa, por exemplo, já que isso é um meio de segurança e lazer para os filhos. Provavelmente haverá uma diminuição de consumo de produtos considerados supérfluos e troca por marcas mais baratas. “</span><span style="font-weight: 400;">O que pode ocorrer é uma diminuição da expansão da classe média&#8221;, avalia.</span></p>
<h2>A rotina de trabalho</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">“Coordenação” é a palavra que melhor define a função do gestor. O dia a dia de Mariel compõe-se de uma rotina agitada, que envolve trabalho de campo, reuniões com clientes e demoradas conversas ao telefone. Além disso, ela também precisa dialogar com parceiros internos e externos, gerentes e estagiários. </span></p>
<p>Segundo a gestora, cada projeto da empresa pode demandar metodologias de trabalho diferentes. Para fazer uma pesquisa com educação, por exemplo, é necessário entender como funciona a cabeça dos jovens. Assim, é possível chamar alguns deles para uma roda de conversa. Há também a alternativa de realizar entrevistas individuais, que são mais profundas. Já se o alvo são os dados objetivos, o ideal são pesquisas quantitativas.</p>
<p>Uma das metodologias de trabalho é o painel etnográfico, que tem um pé na antropologia. Mariel menciona que, nesse caso, os pesquisadores estão presentes diariamente na vida das pessoas. Acompanham os pais quando esses levam os filhos à escola e vão ao supermercado. Além de analisar também o contexto das famílias, observando suas dificuldades e oportunidades.</p>
<figure id="attachment_106270" aria-describedby="caption-attachment-106270" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-106270" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal_esp_social_004.jpg" alt="Foto: Marcos Santos / USP Imagens" width="700" height="291" data-id="106270" /><figcaption id="caption-attachment-106270" class="wp-caption-text">Foto: Marcos Santos / USP Imagens</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma experiência com essa metodologia foi encomendada pelo Banco Mundial</span><b>. </b><span style="font-weight: 400;">A pesquisa realizou um acompanhamento diário de pessoas que recebem o Bolsa Família. Foram seis meses de trabalho para entender como elas usavam o dinheiro para gerar renda e como isso afetava o empoderamento das mulheres.  </span></p>
<p>Muito dos projetos desenvolvidos por Mariel promovem pontes entre a inteligência de mercado e o impacto social produtivo. Um deles, realizado para atender a Fundação Lemann, busca entender a questão da educação no Brasil, olhando para os problemas do ensino público no país.</p>
<p>Essa instituição vem protagonizando as discussões relacionadas à Base Nacional Curricular Comum do Ministério da Educação (MEC), medida que visa indicar os conhecimentos essenciais que todos os estudantes têm o direito de ter. Desse modo, a empresa Plano CDE realizou pesquisas explorando o tema e depois elaborou um plano de ação junto à Fundação. No trabalho para o cliente, foram entrevistados quase 200 especialistas, jovens, empreendedores e empregadores para entender quais são os problemas do currículo básico do Brasil. A partir desse projeto, a instituição traçou estratégias para contribuir com a construção da Base Curricular. “É a pesquisa que subsidia essas estratégias”, ressalta Mariel.</p>
<p>&nbsp;</p>
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