<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Religião &#8211; USP &#8211; Universidade de São Paulo</title>
	<atom:link href="https://www5.usp.br/tag/religiao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www5.usp.br</link>
	<description>Universidade pública, autarquia ligada à Secretaria de Estado de Ensino Superior de São Paulo</description>
	<lastBuildDate>Mon, 19 Oct 2015 15:57:33 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.2</generator>
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">212913714</site>	<item>
		<title>Religiosidade traz alívio para idosos em hemodiálise, mostra estudo</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/saude-2/religiosidade-traz-alivio-para-idosos-em-hemodialise/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2015 15:33:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[EERP]]></category>
		<category><![CDATA[Hemodiálise]]></category>
		<category><![CDATA[Idoso]]></category>
		<category><![CDATA[Qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www6.usp.br/?p=99775</guid>

					<description><![CDATA[As pessoas encontram na religiosidade características positivas para lidar com situações que a doença gera.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estudo realizado na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP que investigou o bem-estar espiritual e a religiosidade de idosos em tratamento hemodialítico, aponta que essas pessoas encontram na religiosidade características positivas para lidar com situações que a doença gera. A crença também traz qualidade de vida e alívio durante o tratamento hemodialítico, revela o estudo.</p>
<p>A pesquisa foi feita pela enfermeira Calíope Pilger, na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, e teve como objetivo analisar a relação entre o bem-estar espiritual, a religiosidade, o enfrentamento religioso e espiritual, as variáveis sociodemográficas, econômicas e de saúde, com a qualidade de vida de idosos que se encontram em tratamento.</p>
<p>Os idosos que realizam hemodiálise precisam se adaptar a um novo estilo de vida que a doença renal crônica lhes impõem. Nessa nova vida, diz a pesquisadora, eles se deparam com o uso contínuo de medicações, mudança nos hábitos alimentares, o enfrentamento da dependência de outras pessoas, de aparelhos para adaptações à nova realidade da sua vida, e isto pode levá-los a depressão, problemas emocionais e existenciais.</p>
<p>Nesse sentido, a religião é utilizada pelos pacientes como enfrentamento para as situações estressantes da vida, segundo Calíope. “Eles usam a fé como uma forma de auxiliar as consequências emocionais negativas que vieram depois da doença, ou então dos momentos difíceis que precisam vivenciar”.</p>
<p>Para os idosos, algumas questões são apontadas como importantes dentro da religião, como estar conectado com Deus, o encontro com pessoas nas igrejas, ou templos religiosos. Com isso, relatam, dividem a mesma crença, a realização de ações sociais, como grupos de oração, visita aos doentes e a fé, que auxilia nas dificuldades que a vida impõe.</p>
<p>Dos 169 idosos questionados, 125 eram do sexo masculino, e 44 do sexo feminino, com idade entre 60 e 99 anos. Do total, 104 fazem parte da religião católica, 35 da religião evangélica, 15 da religião espírita e uma da budista. Os demais não possuem religião.</p>
<p>Para obter os resultados da pesquisa, Calíope utilizou alguns métodos, entre eles, o Índice de Religiosidade de Duke, que mensura três das principais dimensões do envolvimento religioso relacionadas a desfechos em saúde: Religiosidade Organizacional (RO), que é a frequência a encontros religiosos; Religiosidade Não Organizacional (RNO), frequência de atividades religiosas privadas; e a Religiosidade Intrínseca (RI), que refere-se a busca de internalização e vivência plena da religiosidade como principal objetivo do indivíduo.</p>
<h2>Mulheres se apegam mais a religião</h2>
<p>O estudo constatou que as mulheres apresentaram maior RO, RNO e RI quando comparadas aos homens. Os idosos com até 80 anos de idade apresentaram maior RO, porém, os com 80 anos ou mais apresentaram maior RNO e RI. Alguns índices indicaram que quanto maior a idade e o número de comorbidades, menores a RO, outro dado é que quanto maior o tempo de tratamento hemodialítico maior a religiosidade.</p>
<p>Segundo a pesquisadora, os idosos afirmaram que, a doença renal crônica é vista como uma das piores e mais sofridas doenças, pois após os rins pararem de funcionar, o paciente necessita realizar o processo de hemodiálise. O processo permite a remoção das toxinas e o excesso de água do organismo, a partir da filtragem do sangue em um rim artificial por meio de uma máquina, o que é feito três vezes por semana, com duração de quatro horas cada sessão. “O tratamento hemodialítico promove o equilíbrio do corpo e mantém a vida”, diz Calíope.</p>
<p>É nesse momento que os pacientes buscam e religião, diz a pesquisadora, como forma de estratégia, conforto, ou, fonte de esperança para enfrentar a situação em que se encontram. Para ela tal prática é importante, uma vez que ajuda a administrarem o seu dia a dia.</p>
<p>“Percebo a importância da religião como suporte social, pois é uma forma de o idoso se socializar; mas muito importante também é a esperança, o conforto que a crença em algo Superior proporciona a saúde física, mental e social. Além de representar uma estratégia de enfrentamento de situações estressantes”, afirma ela.</p>
<p>Calíope lembra que diferente de pessoas em outras fases da vida, os idosos possuem suas singularidades e especificidades, seja nas dimensões físicas, sociais, emocionais e espirituais. “Na parte espiritual, as particularidades dos idosos estão relacionadas às questões existenciais, e a busca pela cura e conforto.</p>
<p>A tese Estudo correlacional entre bem-estar espiritual, religiosidade, enfrentamento religioso e espiritual e qualidade de vida de idosos em tratamento hemodialítico, foi defendida em maio último, com orientação da professora Luciana Kusumota.</p>
<p><em>Raquel Duarte / Assessoria de Comunicação da EERP</em></p>
<p><strong>Mais informações: email caliopepilger@usp.br</strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">99775</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Estudo da FFLCH analisa pluralidade do espiritismo kardecista</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/sociedade/estudo-da-fflch-analisa-pluralidade-do-espiritismo-kardecista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência USP de Notícias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 18:12:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[USP Online Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Allan Kardec]]></category>
		<category><![CDATA[Chico Xavier]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Armond]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritismo]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritismo kardecista]]></category>
		<category><![CDATA[FEB]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www6.usp.br/?p=95021</guid>

					<description><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal20150721_11.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" />Socióloga reconstrói o cenário espírita do seculo 20 para entender a autoridade eclesiástica da religião. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal20150721_11.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" /><p>Ao contrário do catolicismo e do protestantismo, o espiritismo kardecista é uma religião sem corpo eclesiástico definido. Para entender as formas de autoridade existentes na doutrina, a socióloga Célia da Graça Arribas reconstruiu a história dessa religião ao longo do século 20 a fim de compor o cenário e o elenco espíritas, e como esses personagens atuaram no período. Os dados estão em sua pesquisa de doutorado defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Quase 4 milhões de brasileiros se declararam espíritas no último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p>“Apesar de não ter um corpo eclesiástico definido, algumas pessoas dentro da doutrina têm o poder de ditar regras, normas e práticas que estão, muitas vezes, em contraste com as ideias originais de Allan Kardec, o decodificador da doutrina espírita”, explica a socióloga.</p>
<p>Célia pesquisou jornais, livros e periódicos espíritas do século 20, principalmente entre 1920 e 1960, a fim de reconstituir historicamente o cenário, e identificar os principais atores que influenciaram a religião, assim como o surgimento das federações, uniões e ligas. A partir daí, a socióloga identificou três tipos de “autoridades” do espiritismo kardecista: a institucional (burocrático-legal), a carismática (mediúnica) e a intelectual. “Meu foco recaiu sobretudo em cima da autoridade intelectual: como ela funciona e de como e onde angaria legitimidade. Para melhor explicar e compreendê-la, elegi os nomes de José Herculano Pires e Edgard Armond como exemplos a serem estudados, de modo que eu pudesse elucidar de forma mais clara a minha caracterização de autoridade intelectual”, esclarece.</p>
<h2>Autoridade intelectual</h2>
<figure id="attachment_95302" aria-describedby="caption-attachment-95302" style="width: 367px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-95302 size-full" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal20150721_22.jpg" alt="Foto: Wikimedia Commons / Allan Kardec" width="367" height="455" data-id="95302" /><figcaption id="caption-attachment-95302" class="wp-caption-text">Allan Kardec<br />Foto: Wikimedia Commons</figcaption></figure>
<p>José Herculano Pires (1914-1979) foi professor, filósofo e pedagogo, e autor de mais de 80 livros sobre espiritismo. Suas ideias são mais racionalistas, voltadas para o estudo e análise sistemática das obras de Allan Kardec.</p>
<blockquote><p>Apesar de não ter um corpo eclesiástico definido, algumas pessoas dentro da doutrina têm o poder de ditar regras, normas e práticas que estão, muitas vezes, em contraste com as ideias originais de Allan Kardec.</p></blockquote>
<p>Já o militar Edgar Armond (1894-1982) escreveu mais de 30 livros espíritas e acabou por incorporar, no espiritismo kardecista, elementos encontrados em religiões orientais, como o hinduísmo. Com base em suas ideias, muitas casas espíritas adicionaram em suas práticas elementos não citados textualmente nas obras de Kardec, como os chacras (centros energéticos do corpo humano), a cromoterapia (tratamento de doenças com o uso de cores), e o uso da palavra carma (consequência vivenciada nos dias atuais de atos praticados em outras encarnações).</p>
<h2>Diversificação</h2>
<p>A pesquisadora estudou a trajetória de vida de Herculano Pires e Armond antes e depois da conversão ao espiritismo, e os livros dos dois autores. “Pouco a pouco pude conhecer as inovações práticas, ritualísticas e doutrinárias que cada qual empreendeu na doutrina, o que fez com que ambos ajudassem a compor um quadro cada vez mais diversificado e plural de práticas e concepções, todas elas adjetivadas de espíritas.”</p>
<p>Na rotina das casas espíritas, essa diversificação pode ser observada, por exemplo, na aplicação de passes. Em centros mais ligados às ideias de Herculano Pires, o passe é aplicado apenas com a imposição das mãos sobre a cabeça da pessoa. Já nos centros mais influenciados pelas ideias de Armond, a aplicação é sobre os chacras. “Armond, inclusive, escreveu livros com a sistematização dos tipos de passes e os movimentos que o passista deve fazer durante a prática”, informa.</p>
<p>Apesar da diversidade de práticas e concepções, a socióloga aponta que, em comum, essas correntes compartilham a crença em um Deus único; a reencarnação; a existência dos espíritos e a comunicação com eles; a importância dos livros de Kardec; além da realização direta ou indireta de obras assistenciais; assim como a recomendação de se fazer o Evangelho no Lar (reunião familiar semanal para leitura de textos evangélicos). “Não encontrei nenhum centro espírita que não ofereça algum tipo de passe”, diz.</p>
<figure id="attachment_95303" aria-describedby="caption-attachment-95303" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-95303" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal20150721_33.jpg" alt="Foto: Pedro Bolle / USP Imagens" width="700" height="319" data-id="95303" /><figcaption id="caption-attachment-95303" class="wp-caption-text">Foto: Pedro Bolle / USP Imagens</figcaption></figure>
<h2>Autoridades institucional e carismática</h2>
<p>Como autoridade institucional, Célia aponta dois nomes: o do engenheiro e jornalista Guilhon Ribeiro e do farmacêutico Antonio Wantuil de Freitas. Ambos foram presidentes da Federação Espírita Brasileira (FEB), fundada em 1884 e, segundo a pesquisadora, são os grandes responsáveis pela consolidação do espiritismo do ponto de vista institucional.</p>
<p>Como autoridade carismática, a socióloga cita o médium Chico Xavier (1910-2002), que ajudou a expandir o espiritismo para além dos praticantes da religião. “Ele psicografou mais de 450 livros, ajudou a popularizar a doutrina e teve importância fundamental ao ‘traduzir’ as obras de Kardec em forma de romances. E foi por uma orientação do próprio Chico que o Evangelho no Lar passou a ser recomendado”, destaca. Outra autoridade carismática é o médium Divaldo Pereira Franco (1927), que está em plena atividade de divulgação da doutrina, tanto no Brasil como no exterior, e já psicografou mais de 250 livros.</p>
<p>A pesquisa <em><a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-22012015-184049/pt-br.php" target="_blank">No princípio era o verbo: espíritas e espiritismos na modernidade religiosa brasileira</a></em> teve orientação do professor José Reginaldo Prandi e foi defendida em 15 de agosto de 2014.</p>
<p><em>Valéria Dias/ Agência USP de Notícias </em></p>
<p><strong>Mais informações: email <a href="mailto:celiaarribas@usp.br" target="_blank">celiaarribas@usp.br</a> ou <a href="mailto:celiarribas@yahoo.com.br" target="_blank">celiarribas@yahoo.com.br</a>, com Celia Arribas</strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">95021</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Nova edição da &#8220;Intercontinental Academia&#8221; será sobre dignidade humana</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/sociedade/nova-edicao-da-intercontinental-academia-sera-sobre-dignidade-humana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2015 18:53:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Dignidade humana]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[IEA]]></category>
		<category><![CDATA[Intercontinental Academia]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Jerusalém]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Terrorismo Internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www6.usp.br/?p=94913</guid>

					<description><![CDATA[O tema envolve o debate sobre terrorismo internacional, tortura, guerra civil, proteção de dados, redução da pobreza e seguridade social, minorias, história dos direitos humanos, entre outros. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A segunda edição da <em><a href="http://ica.usp.br/" target="_blank">Intercontinental Academia</a></em> já tem tema, datas e locais marcados. O projeto estudará a dignidade humana em duas etapas: a primeira de 6 a 20 de março de 2016, em Jerusalém, Israel; e a segunda de 1 a 12 de agosto, em Bielefeld, Alemanha. Esta edição é organizada pelo Instituto Israel para Estudos Avançados da Universidade Hebraica de Jerusalém e pelo Centro para Pesquisas Interdisciplinares (Zentrum für interdisziplinäre Forschung &#8211; ZiF) da Universidade de Bielefeld.</p>
<p>Abordado na pesquisa de diversas disciplinas, o tema envolve o debate sobre terrorismo internacional, tortura, guerra civil, proteção de dados, redução da pobreza e seguridade social, minorias, história dos direitos humanos, entre outros. Durante os encontros em Israel e na Alemanha, os participantes assistirão a aulas magnas com expoentes na pesquisa sobre esses assuntos. Algumas das conferências já estão definidas: “O direito constitucional à dignidade humana”, “Dignidade como núcleo dos direitos humanos”, “Reconhecendo a dignidade humana após a sua negação” e “Dignidade humana na religião”.</p>
<p>Entre os palestrantes confirmados estão: Aleida Assmann, professora de literatura inglesa da Universidade de Konstanz; Lynn A. Hunt, professora pesquisadora ocupante da cátedra Eugen Weber Endowed em História Moderna Européia da Universidade da Califórnia; Gertrude Lübbe-Wolff, professora de direito público na Universidade de Bielefeld e ex-membro da Corte Constitucional Federal Alemã de Justiça; Ralf Poscher, professor de direito constitucional e filosofia legal da Universidade de Freiburg; e Mordechai Kremnitzer, professor &#8220;Bruce W. Wayne&#8221; de direito internacional da Universidade Hebraica de Jerusalém e vice-presidente de pesquisa do Instituto Israel de Democracia.</p>
<p>A <em>Intercontinental Academia</em> é uma iniciativa da <a href="http://www.ubias.net/" target="_blank">rede Ubias</a>, associação internacional que congrega 34 institutos de estudos avançados baseados em universidades de 19 países, que visa a fomentar a pesquisa em rede e a formação de novas lideranças. A primeira edição, sobre o ‘tempo’, está sendo organizada pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP  e pelo Institute for Advanced Research da Universidade de Nagoya, no Japão. A primeira etapa aconteceu em São Paulo de 17 a 29 de abril e a segunda está agendada para março de 2016, em Nagoya.</p>
<h2>Inscrições</h2>
<p>Para participar da <em>Intercontinental Academia</em> sobre dignidade humana será necessário passar por uma criteriosa seleção. Os candidatos podem ser de áreas como direito, ciências políticas, sociologia, teoria política, história, filosofia, informática, educação, estudos culturais, estudos literários, biologia ou biogenética. Todos devem ter concluído o doutorado ou pós-doutorado e serem fluentes em inglês.</p>
<p>A inscrição exige o envio de uma apresentação mostrando como poderão contribuir para o projeto; de um currículo atualizado; e de uma carta de recomendação de algum instituto de estudos avançados da rede Ubias. Além disso, os candidatos precisam resumir em uma carta seu interesse pelo tema e as expectativas em relação ao projeto. As submissões devem ser feitas por email (<a href="mailto:ica_iea@usp.br">ica_iea@usp.br</a>) até 6 de agosto.</p>
<p>Como membro principal da rede Ubias na América Latina, o IEA será o responsável por receber as candidaturas dos candidatos regionais e fazer a pré-seleção antes de enviar os candidatos pré-aprovados para o processo de seleção final pelos institutos organizadores.</p>
<p>Ao final do processo, serão selecionados 15 participantes. Parte dos custos com acomodação e passagens será reembolsada. Para mais informações sobre a segunda etapa, acesse <a href="http://www.ubias.net/ica-dignity" target="_blank">este link</a>.</p>
<p><em>Com informações da Assessoria de Comunicação do IEA.</em></p>
<p><strong>Mais Informações: site <a href="http://ica.usp.br/" target="_blank">http://ica.usp.br/</a>, email <a href="mailto:ica_iea@usp.br">ica_iea@usp.br</a></strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">94913</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Estudo do IPq traça perfil de atendimento em centros espíritas</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/saude-2/estudo-do-ipq-traca-perfil-de-atendimento-em-centros-espiritas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2014 16:43:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade USP]]></category>
		<category><![CDATA[Departamento de Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[FMUSP]]></category>
		<category><![CDATA[HC]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital das Clínicas]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[IPq]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia complementar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www6.usp.br/?p=41040</guid>

					<description><![CDATA[Os cerca de 15 mil atendimentos espirituais semanais na cidade de São Paulo podem ser considerados aliados aos tratamentos de saúde convencionais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Valéria Dias / Agência USP de Notícias</em></p>
<p>Um levantamento realizado em 55 centros espíritas da cidade de São Paulo aponta que, juntos, os atendimentos espirituais chegam a cerca de 15 mil por semana (60 mil ao mês). “Este número é muito superior ao atendimento mensal de hospitais como a Santa Casa, que atende cerca de 30 mil pessoas, ou do Hospital das Clínicas, com cerca de 20 mil atendimentos”, destaca o médico psiquiatra Homero Pinto Vallada Filho, professor do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). A média relatada de atendimentos semanais em cada instituição foi de 261 pessoas.</p>
<p>“Sabemos, por meio de vários estudos, que a abordagem do tema religiosidade ou espiritualidade exerce um efeito bastante positivo na saúde de muitos pacientes. Por isso, podemos considerar a terapia complementar religiosa ou espiritual como uma aliada dos serviços de saúde”, revela, lembrando que, geralmente, o paciente não tem o hábito de falar sobre suas crenças religiosas e muito menos de contar que realiza tratamentos espirituais em centros espíritas.</p>
<p>Vallada Filho foi o orientador da dissertação de mestrado <em>Descrição da terapia complementar religiosa em centros espíritas da cidade de São Paulo com ênfase na abordagem sobre problemas de saúde mental</em>, de autoria da médica Alessandra Lamas Granero Lucchetti, apresentada ao Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP em dezembro.</p>
<p>A ideia foi mostrar a dimensão do trabalho realizado pelos centros, o grande número de atendimentos prestados e os diferentes serviços oferecidos. Observou-se também que apenas uma pequena minoria realiza cirurgias espirituais, sendo todas sem cortes. Na segunda parte da dissertação, a pesquisadora descreve passo a passo uma terapia complementar espiritual para pacientes com depressão realizada na Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP).</p>
<h2><strong>Centros espíritas</strong></h2>
<p>Alessandra realizou um levantamento inicial de todos os centros espíritas da capital paulista que possuíam site na internet contendo endereço de contato. A médica chegou ao número de 504 instituições. Neste levantamento, foram considerados apenas centros espíritas “kardecistas”, ou seja, aqueles que seguem a doutrina codificada pelo pedagogo francês Hippolyte Leon Denizad Rivail, sob o pseudônimo de Allan Kardec, e que tem como base as obras <em>O Livro dos Espíritos</em> (publicado na França em 1857), <em>O Livro dos Médiuns</em> (1861), <em>O Evangelho Segundo o Espiritismo</em> (1864), <em>O Céu e o Inferno</em> (1865) e <em>A Gênese </em>(1868).</p>
<p>A médica enviou, via Correios, uma carta registrada a cada um dos 504 centros. Destas cartas, 139 voltaram devido a problemas como mudança ou erro no endereço. Das 370 que restaram, apenas 55 foram respondidas. “Se considerarmos que essa média de 60 mil atendimentos mensais representa menos de 15% da totalidade dos centros existentes na cidade, chegaremos a um número total de atendimentos muito superior aos dos 55 que participaram do estudo”, destaca Vallada.</p>
<p>Um questionário foi respondido apenas pelo dirigente ou pessoa responsável do centro. O material era bastante extenso e continha perguntas ligadas à identificação e funcionamento do centro, o número de voluntários e de atendimentos, as atividades realizadas e os tipos de tratamentos, quais os motivos levavam as pessoas a buscar ajuda, e como é feita a diferenciação entre mediunidade, obsessão e transtorno psicótico e quais orientações para estes casos, entre outras questões.</p>
<h2><strong>Resultados</strong></h2>
<p>Entre os resultados, foi observado que a maioria são centros já estabelecidos e que têm mais de 25 anos de existência, sendo o mais velho funcionando há 94 anos e o mais jovem com 2 anos. Em quase todos, os usuários são orientados a continuar com o tratamento médico convencional, caso estejam fazendo algum, ou mesmo com as medicações indicadas pelos médicos.</p>
<p>Os principais motivos para a procura pelo centro foram os problemas de saúde: depressão (45,1%), câncer (43,1%) e doenças em geral (33,3%). Também foram relatados dependência química, abuso de substâncias, problemas de relacionamento. Entre os tratamentos realizados, a prática mais presente foi a desobsessão (92,7%) e a menos frequente foi a cirurgia espiritual, (5,5%), sendo todas sem uso de cortes.</p>
<p>Quanto à diferenciação entre experiência espiritual e doença mental, realizada com base em nove critérios propostos pelos pesquisadores Alexander Moreira Almeida e Adair de Menezes Júnior, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a média de acertos foi de 12,4 entre 18 acertos possíveis. Apenas quatro entrevistados (8,3%) tiveram 100% de acertos. Entre esses critérios, estão a integridade do psiquismo; o fato de a mediunidade não trazer prejuízos em nenhuma área da vida; a existência da autocrítica; e a mediunidade sendo vivenciada dentro de uma religião e cultura específicos, entre outros.</p>
<p>“Esse levantamento procurou descrever as atividades realizadas nos centros espíritas e salientar não só a grande importância social desempenhada por eles, mas também a grande contribuição ao sistema de saúde como coadjuvante na promoção de saúde, algo que a grande maioria das pessoas desconhece”, finaliza.</p>
<p>A pesquisa completa pode ser consultada <a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-24022014-162505/en.php" target="_blank">neste link</a>.</p>
<p><strong>Mais informações: email <a href="mailto:hvallada@usp.br" target="_blank">hvallada@usp.br</a>, com o professor Homero Vallada</strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">41040</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Boletim apresenta últimas produções do Centro de Estudos da Metrópole</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/sociedade/boletim-apresenta-ultimas-producoes-do-centro-de-estudos-da-metropole/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2013 18:47:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Áreas urbanas]]></category>
		<category><![CDATA[Boletim Pontocem]]></category>
		<category><![CDATA[CEM]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Estudos da Metrópole]]></category>
		<category><![CDATA[Centros de Pesquisa Inovação e Difusão]]></category>
		<category><![CDATA[CEPID]]></category>
		<category><![CDATA[CNPq]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade USP]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[Fapesp]]></category>
		<category><![CDATA[Favelas]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[INCT]]></category>
		<category><![CDATA[Instituições políticas]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Raça]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Segregação]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www6.usp.br/?p=38225</guid>

					<description><![CDATA[É a a oitava edição do Boletim, com a produção dos pesquisadores referente ao período de julho a dezembro de 2013.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Da Agência USP de Notícias</em></p>
<p>O Centro de Estudos da Metrópole (CEM) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) divulgou a oitava edição do<em> Boletim Pontocem</em> com a mais recente produção dos pesquisadores, referente ao período de julho a dezembro de 2013.</p>
<p>O <em>Boletim</em> apresenta a referência bibliográfica das obras e trabalhos desenvolvidos no CEM: livros, capítulos de livros, artigos em periódicos científicos nacionais e internacionais, além de teses e dissertações defendidas pelos pesquisadores, incluindo também a série de textos para discussão.</p>
<p>As atuais linhas de pesquisa do CEM compreendem quatro grandes dimensões: Quanto o Brasil mudou nos últimos 50 anos?; Entender os efeitos independentes das políticas de estado nas condições sociais na redução da desigualdade&#8221;; &#8220;Entender o papel das instituições políticas nas decisões sobre políticas redistributivas, particularmente o comportamento eleitoral e o processo de elaboração das leis e Mapear formas alternativas de governança em áreas urbanas e em suas conexões com o Estado de forma a entender “quem faz o quê?</p>
<p>O CEM é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). As referências abordam temáticas relacionadas a: trabalho, pobreza, redes sociais, segregação, favelas, gênero, raça, políticas públicas, sociedade civil, religião, entre outros.</p>
<p>O acesso a todas as edições do <em>Boletim Pontocem</em> é livre <a href="http://www.fflch.usp.br/centrodametropole/694" target="_blank">pelo site</a> do CEM, na área de Publicações.</p>
<p><strong>Mais informações: (11) 3091-0330 e 3091-0331</strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">38225</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Pesquisa da FFLCH analisa presença da retórica no discurso cristão</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/cultura/pesquisa-da-fflch-analisa-presenca-da-retorica-no-discurso-cristao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Nov 2013 17:59:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Argumentação]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade USP]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Retórica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www6.usp.br/?p=36641</guid>

					<description><![CDATA[Estudo é responsável pela tradução e análise do opúsculo “Adversus Valentinianos”, de autoria de Tertuliano, que  fez um grande uso dos artifícios da retórica clássica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Rúvila Magalhães / Agência USP de Notícias </em></p>
<p>A retórica foi uma arma empregada pelas autoridades cristãs desde o início desta religião, na antiguidade, visando combater certas correntes doutrinais consideradas hereges, no intuito de impor um modelo de cristianismo supostamente correto. Os diversos autores cristãos, desde o início,  sempre tiveram a retórica como uma ferramenta de consolidação institucional e difusão de sua fé, embora sempre tenham negado o seu emprego. Dentre eles, Tertuliano fez um grande uso dos artifícios da retórica clássica. Por ser advogado antes de sua conversão, seu conhecimento da arte da persuasão marcou todo o seu discurso.</p>
<p>Na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, uma pesquisa é responsável pela tradução e análise do opúsculo “Adversus Valentinianos”, de autoria de Tertuliano, a primeira feita diretamente do latim para o português pelo historiador Ivan Baycer Junior. “Os textos cristãos, e mais especificamente os de Tertuliano, do século terceiro, trazem em sua construção diversos elementos da retórica clássica, tais como os apresentados por Aristóteles, Cícero e outros. Destaca-se também que estes elementos argumentativos já estão presentes no discurso cristão desde as cartas do apóstolo Paulo”, afirma o historiador.</p>
<p>A retórica, que pode ser definida como a arte da argumentação persuasiva, tem sua origem no século 5 a.C. nos tribunais gregos. Devido a sua origem no mundo helenístico, ou seja, no mundo grego, a prática era abertamente condenada, mesmo assim o cristianismo incorporou em seu discurso os mecanismos persuasivos da retórica.</p>
<p>Sempre foi comum que as autoridades cristãs tivessem concepções doutrinais distintas sobre o mundo real e o mundo espiritual, contudo, no período estudado, observa-se a delineação de um suposto pensamento correto dentro da cristandade. A partir deste momento, todos que tivessem concepções que não se enquadrassem nos padrões doutrinais estabelecidos passaram a ser denominados como hereges, termo que ganhou uma acepção negativa.</p>
<h2>Um herege</h2>
<p>Tertuliano foi o primeiro autor cristão a escrever em latim — a literatura cristã anterior fora desenvolvida completamente em grego — e um dos ferrenhos defensores da religião crescente, responsável por uma obra que aborda diversos temas doutrinais e refuta correntes cristãs tidas como heréticas. Contudo, ironicamente, a rigorosidade moral e eclesiástica de Tertuliano o levou a se afastar da corrente majoritária do cristianismo, terminando os seus dias como um herege. “Tertuliano era muito rigoroso no campo moral e eclesiástico, sobretudo no que tange a postura de um cristão frente às perseguições religiosas, isso o levou um radicalismo conceitual distante do espírito da cristandade”, explica.</p>
<p>A principal maneira de combater os padres heréticos era por meio do discurso. O suposto mestre, que poderia ser Tertuliano ou outro locutor com o mesmo propósito, apresenta-se como superior para rebaixar o adversário e as suas ideias. O rebaixamento do oponente, mesmo por uso de xingamentos e ofensas pessoais, é essencial para que o mestre capte a benevolência do público, que passará a desacreditar das ideias e da pessoa. Esse é um mecanismo de linguagem identificado pelo pesquisador em seu trabalho. A retórica, então, era empregada na construção da auto-imagem e na desconstrução da imagem do inimigo pelo discurso.</p>
<p>A pesquisa <em>Adversvs valentinianos: tradução da obra e análise dos mecanismos retóricos empregados por Tertuliano em defesa da proto-ortodoxia</em>, orientada por Elaine Cristine Sartorelli, aborda principalmente a retórica usada pelo padre Tertuliano. A dissertação de mestrado conta com uma tradução inédita do tratado Contra Valentianos (Adversvs Valentinianos), diretamente do latim para o português feita pelo autor, que também contribuiu reunindo indicações bibliográficas. A partir do tratado foi possível fazer um estudo da época.</p>
<p>Por meio deste estudo o pesquisador pôde perceber que o cristianismo primitivo abrigava uma série de correntes doutrinais nem sempre concordes entre si, originando uma série de conflitos travados sobretudo no campo discursivo, espaço onde a principal arma é a retórica. O pesquisador se surpreendeu com “a grandeza teórica da retórica clássica, a profundidade de seu pensamento, seus conceitos e discussões, todos estes originados de um saber prático originado nas querelas dos tribunais gregos”, afirma. Por fazer um levantamento do que foi estudado a respeito de Tertuliano, por suas análises teóricas e pela tradução realizada, o estudo de Ivan Baycer Junior compõe um referencial teórico e acadêmico sobre o assunto.</p>
<p><strong>Mais informações: email <a href="mailto:ivanbaycerjunior@yahoo.com.br">ivanbaycerjunior@yahoo.com.br</a>, com Ivan Baycer Junior</strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">36641</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Família pode influenciar no consumo de álcool na adolescência, diz estudo da EERP</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/sociedade/familia-pode-influenciar-no-consumo-de-alcool-na-adolescencia-diz-estudo-da-eerp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Mar 2013 18:19:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade USP]]></category>
		<category><![CDATA[Consumo de álcool]]></category>
		<category><![CDATA[EERP]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Lucila Castanheira Nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www6.usp.br/?p=23315</guid>

					<description><![CDATA[Família influencia positiva ou negativamente para o abuso no consumo de álcool por adolescentes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Camila Ruiz / Assessoria de Imprensa da EERP</em></p>
<p>Positiva ou negativamente, adolescentes são influenciados por seus familiares, dentro de suas próprias casas, em relação ao abuso do álcool. Essa é a conclusão de recente pesquisa desenvolvida pela enfermeira Betânia da Mata Ribeiro Gomes, em seu trabalho de pós-graduação apresentado à Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP.</p>
<p>A pesquisadora observou e entrevistou em seus domicílios, 22 membros de dez famílias, entre eles, 11 adolescentes de ambos os sexos, entre 14 e 19 anos, que consumiam álcool. O estudo aconteceu na Unidade de Saúde da Família <em>EmocyKrause</em>, localizada em Recife (Pernambuco), entre julho de 2010 e agosto de 2011.</p>
<p>Foram alvo do estudo apenas os familiares que moravam com o adolescente e tinham um laço mais próximo, como, pais, irmãos, tios. Em cada família, o convite se estendeu aos familiares que estavam presentes no primeiro encontro, realizado pelo estudo. “E no decorrer da pesquisa, a interação e os discursos indicaram a necessidade ou não de incluir outros familiares”, comenta Betânia, que se ateve a temas como: estrutura, desenvolvimento e funcionamento das famílias; crenças que podem influenciar o consumo de álcool; as interações familiares que protegem ou que expõem os adolescentes ao consumo ou abuso de álcool; e o sentido da religião.</p>
<p>A maioria dos entrevistados possuía renda menor que um salário mínimo. Alguns recebiam ajuda do governo e não tinham completado seus estudos, além de presenciar, em suas próprias casas, a prática do uso do álcool. Muitos adolescentes ainda presenciaram separações de seus pais ou morte de algum deles devido ao consumo de bebida alcoólica. Quanto ao relacionamento em família, Betânia verificou que a maioria sofria com desentendimentos, desafetos, problemas de comunicação, agressão, conflitos, violência e falta de interação.</p>
<h2>Prazer e prejuízos</h2>
<p>Para a pesquisadora, a decisão pelo consumo de bebida alcoólica foi associada ao prazer e diversão, principalmente relacionada às músicas, as quais, segundo ela, estão no contexto de vida desses adolescentes, incentivando o consumo. “É uma válvula de escape para as dificuldades e problemas familiares do cotidiano”.</p>
<p>Betânia percebeu que, mesmo com sentimentos de alívio, relaxamento, distração e dos momentos de lazer, os adolescentes não ignoravam os prejuízos do uso abusivo da bebida alcoólica, principalmente porque presenciaram os problemas que a bebida causou em seus próprios domicílios.</p>
<p>As famílias, apesar de não se relacionarem adequadamente com os adolescentes, apoiaram seus membros e mantiveram esperança por meio de motivação ou da religião, pensando em um futuro melhor. “A religião pode favorecer o sentimento de esperança e, com ela, o gosto pela vida”, afirma. Ela notou ainda que os adolescentes se preocupavam em manter viva a motivação para uma vida melhor, para a conquista de trabalho qualificado e da casa própria, além de tentar realizar os sonhos que não foram possíveis para seus pais.</p>
<p>Betânia concluiu que os familiares influenciam os adolescentes de forma positiva e negativa quanto ao uso e abuso do álcool. “A estrutura e composição da família, o padrão de interação familiar, a comunicação entre seus membros, a religião e a esperança são componentes que se articulam diretamente com a prática do consumo de álcool pelos adolescentes”.</p>
<p>A tese <em>A influência da família no consumo de álcool na adolescência</em> foi orientada pela professora Lucila Castanheira Nascimento e defendida em setembro de 2012, na EERP.</p>
<p><strong>Mais informações: (81) 3445-8687  / 9154-0308, email <a href="mailto:betaniadamata@hotmail.com" target="_blank">betaniadamata@hotmail.com</a></strong><!--:en--></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">23315</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Edusp lança obra sobre crítico literário e teólogo Alceu Amoroso Lima</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/cultura/edusp-lanca-obra-sobre-critico-literario-e-teologo-alceu-amoroso-lima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Feb 2013 19:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade USP]]></category>
		<category><![CDATA[Editora da Universidade de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Edusp]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www6.usp.br/?p=22544</guid>

					<description><![CDATA[Livro de Leandro Garcia Rodrigues aborda obra de Alceu Amoroso Lima, crítico literário, professor, ensaísta e teólogo, entre outras atividades.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Da Agência USP de Notícias</em></p>
<p>A Editora da Universidade de São Paulo (Edusp) lançou o livro <em>Alceu Amoroso Lima: Cultura, Religião e Vida Literária</em>, do autor Leandro Garcia Rodrigues.</p>
<p>Com vasto campo de atuação, Alceu Amoroso Lima foi crítico literário, professor, ensaísta e teólogo, entre tantas outras atividades. O objetivo da obra é destacar, a partir de seu papel de crítico literário do modernismo brasileiro, como se deu sua relação com a religião e a vida literária. O custo do livro é de R$ 42,00, e ele pode ser adquirido por meio <a href="http://www.edusp.com.br/detlivro.asp?id=13674" target="_blank">deste link</a>.</p>
<p><strong>Mais informações: (11) 3091-4008, site <a href="http://www.edusp.com.br" target="_blank">http://www.edusp.com.br</a></strong><!--:en--></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22544</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Laboratório do IP analisa religiosidade e ateísmo do ponto de vista psicológico</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/comportamento/laboratorio-do-ip-investiga-religiao-a-partir-do-ponto-de-vista-psicologico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Aug 2012 20:39:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[USP Online Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade USP]]></category>
		<category><![CDATA[Habitação]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto de Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[IP]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www6.usp.br/?p=15873</guid>

					<description><![CDATA[<img width="330" height="190" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal20120821_a.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" />A mais recente pesquisa analisa processos de enfrentamento das dificuldades, o bem-estar psicológico e fatores de personalidade. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="330" height="190" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal20120821_a.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" /><p><img decoding="async" class="alignright  wp-image-16059" title="Dinâmica psicológica de indivíduos religiosos e ateus é foco de estudos no IP    Foto: Wikimedia" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal20120821_1.jpg" alt="" width="450" height="250" />Como entender os fenômenos religiosos? Qual a ação da religião na psique das pessoas? Estudos do Instituto de Psicologia (IP) da USP buscam responder questões como essas, utilizando as abordagens da psicologia. Desde 2000, por iniciativa do professor Geraldo José de Paiva, o Laboratório de Psicologia Social da Religião concentra essas pesquisas.</p>
<p>O grupo é formado por 12 pessoas, todos doutores e doutorandos. Não apenas da USP. Instituições de ensino como a PUC e o Mackenzie trabalham em pareceria para desenvolver  pesquisas concretas sobre o fenômeno religioso. Alguns dos colaboradores do Laboratório têm ainda formação diversa,  como pós-graduação em Ciência da Religião, e em Semiótica, que é o estudo dos sistemas de significação.</p>
<h2>Ateus</h2>
<p>A mais recente pesquisa do Laboratório analisa diferenças entre religiosos e ateus. Os pontos estudados dizem respeito aos processos de enfrentamento das dificuldades, o bem-estar psicológico e fatores de personalidade. O grupo busca verificar se o enfrentamento dos problemas é influenciado pela opção religiosa; se há correlações entre fatores de personalidade e as opções religiosas feitas por cada indivíduo; e se o bem-estar é afetado por estas opções.</p>
<p>O primeiro ponto é a investigação dos modos de enfrentamento dos problemas. “Existem modos seculares e modos religiosos de enfrentamento, mas eles não são incompatíveis. Se um religioso está doente, ele pode ir ao médico e  também ir rezar na igreja. Da mesma forma que um ateu, além de procurar o médico, em um momento de desespero, pode realizar uma oração”, explica. O Laboratório pretende definir quais recursos mais utilizados e em que circunstâncias são invocados os enfrentamentos laicos e religiosos.</p>
<p>Com relação à personalidade, o Laboratório pretende verificar se há uma prevalência de facetas de personalidade em pessoas que se dizem religiosas e em quem afirma ser ateu. O segundo passo, segundo ele, é descobrir como isso se relaciona com a tendência a recorrer a tendências religiosas ou seculares e como isso influi na qualidade de vida das pessoas.</p>
<blockquote><p>“O censo mostra um aumento muito significativo<br />
no número de pessoas que se declaram ateias e<br />
isso deve despertar interesse e ser estudado pela psicologia”.</p></blockquote>
<p>Acerca da questão do bem estar o professor explica que o assunto já foi estudado até mesmo dentro da USP. “A pesquisa apontou que pessoas religiosas têm um maior bem estar em contraponto a pessoas ateias”, expõe o professor. Ele, porém, ressalva. “O grupo de executivos estudado na pesquisa foi bem limitado, então nós buscamos repeti-la com um grupo mais representativo”.</p>
<p>Segundo o professor, o ponto de partida deste novo estudo foi a busca por uma melhor compreensão do fenômeno do ateísmo, área pouco estudada sob o ponto de vista psicológico no Brasil. “O censo mostra um aumento muito significativo no número de pessoas que se declaram ateias e isso deve despertar interesse e ser estudado pela psicologia”, prevê.</p>
<h2>Crenças paranormais</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-16058" title="Um dos estudos mostrou que pessoas ligadas a religiões clássicas têm menor intercâmbio de crenças com outras religiões do que as chamadas 'esotéricas' | Foto: Sxc.hu" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal20120821_2.jpg" alt="" width="330" height="190" />Paiva conta que o Laboratório surgiu a partir da percepção de que se tornava necessário criar um centro de referência para estudos ligados ao tema em território nacional, já que no Brasil, “o estudo da psicologia da religião é fraco, mas existe”.</p>
<p>O grupo realiza, além de pesquisas inéditas, estudos baseados em pesquisas sediadas em universidades na Europa e nos Estados Unidos, trazendo-as para a realidade brasileira. “Nós as utilizamos para verificar se os resultados obtidos em outros locais seriam os mesmos aqui no Brasil”, explica.</p>
<p>Um exemplo deste desenvolvimento diz respeito a crenças paranormais &#8211; espíritos, conhecimentos extra-sensoriais &#8211; em contraponto a crenças religiosas clássicas.</p>
<p>Tendo por base um estudo previamente desenvolvido na Bélgica, o grupo busou examinar se em território nacional havia uma maior união entre crenças paranormais e crenças religiosas clássicas. O resultado pegou os pesquisadores de surpresa, como conta o docente:</p>
<blockquote><p>“Nós achávamos que no Brasil, em virtude da mistura entre referências religiosas de diversas origens, haveria uma frequência muito maior com relação à junção das crenças, e isso não é verdade”.</p></blockquote>
<p>“Os que detém essa junção são pessoas mais esotéricas. As que seguem religiões mais clássicas não realizam essa junção”, explica.</p>
<p>Outro trabalho realizado pelo grupo foi um levantamento teórico-crítico de toda a produção de psicologia da religião em periódicos científicos no Brasil de 1950 à 2000. “Os trabalhos na área eram muito esparços, então foi uma pesquisa extensa, levamos dois anos para conseguir terminá-lo e publicá-lo”, declara Geraldo. “Este trabalho é hoje uma referência para quem quiser saber sobre as pesquisas realizadas na área no Brasil”, conclui.<!--:en--></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">15873</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Estudo da FFLCH mostra que igrejas concorrem politicamente para ampliar sua influência</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/sociedade/igrejas-concorrem-politicamente-para-ampliar-sua-influencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 18:19:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade USP]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[Habitação]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www6.usp.br/?p=8756</guid>

					<description><![CDATA[Apesar do grande investimento feito pelas igrejas, número de pessoas sem religião definida é significativo. Atualmente, no Brasil, são mais de 12 milhões de pessoas sem religião. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Victor Francisco Pereira / Agência USP de Notícias </em></p>
<p>Um estudo realizado pelo geógrafo Alberto Pereira dos Santos na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP analisou as relações entre a geopolítica das igrejas, principalmente a Católica e as evangélicas, e o crescimento da população sem religião definida no Brasil, fenômeno chamado pelo autor de anarquia religiosa.</p>
<p>“Existe sim uma geopolítica das igrejas que pensa na expansão de novas filiais, na eleição de parlamentares (vereadores, deputados, senadores), na disputa por concessões de canais de televisão e rádios, entre outras estratégias e metas. Por outro lado, existe também uma geopolítica da Igreja Católica para dentro e para fora desta instituição religiosa milenar”, afirma o geógrafo, autor da tese de doutorado <em>Geopolítica das igrejas e anarquia religiosa no Brasil. Por uma geoética de apoio mútuo</em>, defendida em junho de 2011 sob orientação do professor Jose William Vesentini.</p>
<p>O principal foco da disputa geopolítica estudado foram as igrejas evangélicas e a Igreja Católica. “O embate geopolítico entre as igrejas católica e evangélicas se dá por intermédio dos meios de comunicação, televisão e rádio principalmente; da produção musical, de um lado, os padres cantores, de outro, os cantores gospel evangélicos; da criação de novos templos faraônicos em lugares estratégicos nas cidades.”</p>
<p>Santos explica, porém, que a concorrência entre as igrejas é política e econômica. Para sua manutenção, as igrejas precisam ampliar seu número de fiéis. “Isso pode ocorrer por meio do engajamento eleitoral das igrejas em prol de determinados candidatos (padres, pastores e bispos), na intensificação da ideologia religiosa por meio da ênfase nos dogmas, na realização de grandes shows e eventos religiosos, por exemplo, as feiras Expocatólica, Expoevangélica e marketing do turismo religioso, entre outras atividades. Além do investimento de capital em atividades econômicas como gráficas, editoras, escolas e faculdades religiosas, bancos, instalação de equipamentos transmissores de som e imagem, e a disputa por concessões de canais de televisão e rádio”, afirma.<strong></strong></p>
<h2>Anarquia</h2>
<p>Apesar de todo o investimento feito pelas igrejas nos meios de comunicação ou em outras formas de tentar influenciar e captar mais fiéis, a anarquia religiosa cresce no Brasil. Atualmente, são mais de 12 milhões de pessoas sem religião. Destes, mais de 90% já foram católicos ou evangélicos em algum momento da vida. “Isto é, são pessoas que têm fé, mas não acreditam nas igrejas”, define Santos.</p>
<p>O termo anarquia religiosa quer dizer, etimologicamente, ausência de governo religioso. “As populações religiosas não obedecem eterna e cegamente as normas ditadas pelas autoridades de suas igrejas. Por isso as pessoas religiosas mudam de igrejas e, gradativamente, se declaram sem religião, ou seja, vão se emancipando espiritualmente”, explica o pesquisador.</p>
<p>Santos tentou entender quais os fatores que influenciam no crescimento de pessoas sem religião definida. “O descrédito sobre as igrejas tem várias razões: contradição entre a moral que se prega e a prática de corrupção por pastores e bispos, pedofilia e abuso espiritual de líderes religiosos sobre os fiéis, atraso doutrinário em relação à ciência e a descoberta filosófica de que fora das igrejas existe fé e religiosidade.”</p>
<p>Além disso, a própria disputa geopolítica acaba ajudando a aumentar esse número de pessoas. “Nas entrevistas pude constatar que as pessoas que se declararam sem religião apontaram a disputa política e o mercado religioso das igrejas (inclusive com corrupção, etc) como um dos fatores que corrobora para o descrédito e desligamento das igrejas ou emancipação dos fiéis”, revela o geógrafo.</p>
<p>Para ele, esse cenário contribui para o enfraquecimento do poder político das igrejas e para o fortalecimento da cidadania. “A pesquisa revela que o crescimento do embrião de anarquia religiosa sinaliza para a construção de outra ordem, a qual seja a autonomia da fé, a emancipação espiritual das populações religiosas no Brasil”, conclui.</p>
<p>O estudo levou em consideração observações empíricas, dados estatísticos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e entrevistas semi-estruturadas com pessoas sem religião definida e com pessoas com religião, mais ou menos praticantes.<strong></strong></p>
<p><strong>Mais informações: email <a href="mailto:albertopsantos@usp.br" target="_blank">albertopsantos@usp.br</a>, com Alberto Pereira dos Santos</strong><!--:en-->&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">8756</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 
Database Caching 67/143 queries in 0.214 seconds using Disk

Served from: www5.usp.br @ 2026-04-09 14:13:14 by W3 Total Cache
-->