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	<title>São Paulo &#8211; USP &#8211; Universidade de São Paulo</title>
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	<link>https://www5.usp.br</link>
	<description>Universidade pública, autarquia ligada à Secretaria de Estado de Ensino Superior de São Paulo</description>
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		<title>Cratera revela memória de impacto de corpo celeste na periferia de São Paulo</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/pesquisa-noticias/cratera-revela-memoria-de-impacto-de-corpo-celeste-na-periferia-de-sao-paulo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Mar 2016 16:36:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Cretera de Colônia]]></category>
		<category><![CDATA[EACH]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Artes Ciências e Humanidades]]></category>
		<category><![CDATA[Fapesp]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio geológico]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal20160323_1.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" />A formação geológica, denominada cratera de Colônia, situa-se a menos de 40 quilômetros do marco central da cidade, a Praça da Sé, na orla sudoeste da bacia hidrográfica Billings.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal20160323_1.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" /><p>A formação geológica, denominada cratera de Colônia, situa-se a menos de 40 quilômetros do marco central da cidade, a Praça da Sé, na orla sudoeste da bacia hidrográfica Billings</p>
<p>Uma grande cratera, produzida pelo impacto de um objeto celeste, estende-se por uma área de 10,2 quilômetros quadrados na periferia do município de São Paulo. A formação geológica, denominada cratera de Colônia, situa-se a menos de 40 quilômetros do marco central da cidade, a Praça da Sé, na orla sudoeste da bacia hidrográfica Billings.</p>
<p>Com o interior atulhado por sedimentos e a borda coberta pela vegetação, a cratera permaneceu ignorada até o início da década de 1960, quando as fotos aéreas e depois as imagens de satélite puseram em evidência sua forma circular característica. A primeira referência na literatura especializada data de 1961, com a publicação, no <em>Boletim da Sociedade Brasileira de Geologia</em>, do artigo<em> “Estudos preliminares de uma depressão circular na região de Colônia: Santo Amaro, São Paulo”</em>, assinado pelos professores Rudolph Kollert, Alfredo Björnberg e André Davino, da USP.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe width="1140" height="641" src="https://www.youtube.com/embed/nXpgnX2PgkE?feature=oembed" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Mas, como estruturas circulares podem resultar de outros fatores, como o vulcanismo, por exemplo, persistiu por muito tempo a dúvida sobre se a cratera de Colônia havia sido realmente criada pelo choque de um corpo extraterrestre. Apenas em 2013, graças a uma pesquisa conduzida pelo geólogo Victor Velázquez Fernandez, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, foram finalmente reunidas as evidências que comprovaram a hipótese do impacto. O estudo, que prosseguiu até 2015, teve o apoio da FAPESP: <em><a href="http://www.bv.fapesp.br/pt/auxilios/45892/cadastramento-dos-elementos-geologicos-e-geomorfologicos-da-cratera-de-colonia-para-estabelecer-uma/" target="_blank">Cadastramento dos elementos geológicos e geomorfológicos da cratera de Colônia para estabelecer uma estratégia de gestão e preservação ambiental</a></em>.</p>
<p>Artigo relatando as evidências foi publicado por Velázquez e colaboradores no <em>International Journal of Geosciences</em>: <em>“Evidence of Shock Metamorphism Effects in Allochthonous Breccia Deposits from the Colônia Crater, São Paulo, Brazil”</em>.</p>
<p>Artigos posteriores do pesquisador enfatizaram também outro aspecto do tema, que é a caracterização dessa formação geológica como patrimônio natural e área a ser protegida e conservada: <em>The Colônia Impact Crater: Geological Heritage and Natural Patrimony in the Southern Metropolitan Region of São Paulo, Brazil</em> e<em> The Current Situation of Protection and Conservation of the Colônia Impact Crater, São Paulo, Brazil.</em></p>
<p>“O impacto produziu um buraco de 3,6 quilômetros de diâmetro, com cerca de 300 metros de profundidade e uma borda soerguida de 120 metros”, disse Velázquez à Agência FAPESP. “Mas, ao longo do tempo, e devido ao intenso processo de intemperismo característico do território brasileiro, esse buraco foi inteiramente preenchido por sedimentos e coberto pela vegetação, resultando em uma área plana circundada por colinas. Foi uma evolução muito diferente daquela ocorrida, por exemplo, na Cratera Barringer, no Arizona, Estados Unidos, onde a estrutura geológica ficou praticamente intacta devido ao ambiente desértico.”</p>
<p>“No caso de Colônia, a forma circular perfeita, registrada nas fotografias aéreas, constituía forte indício de uma estrutura de impacto, formada pela colisão de um cometa ou asteroide na superfície terrestre. Mas não era, por si só, um dado suficiente para confirmá-la. Por isso, tivemos que partir para o estudo petrográfico, com a análise microscópica dos sedimentos”, prosseguiu o pesquisador.</p>
<p>Segundo Velázquez, a coleta de material tornou-se possível devido a sondagens realizadas na região para fornecimento de água potável. As perfurações, realizadas na área sedimentar, chegaram a 300 metros de profundidade, até encontrar a rocha dura. Devido a uma cooperação então existente entre a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a EACH-USP, amostras de sedimentos, colhidas metro a metro, foram fornecidas à universidade para estudo.</p>
<p>“Nas amostras coletadas, encontramos várias evidências. Uma delas, bastante forte, foi a evidência de transformação de vários minerais, em particular, quartzo e zircão. Para a transformação desses minerais é necessária uma pressão superior a 40 quilobars [40 mil vezes a pressão atmosférica padrão] e uma temperatura da ordem de 5 mil graus Celsius. Esses patamares de pressão e temperatura são característicos da potente liberação de energia resultante do impacto na superfície terrestre de um objeto proveniente do espaço interplanetário”, informou o pesquisador.</p>
<p>Com esta e outras evidências do mesmo naipe, a hipótese do impacto foi demonstrada. E a cratera de Colônia encontra-se, agora, devidamente inventariada na Earth Impact Database (EID), uma base de dados internacional mantida pelo Planetary and Space Science Centre (PASSC), instalado na University of New Brunswick, Canadá. A EID contém a <a href="http://www.passc.net/EarthImpactDatabase/colonia.html" target="_blank">relação completa</a> das 188 estruturas de impacto confirmadas em todo o mundo.</p>
<figure id="attachment_106833" aria-describedby="caption-attachment-106833" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-106833" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal20160323_2.jpg" alt="Esquema mostrando, em corte vertical, a composição geológica da cratera | Foto: Arquivo de Victor Velázquez Fernandez" width="700" height="371" data-id="106833" /><figcaption id="caption-attachment-106833" class="wp-caption-text">Esquema mostrando, em corte vertical, a composição geológica da cratera | Foto: Arquivo de Victor Velázquez Fernandez</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Monumento geológico</h2>
<p>Os estudiosos ainda não sabem que tipo de objeto provocou o impacto, se um corpo rochoso ou metálico, como o de um asteroide, ou um corpo constituído por gelo, como o de um cometa. “Mas há, atualmente, 50 novas amostras em estudo no Canadá, que poderão fornecer os dados que faltam para a determinação do objeto impactante”, afirmou Velázquez.</p>
<p>Outra expectativa é que a investigação ainda em curso possibilite estabelecer com maior exatidão a data do evento. Por enquanto, a data estimada é bastante imprecisa, situando-se em um intervalo de 5 milhões a 36 milhões de anos no passado. “A importância de melhorarmos substancialmente a datação é que isso criará condições para um estudo paleoclimático com base nos sedimentos encontrados. Analisando, centímetro por centímetro, a composição da coluna de sedimentos, desde a profundidade de 300 metros (correspondente à data do impacto) até o nível da superfície (correspondente à data atual), será possível compor um quadro bastante expressivo da evolução do clima na América do Sul e, por extensão, no mundo”, explicou o pesquisador.</p>
<p>Por isso, a cratera de Colônia possui, do ponto de vista científico, uma importância inestimável. Mas, para que seu potencial se efetive, é preciso que o patrimônio seja preservado e adequadamente manejado. A formação foi declarada “Monumento Geológico” pelo Conselho Estadual de Monumentos Geológicos do Estado de São Paulo (CoMGeo-SP) em 2009. Porém, quando isso ocorreu, parte da área já se achava ocupada.</p>
<p>“Há, na borda norte, uma ocupação menor e bastante antiga, promovida por colonos alemães que chegaram à região por volta de 1840. Devido a ela, a área recebeu inicialmente o nome de ‘Colônia Alemã’, denominação que mudou para apenas ‘Colônia’ durante a Segunda Guerra Mundial. Mas há também uma ocupação mais recente, bem maior e desordenada, ocorrida nas décadas de 1980 e 1990, que deu origem ao bairro de Vargem Grande, atualmente com cerca de 47 mil habitantes”, disse Velázquez.</p>
<p>Com habitações precárias e grande carência de equipamentos urbanos, Vargem Grande [não confundir com Vargem Grande Paulista, que é um município da Região Metropolitana de São Paulo, nem com Vargem Grande do Sul, que é um município da Mesorregião de Campinas, no Estado de São Paulo] possui as mazelas características de vários bairros periféricos das grandes metrópoles brasileiras. Como o lençol freático é muito aflorado, devido à estrutura sedimentar do terreno, os moradores não têm sequer a opção de cavar fossas sépticas, de modo que os esgotos fluem a céu aberto.</p>
<p>“Em contraste com a borda norte, a borda sul é ocupada por sítios cujos proprietários se dedicam à permacultura [agricultura ecológica]. Isso é muito interessante, porque são pessoas engajadas na preservação do meio ambiente. Existem ali matas densas, com trilhas muito aprazíveis”, relatou o pesquisador.</p>
<p>A preocupação em conservar o patrimônio geológico levou Velázquez e seus colaboradores a incorporar ao projeto de pesquisa tópicos relativos à preservação ambiental e à gestão da área.</p>
<p>“Com foco na preservação, estamos atuando em três frentes distintas. Primeiro, na criação de um site, abrigado no portal da USP, que possibilite a visitação virtual da cratera, com acesso diferenciado para pesquisadores, estudantes e público em geral. Segundo, na produção de um gibi em branco e preto, para ser distribuído nas escolas de primeiro grau de Vargem Grande e colorido pelos alunos, de forma que estes se sintam responsáveis pela área e se empenhem em sua conservação. Terceiro, no trabalho de campo em educação ambiental e turismo ecológico”, detalhou.</p>
<p>Velázquez estuda regularmente a região desde 2005. E disse que, ao longo destes 11 anos, testemunhou uma lenta mas consistente tomada de consciência da população local quanto à importância de preservar a formação geológica. “Construímos uma boa interlocução com as associações de moradores, que estão atualmente empenhadas em iniciativas como o Movimento Cratera Limpa”, afirmou.</p>
<p>Das 188 crateras de impacto catalogadas pela EID, existem apenas duas habitadas: Colônia, no Brasil, e Ries, na Alemanha. Diferentemente do que ocorreu aqui, porém, Ries, cujos primeiros vestígios de assentamentos humanos remontam ao período paleolítico, foi objeto de um criterioso manejo. Em torno da cratera, de 24 quilômetros de diâmetro, estende-se o <a href="http://www.geopark-ries.de/index.php/en" target="_blank">primeiro geoparque da Bavária</a>, com 1.800 quilômetros quadrados de área.</p>
<p><em>Da Agência FAPESP</em></p>
<p><strong>Mais informações: site <a href="http://goo.gl/wduCn9" target="_blank">http://goo.gl/wduCn9</a></strong></p>
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		<title>Guia de turismo de luxo mostra as múltiplas faces de São Paulo</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/cultura/guia-de-turismo-de-luxo-mostra-as-multiplas-faces-de-sao-paulo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ivanir Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Mar 2016 11:57:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[Guia de turismo]]></category>
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		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal_esp´_pedra_000.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" />Formada na FFLCH da USP,   Flávia Liz trabalha como guia de turismo de luxo trazendo estrangeiros para conhecer São Paulo. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal_esp´_pedra_000.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" /><p>Na vanguarda do chamado turismo vivencial, formada em Letras é especialista em São Paulo e atende clientes como guia pessoal do mundo inteiro em seis idiomas.</p>
<p>A habilitação no curso de Letras frequentemente capacita os profissionais formados nessa área para trabalhar em sala de aula, como revisor ou tradutor. Não foi o caminho trilhado por Flavia Liz Di Paolo, ex-aluna de literatura alemã da USP, que há dez anos viu no segmento de turismo de luxo uma oportunidade profissional.</p>
<p>Formada pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Flavia Liz não teve dificuldade para decidir o que queria fazer profissionalmente. Ela afirma que a opção pelo turismo vip surgiu naturalmente, em muito devido à sua longa vivência no exterior. Finlândia, França, Alemanha, Itália e Estados Unidos estão entre os países nos quais ela morou e estabeleceu sua rede de contatos.</p>
<p>Já durante a graduação, com residência fixa no Brasil, Flavia Liz fez diversas viagens de intercâmbios, quando preparava roteiros para colegas que desejavam conhecer a a cosmopolitana cidade de São Paulo. Nessa época, desempenhava o papel de anfitriã da cidade, apresentando o melhor que a metrópole tinha a oferecer aos amigos e visitantes estrangeiros. Em 2013, o suplemento especial The Experts, da <em>Condé Nast Traveller Magazine</em>, do Reino Unido, definiu Flavia Liz como “uma lenda urbana”.</p>
<figure id="attachment_106015" aria-describedby="caption-attachment-106015" style="width: 400px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-106015 size-full" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal_esp´_pedra_001.jpg" alt="Foto: Cecília Bastos" width="400" height="267" data-id="106015" /><figcaption id="caption-attachment-106015" class="wp-caption-text">Flavia Liz Di Paolo, especialista em São Paulo | Foto: Cecília Bastos</figcaption></figure>
<h2>Personal guide</h2>
<p>Na vanguarda do chamado turismo vivencial, atualmente Flavia Liz é especialista em São Paulo e atende clientes como guia pessoal do mundo inteiro em seis idiomas: alemão, italiano, inglês, francês, espanhol e português.</p>
<p>O roteiro é multicultural e vai desde lugares tradicionais, como parques, prédios históricos, restaurantes, galerias de artes e museus, aos mais inusitados, como os tours às comunidades da periferia. É o caso de Paraisópolis, que volta e meia recebe a visita de estrangeiros que vão ao bairro para conhecer o cotidiano das pessoas que moram por lá e suas expressões culturais e artísticas.</p>
<p><em>Personal guide</em>, como prefere se definir, Flavia Liz explora todos os pontos turísticos da cidade, mas destaca o Pateo do Collegio, no Centro de São Paulo, como lugar que não pode faltar no roteiro dos estrangeiros. A guia considera o complexo um marco da história paulista, já que lá foi erguida a primeira construção da atual cidade de São Paulo. Com arquitetura colonial portuguesa, restando ainda algumas paredes em taipa de pilão, os visitantes que vão ao Collegio têm a oportunidade de conhecer um acervo histórico e religioso: o museu de arte sacra, a pinacoteca, a estátua do padre jesuíta José de Anchieta, um dos fundadores de São Paulo, além objetos indígenas e outros que faziam parte do cotidiano de Anchieta. Para finalizar o percurso, podem passear pelo jardim interno e saborear algum petisco no café-restaurante.</p>
<h2>Turismo de luxo, turismo de favela</h2>
<figure id="attachment_106016" aria-describedby="caption-attachment-106016" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" class="wp-image-106016 size-full" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal_esp´_pedra_002.jpg" alt="Foto: Marcelo Navarro" width="300" height="414" data-id="106016" /><figcaption id="caption-attachment-106016" class="wp-caption-text">Detalhe da Casa de Pedra, feita pelo &#8220;Gaudi brasileiro&#8221;, Estevão da Silva Conceição | Foto: Marcelo Navarro</figcaption></figure>
<p>Graças a uma excursão de arquitetura e urbanismo, na qual Flavia Liz incluiu uma passagem por Paraisópolis, no bairro do Morumbi, São Paulo ganhou destaque no livro <em>Vertical City: a Solution for Sustainable Living</em>, publicação de referência da área de arquitetura, editada em Nova York, EUA. Kellongg H. Wong, turista que veio à São Paulo e um dos autores do livro, ficou encantado com o que viu na capital paulistana, sobretudo com a Casa de Pedra. Trata-se casa do pedreiro Estevão da Silva Conceição, que vem sendo construída há mais de vinte anos com características que remetem ao estilo da obra do famoso arquiteto catalão Antoni Gaudí.</p>
<p>Mesmo sem conhecer o trabalho do arquiteto espanhol, o imigrante baiano que está em São Paulo desde 1977 começou a construir espontaneamente sua moradia neste estilo com objetos que ganhava ou comprava em brechós: pedras, tampinhas de refrigerantes, telefones antigos, pratos, bolinhas de gude e outros materiais que foram sendo incorporados à decoração, surgindo, assim, um mosaico infindável. Visto como Gaudí brasileiro, o trabalho de Conceição ganhou projeção nacional, e ele foi levado à Espanha pela Fundação Gaudí para conhecer as edificações do mestre catalão.</p>
<p>Atualmente, a Casa de Pedra, como é conhecida em Paraisópolis, recebe muitas visitas turísticas de estudantes de arquitetura, pesquisadores e arquitetos do mundo inteiro. Há tanto interesse pela obra arquitetônica de Conceição que as visitas precisam ser agendadas com antecedência.</p>
<p>Além de Conceição, Flavia Liz procura promover outros artistas, como Berbela, que transforma sucata mecânica em peças de arte, Antenor Clodoaldo, que construiu sua casa com garrafas pet. Para a guia de turismo, o importante de mostrar a favela para os estrangeiros é desconstruir estereótipos e revelar novos talentos.</p>
<p><strong>Mais informações: <a href="http://www.flavializ.com/" target="_blank">www.flavializ.com</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Oferta de frutas é similar em regiões ricas e pobres de SP</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/saude-2/oferta-de-frutas-e-similar-em-regioes-ricas-e-pobres-de-sp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência USP de Notícias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2016 15:51:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Frutas]]></category>
		<category><![CDATA[FSP]]></category>
		<category><![CDATA[Hábitos alimentares]]></category>
		<category><![CDATA[Hortaliças]]></category>
		<category><![CDATA[IDH]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[A conclusão é feita no estudo da nutricionista Julia Mercedes Pérez Florido, que verificou a presença de tipos de frutas existentes em feiras livres e supermercados da cidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP revela que a disponibilidade de frutas e hortaliças frutosas (que dão frutos), na cidade de São Paulo, é semelhante em bairros com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) alto e baixo.</p>
<p>A conclusão é feita no estudo da nutricionista Julia Mercedes Pérez Florido, que verificou a presença de tipos de frutas existentes em feiras livres e supermercados da cidade. A pesquisa também procurou identificar a informação nutricional existente sobre cada tipo de fruta.</p>
<p>Com base nos resultados, a nutricionista sugere que o consumidor escolha tipos variados, pois cada fruta possui diferentes concentrações de micronutrientes essenciais para a saúde, como vitaminas e antioxidantes.</p>
<p>As frutas e hortaliças pesquisadas mais adquiridas em São Paulo, de acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram: banana, laranja, mamão, maçã, abacaxi, tomate, abóbora, pepino, pimentão e berinjela.</p>
<p>“Para cada fruta foram definidos grupos de mercado, conforme o formato, tamanho e textura, obedecendo os critérios da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e do Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (MAPA)”, aponta Julia. “No caso da banana, por exemplo, são seis tipos, da terra, nanica, prata, ouro, figo e maçã. Os grupos de mercado foram identificados e registrados em visitas aos vendedores da Ceagesp, em São Paulo”.</p>
<p>As informações sobre disponibilidade de informações nutricionais foram obtidas na <em>Tabela Brasileira de Composição de Alimentos</em> (TBCA/USP e TACO), nas Fontes Brasileiras de Carotenoides e em publicações técnicas. A nutricionista visitou 73 estabelecimentos (55 supermercados e 18 feiras livres) em duas ocasiões, nos anos de 2014 e 2015.</p>
<p>Dos 96 distritos da cidade de São Paulo, foram selecionados: seis com IDH alto, seis com IDH médio e seis com IDH baixo. “Não houve diferenças significativas nos preços de um ano para outro”, destaca a nutricionista. “Independente do IDH da região, em quase 100% dos locais de venda estavam presentes os seguintes grupos de mercado: banana-nanica e banana-prata, laranja-pera, maçã-gala e abacaxi-pérola, entre as frutas, e pimentão-verde e berinjela comum, entre as hortaliças frutosas”.</p>
<p>Em regiões com o mesmo IDH, a variedade de tipos de frutas e hortaliças frutosas era maior nas feiras livres do que nos supermercados, diferença também verificada nos preços. “Numa área de IDH alto, o quilo do tomate tipo grape custava em média R$ 16,90 na feira e R$ 25,30 no supermercado”, afirma Julia.</p>
<p>O estudo apurou que a disponibilidade de frutas nos bairros com IDH alto e baixo é elevada e semelhante, ainda que seja inferior nas regiões de IDH médio. “Esse dado nos surpreendeu, já que a diversidade de frutas e hortaliças foi semelhante entre os distritos de baixo e alto IDH, mostrando que os distritos menos favorecidos possuem também elevada diversidade, o que é muito positivo”.</p>
<h2>Informações nutricionais</h2>
<p>A pesquisa apontou a ausência de informações nutricionais para alguns grupos de mercado, como no caso da berinjela. “Nas fontes consultadas, só há dados sobre a berinjela comum. Não há nenhum tipo de informação, como o teor de fibras e de vitaminas A e C dos demais cinco grupos de mercado comercializados em São Paulo: japonesa roxa, japonesa preta, branca, conserva e redonda”, ressalta Julia. “Essa lacuna precisa ser preenchida por pesquisas de composição nutricional que incluam os grupos de mercado disponíveis no comércio”.</p>
<p>Segundo a nutricionista, ao saber o valor nutricional de cada tipo de fruta, os nutricionistas podem fazer indicações conforme a necessidade do paciente. “Por exemplo, de acordo com os dados levantados, a banana-terra tem 39 vezes mais vitamina A que a banana-maçã e 30 vezes mais que a banana-nanica. A banana-prata tem o dobro de cálcio que a banana-maçã, ou seja, cada grupo tem sua peculiaridade”, afirma.</p>
<p>Julia sugere que a compra seja feita sempre que possível em feiras livres, pois a variedade é maior do que nos supermercados. “O consumidor também precisa variar os tipos de uma mesma fruta, pois terá maior diversidade de micronutrientes e vai incentivar a produção alimentar, pois a maior parte das frutas e hortaliças frutosas vem de pequenas propriedades”.</p>
<p>Outra sugestão para os consumidores é dar preferência ao consumo de frutas da época, pois as condições de temperatura e chuvas nas regiões de cultivo influenciam nas concentrações de nutrientes.</p>
<p>“Um exemplo é o mamão-formosa cultivado na Bahia, que possui níveis elevados de concentração de carotenoides, substâncias que combatem os radicais livres no organismo, prevenindo a ocorrência de doenças degenerativas”, diz Julia. “A maior incidência do sol na Bahia faz com que o mamão tenha mais carotenoides do que a fruta do mesmo tipo cultivada em São Paulo”.</p>
<p>A nutricionista aponta que as conclusões da pesquisa podem servir de estímulo aos desenvolvedores de sementes para criarem cultivares não apenas resistentes a pragas, mas também ricos em nutrientes.</p>
<p>“A pesquisa constatou que o tomate do tipo grape possui maior concentração de licopeno, um composto antioxidante associado à prevenção do câncer”, afirma. “Esse grupo de mercado surgiu a partir do cultivar BRS Zamir, desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com o objetivo de produzir um tomate com altos teores de licopeno”.</p>
<p>A pesquisa foi orientada pela professora Deborah Helena Markowicz Bastos e está descrita em dissertação de mestrado apresentada na FSP no último dia 15 de outubro.</p>
<p><em>Júlio Bernardes / Agência USP de Notícias</em></p>
<p><strong>Mais informações: email <a href="mailto:menche.julia@gmail.com" target="_blank">menche.julia@gmail.com</a></strong></p>
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		<title>Mudança no crime organizado ajudou a reduzir homicídios</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/sociedade/mudanca-no-crime-organizado-ajudou-a-reduzir-homicidios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornal da USP]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Dec 2015 14:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Paes Manso]]></category>
		<category><![CDATA[Building Democracy Daily]]></category>
		<category><![CDATA[crime organizado]]></category>
		<category><![CDATA[Homicides Rates in São Paulo – An examination of trends from 1960 to 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Homicídio]]></category>
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		<category><![CDATA[Núcleo de Estudos da Violência]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[Em seu trabalho no Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP, o pesquisador Bruno Paes Manso busca explicar por que o número de homicídios na cidade de São Paulo caiu 76%, passando de 64,8, em 2000, para 15,4 homicídios por 100 mil habitantes, em 2012.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em seu trabalho no Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP, o pesquisador Bruno Paes Manso busca explicar por que o número de homicídios na cidade de São Paulo caiu 76%, passando de 64,8, em 2000, para 15,4 homicídios por 100 mil habitantes, em 2012.</p>
<p>Segundo ele, essa redução pode ser explicada como um processo que passa por diferentes cenários na capital, desde a tolerância a assassinatos na década de 1960 até mudanças na forma de atuação do crime organizado. Os resultados da pesquisa de Manso estão em seu livro<em> Homicides Rates in São Paulo – An examination of trends from 1960 to 2010</em>, que será lançado nos Estados Unidos, em 2016, pela editora norte-americana Springer.</p>
<p>Até a década de 1960, as taxas de homicídios sempre foram inferiores a 10 por 100 mil habitantes, destaca Manso. “Eram homicídios no estilo do dramaturgo Nelson Rodrigues, por motivos passionais. As pessoas eram mortas dentro de casa, era marido que matava a mulher, casos geralmente relacionados a integrantes de família.”</p>
<p>A partir da segunda metade dos anos 1960, essa cena mudou. “É a época do esquadrão da morte, da Polícia Militar e da Rota passando nas periferias, do extermínio de pessoas ameaçadoras ou vistas como potencial ameaça. Tudo isso faz com que o homicídio seja visto como uma solução e não como problema, desencadeando processos de multiplicação, porque, a partir do momento em que o homicídio é tolerado, pessoas que se sentem vulneráveis passam a matar ao invés de chamar a polícia. Iniciam-se vinganças, ciclos de conflitos e, nesse contexto, os homicídios se multiplicam”, explica Manso.</p>
<h2>Irmão contra irmão</h2>
<p>Nos anos 2000, as próprias pessoas que cometiam homicídios passam a rever o que está sendo feito, porque homens jovens da periferia estão vivendo uma situação de autoextermínio, segundo Manso. Os criminosos começam a discutir esse processo até nas letras de hip-hop e entre as próprias facções criminosas. “Eles não querem mais que irmão mate irmão. Os assassinatos causam prejuízo para o crime. Essa revisão sobre o que anda acontecendo cria a possibilidade de um novo contrato, feito dentro das prisões e gerado a partir do aprisionamento em massa. É nesse momento que o PCC passa a mediar os conflitos, controlando as pessoas dentro e fora das prisões.”</p>
<p>Surge então um novo tipo de crime – o tráfico de drogas. Diferentemente dos anos 1990, quando o roubo a banco era valorizado como crime em São Paulo, o tráfico de drogas estabelece a formação de parcerias e faz com que o diálogo seja necessário entre as pessoas que participam do crime.</p>
<p>O pesquisador lembra que, dentro das prisões, o tráfico é o principal crime que permite aos criminosos continuarem faturando e a política de aprisionamento em massa acaba gerando um novo gerenciamento do crime. “O celular transforma a prisão em um escritório criminal, gerando outro tipo de gestão do crime. Esse processo foi induzido pelas políticas públicas de aprisionamento em massa e de combate ao crime, e acabou dando oportunidade para o crime criar um novo tipo de acordo e relações. O assassinato, que só causa prejuízo para o crime, foi deixado de lado e os criminosos passaram a lucrar com as vendas de drogas.”</p>
<p>Essa nova cena criminal em São Paulo provoca uma paz tensa, ressalta Manso. Isso porque, ao mesmo tempo em que contribui para a redução dos homicídios – e faz com que São Paulo seja a segunda capital menos violenta do Brasil, atrás apenas de Florianópolis (SC) –, alimenta uma liderança criminosa forte. De acordo com Manso, essa liderança tem capacidade de coagir juízes, promotores e policiais, embora não mate mais. “Há outros desafios na criminalidade”, analisa.</p>
<p>Outros fatores que também contribuem para a redução do número de homicídios na capital, segundo Manso, são o envelhecimento das pessoas, a diminuição do número de armas em circulação, o aumento do aprisionamento e a melhoria das técnicas policiais.</p>
<p>“Compreender a situação de São Paulo estimula a pensar sobre novas possibilidades de se resolver os problemas de violência”, afirma Manso. “Por enquanto, bate-se sempre na mesma tecla: polícia e prisão, mas há outras formas de trabalhar, de enxergar o problema, que passam por outras secretarias, lideranças, construção e fortalecimento de laços com a comunidade”, reflete.</p>
<h2>Legitimidade da polícia</h2>
<p>Um dos projetos em andamento no Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP atualmente é intitulado <em>Building Democracy Daily: Human Rights, Violence and Institutional Trust</em>, que tem como objetivo analisar como a legitimidade de instituições fundamentais para a democracia é construída ou comprometida.</p>
<p>Um dos pesquisadores ligados ao projeto é André Zanetic. Em suas pesquisas, ele quer entender como a legitimidade das instituições públicas de segurança é construída ou minada cotidianamente, explorando as relações estabelecidas entre cidadãos e servidores públicos, em São Paulo. “O grande foco são a confiança e a legitimidade das instituições policiais, como isso é construído. Há diversas variáveis, que vão desde a estratificação populacional até a violência policial”, diz Zanetic.</p>
<p>Questões relacionadas à impunidade também são avaliadas na pesquisa de Zanetic. Ele busca mostrar como a impunidade se relaciona a essas crenças e como se formam valores com relação ao funcionamento das instituições públicas de segurança.</p>
<p><em>Izabel Leão / Jornal da USP</em></p>
<p><strong>Mais informações: (11) 3091-4965, email<a href="imprensa@nevusp.org" target="_blank"> imprensa@nevusp.org</a></strong></p>
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		<title>Doutorado defendido na FAU dá origem a livro e ganha prêmio da Academia Paulista de História</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/sociedade/doutorado-defendido-na-fau-da-origem-a-livro-e-ganha-premio-da-academia-paulista-de-historia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2015 20:40:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Alemães]]></category>
		<category><![CDATA[Cidade]]></category>
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		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Tijolo sobre tijolo]]></category>
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					<description><![CDATA[O livro é de autoria da arquiteta Adriane Acosta baldin. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O livro <em>Tijolo sobre tijolo &#8211; os alemães que construíram São Paulo </em>(Editora Prismas), da arquiteta Adriane Acosta Baldin, recebeu o Prêmio Literário Carbia e Celestino Bourroul 2015, concedido pela Academia Paulista de História.</p>
<p>A obra, fruto de seu doutorado defendido na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, foi eleito o melhor livro editado sobre São Paulo no ano de 2014. A cerimônia de premiação aconteceu no dia 2 de dezembro, em São Paulo.</p>
<p>Leia <a href="http://www.usp.br/agen/?p=211179" target="_blank">neste link</a> matéria sobre a pesquisa que originou o livro.</p>
<p><strong>Mais informações: email <a href="mailto:adrianebaldin@usp.br" target="_blank">adrianebaldin@usp.br</a></strong></p>
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		<title>Pesquisadores debatem imigração internacional recente para São Paulo</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/sociedade/pesquisadores-debatem-imigracao-internacional-recente-para-sao-paulo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Denis Pacheco]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2015 19:50:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[USP Online Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[GEMTTRA]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo de Estudos Gênero Mulheres e Temas Transnacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Imigração]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Quinteiro]]></category>
		<category><![CDATA[Migração]]></category>
		<category><![CDATA[Núcleo de Pesquisa em Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[NUPPs]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal20150812_1.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" />Palestras discutiram as causas da imigração e relataram como os imigrantes são tratados no Brasil. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/portal20150812_1.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" /><p>Na declaração que encerrou o terceiro <em>Fórum Social Mundial das Migrações</em>, realizado na Espanha em 2008, migrantes, desalojados e refugiados de diversos países e organizações pontuaram que um “mundo sem muros é condição essencial para construir outro mundo possível”.</p>
<p>A necessidade de se construir uma nova realidade ainda se faz presente no Brasil de hoje, num mês que teve como notícia nas páginas dos jornais de sua maior cidade relatos de agressões a imigrantes. No centro de São Paulo, haitianos circulavam pelas ruas quando foram baleados por projéteis de chumbinho. O motivo especulado: xenofobia.</p>
<p>No último dia 11 de agosto, o Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas (NUPPs) e o Grupo de Estudos Gênero, Mulheres e Temas Transnacionais (Gemttra), ambos da USP, realizaram o seminário <em>Imigração Internacional Recente para São Paulo</em> na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. No evento, foram ministradas sete palestras abordando as causas da imigração e como os imigrantes são recebidos e tratados no Brasil. Ao final, abriu-se um espaço para o debate entre os palestrantes e a plateia.</p>
<p>Para a coordenadora do Gemttra, a professora Maria Quinteiro, a ocasião teve dois objetivos principais. O primeiro era ressaltar o papel da conexão entre o trabalho acadêmico e o trabalho de militância realizado por ONGs e entidades religiosas junto aos imigrantes. O segundo era reforçar a importância de se evidenciar as graves violações de direitos sofridos durante o processo de imigração. &#8220;Quanto mais se falar, mais se diagnosticar, mais se apresentarem propostas, mais será encurtado o processo que levará a um bom termo as demandas de imigração no Brasil&#8221;, afirmou ela.</p>
<h3><b>Uma realidade histórica</b></h3>
<figure id="attachment_96532" aria-describedby="caption-attachment-96532" style="width: 400px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-96532" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal20150812_2.jpg" alt="Foto: Cecília Bastos / Jornal da USP" width="400" height="267" data-id="96532" /><figcaption id="caption-attachment-96532" class="wp-caption-text">Foto: Cecília Bastos / Jornal da USP</figcaption></figure>
<p>De acordo com os dados do último Censo Demográfico, realizado em 2010, e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de imigrantes que, vindos de outros países, viviam no Brasil há pelo menos cinco anos e em residência fixa chegou a 286.468. O número foi 86,7% maior do que o encontrado pelo Censo Demográfico de 2000, quando foram registrados 143.644 imigrantes na mesma situação.</p>
<p>Alicerçada pelas conclusões dos diversos estudos apresentados durante o encontro, para a professora, o objetivo maior da imigração é “melhorar de vida”. Em São Paulo, descreveu ela, os imigrantes são em sua maioria pessoas pobres, discriminadas, geralmente negros, que buscam ajuda de abrigos, organizações religiosas, e moram nos bairros centrais e periferias da cidade.</p>
<p>“O Brasil ao longo da sua história teve várias políticas e estratégias migratórias”, relembrou a pesquisadora ao mencionar que após a abolição, uma das prioridades do governo vigente era substituir o trabalho escravo pelo trabalho livre de imigrantes europeus. A chamada “imigração familiar” foi, por muitos anos, prioritária pelo governo. Fundamentada em uma concepção eugênica de “embranquecimento da população”, a política da época acreditava que a introdução de cidadãos europeus via subvenção estatal renderia frutos “positivos” para o País. Fato que jamais corroborou com a realidade dos migrantes que, vindos da Itália e outros países europeus, também fugiam de situações críticas, pobreza extrema e não tinham qualquer preparo especial para o trabalho aqui.</p>
<h3><b>Migrações em fluxo</b></h3>
<figure id="attachment_96533" aria-describedby="caption-attachment-96533" style="width: 400px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-96533" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal20150812_3.jpg" alt="Foto: Cecília Bastos / Jornal da USP" width="400" height="267" data-id="96533" /><figcaption id="caption-attachment-96533" class="wp-caption-text">Foto: Cecília Bastos / Jornal da USP</figcaption></figure>
<p>Com o passar dos anos e o aumento do fluxo internacional de migrações, o Brasil permanece como rota de diversos países, sem necessariamente acomodar suas políticas e legislação para essa nova realidade. A chamada “Lei de Imigração”, datada da época da ditadura militar, ainda restringe a vinda de estrangeiros.</p>
<p>Para Berenice Young, mestre em Psicologia Social e psicóloga do Serviço Psicossocial do Eixo Saúde na Missão Paz &#8211; uma organização missionária que acolhe imigrantes e refugiados em São Paulo -, compreender quem são esses estrangeiros é questão fundamental. Em estudo realizado na primeira década dos anos 2000, Berenice entrevistou 86 hispano-americanos que deixaram seus países em troca de uma nova vida no Brasil.</p>
<p>A maioria dos entrevistados eram homens (64%), com idade entre 20 e 40 anos, nascidos na Bolívia, Peru e Chile. Com graus de escolaridade variados (incluindo cursos técnicos e formação superior), muitos argumentavam que questões econômicas foram a principal motivação para a migração. Entretanto, fugas em detrimento de relacionamentos pessoais, discriminação e até mesmo luto estavam entre os motivos que os levaram a deixarem seus países de origem.</p>
<p>&#8220;Os motivos que essas pessoas sul-americanas deram para estarem no Brasil formam um leque muito maior dos supostos geralmente concebidos”, acredita Berenice, destacando também que a maioria dos entrevistados declarou se sentir numa situação melhor aqui do em seus países de procedência. Contudo, para a especialista ainda falta muito para mapear todas as motivações dos migrantes.</p>
<p>Também trabalhando junto à Missão Paz, a advogada especialista em Direitos Humanos, Eliza Donda, revelou que, além do acolhimento físico e psicológico, os migrantes que chegam ao Brasil requisitam assistência jurídica para lidar com inúmeras questões que podem ir desde a legalização de suas presenças no Brasil até a ordem pessoal, familiar. Segundo a advogada, de 2013 até maio de 2015, foram atendidas pelo setor jurídico da Missão Paz mais de 900 pessoas. Dentre elas, os quatro maiores grupos atendidos incluem angolanos, congoleses, bolivianos e, recentemente, haitianos.</p>
<h3><b>A situação do Haiti</b></h3>
<p>Conforme afirmou o haitiano Marc Elie Pierre, que estudou diplomacia na ANDC &#8211; Academie Nationale Diplomatique et Consulaire em Porto Príncipe e participou do documentário <em>Utopia</em>, realizado pelo SESC &#8211; Santo Amaro/Funarte, em 2013, entender a situação do Haiti é crucial para compreender a chegada de migrantes ao Brasil. Primeiro país do mundo a abolir a escravidão em 1794 e obter sua independência na América Latina, o Haiti teve que lidar com uma ocupação americana que motivou uma das primeiras diásporas migratórias entre 1915 e 1934.</p>
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<p>Quando governado por François Duvalier, o Papa Doc, o país sofreu nas mãos de uma implacável ditadura que, desde 1957, levou a uma nova fuga de parte da população até o final da década de 1980, quando após uma sucessão de golpes, o país conseguiu restaurar sua democracia. Entretanto, a paz do Haiti continuou instável nas décadas seguintes até que o terremoto de 2010 devastou boa parte do país, sendo um dos responsáveis pelo novo levante migratório.</p>
<h3><b>Um quadro constante</b></h3>
<p>Trabalhando com a população negra, em especial vinda de países africanos, mas também haitianos e países latinos, Alex André Vargem, membro do Instituto do Desenvolvimento da Diáspora Africana no Brasil, foi taxativo ao afirmar que os imigrantes negros dessa “nova leva” estão sofrendo diversas violências físicas e simbólicas, em especial, no seio das entidades responsáveis por acolhê-los.</p>
<p>“Os primeiros africanos que vieram para o Brasil após a escravidão chegaram nas décadas de 1960 e 1970, pós-independência de países na África. Em seguida, vieram os refugiados de governos em crise, nos anos 1980”, descreve Alex. Atualmente, muitos dos novos migrantes são jovens estudantes que vêm ao país por meio de acordos bilaterais entre Brasil e países africanos. “Muitos deles &#8211; em torno de 6 mil entre 2010 e 2013 &#8211; são estudantes de universidades públicas”, relata.</p>
<p>Entretanto, apesar de chegarem tecnicamente amparados pelo Estado, esses jovens têm que enfrentar, dentro das próprias universidades e comunidades nas quais estão inseridos, uma série de violências motivadas por xenofobia e preconceito. Citando, entre diversos casos, um incêndio criminoso ocorrido em um alojamento de estudantes africanos na Universidade de Brasília em 2007 e o assassinato da estudante angolana Zulmira Cardoso no bairro do Brás em 2012, Alex reiterou o fato de que a sociedade não se dá conta dessas violações. “Não são ações isoladas. É um quadro constante”, defende ele.</p>
<figure id="attachment_96534" aria-describedby="caption-attachment-96534" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-96534" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/portal20150812_4.jpg" alt="Foto: Cecília Bastos / Jornal da USP" width="700" height="252" data-id="96534" /><figcaption id="caption-attachment-96534" class="wp-caption-text">Foto: Cecília Bastos / Jornal da USP</figcaption></figure>
<h3><b>Novas políticas para um novo mundo</b></h3>
<p>Entre levantamentos sobre o aumento da presença de migrantes de países islâmicos no Paraná, a chegada de refugiados escondidos em porões de navios na costa brasileira e os perigos do tráfico de pessoas que não apenas passam pelo Brasil, mas se alimentam de populações pobres no interior do País, os participantes do seminário destacaram que, dentre as várias causas para o fluxo migratório acelerado está a globalização da economia. Para a pesquisadora citada da Unesco, Mary Garcia Castro, a globalização “não só potencializa que muitos migrem em busca de oportunidades de mobilidade social e melhores condições de vida, mas também amplia a distância entre os que têm e os que não têm”.</p>
<p>Os artigos 13 e 14 da Declaração Universal dos Direitos Humanos preconizam que todas as pessoas têm o direito à liberdade de se moverem dentro das fronteiras de cada Estado, assim como livremente circular no interior de um país. Para os presentes no seminário, no Brasil, ainda falta identificar quem de fato faz parte do todo.</p>
<p>Segundo a organizadora do evento, Maria Quinteiro, se faz cada vez mais necessária a criação de uma lei atualizada que dê conta da realidade migratória contemporânea. Para ela, “o Estado deve garantir a proteção devida em consonância com acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário”.</p>
</div>
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		<title>São Paulo mantém segregação espacial elevada</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/sociedade/sao-paulo-mantem-segregacao-espacial-elevada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2015 18:55:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[CEM]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Estudos da Metrópole]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade USP]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Marques]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Segregação Espacial]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma pesquisa feita pelo CEM, baseados em dados sobre escolaridade, emprego e renda na cidade, revela que a segregação é hierárquica em termos sociais. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Júlio Bernardes / Agência USP de Notícias</em></p>
<p>A segregação espacial na cidade de São Paulo se manteve em patamar muito elevado entre 2000 e 2010, constata pesquisa do Centro de Estudos da Metrópole (CEM), núcleo de pesquisa ligado a USP. Embora o perfil dos moradores da periferia tenha se tornado mais heterogêneo, as classes mais altas tendem a se isolar em áreas de elite, num processo denominado evitação social. O estudo se baseia em dados sobre escolaridade, emprego e renda na cidade e revela que a segregação é hierárquica em termos sociais. As conclusões do trabalho farão parte do do livro <em>A metrópole de São Paulo no século XXI: espaços, desigualdades, heterogeneidades</em>, a ser lançado em maio.</p>
<p>“A pesquisa confirmou resultados já amplamente estabelecidos que sustentam que São Paulo é intensamente segregada na escala da metrópole”, afirma o professor Eduardo Marques, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e pesquisador do CEM, que coordenou o trabalho. O estudo construiu uma divisão da metrópole em espaços considerando os perfis de presença das várias classes sociais em cada uma das áreas de ponderação nas quais a cidade é dividida para a realização do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísica (IBGE).</p>
<p>“Isso foi feito considerando ás áreas dos Censos de 2000 e de 2010, de forma a ser possível compará-los. Assim, por exemplo, os habitantes dos espaços de elite apresentavam em 2010 renda 3,5 vezes superior à da média da metrópole, enquanto os de espaços de trabalhadores manuais tinham renda igual à metade da média metropolitana”, observa Marques. “Entre esses habitantes, 47% deles era empregador ou profissional de nível alto, enquanto essas categorias alcançavam apenas 3,5% no espaço dos trabalhadores manuais”.</p>
<p>Sob o ponto de vista da estrutura ocupacional, ocorreu aumento da presença relativa de profissionais e de camadas médias, assim como queda das classes de trabalhadores manuais, embora essas ainda sejam amplamente predominantes. “Não foram verificados sinais de polarização espacial. Entretanto, os espaços das elites tenderam a se tornar ainda mais seletivos, enquanto as periferias se tornaram mais heterogêneas socialmente”, ressalta o professor. “As mudanças na estrutura social não são compatíveis nem com hipóteses de terceirização nem de desindustrialização da metrópole, embora para se falar especificamente sobre isso seria necessário realizar outros estudos analisando a dinâmica da atividade econômica”.</p>
<h2>Heterogeneidade das periferias</h2>
<p>Em São Paulo, a presença relativa de classes altas nos espaços de elite aumentou na década, por exemplo, ao mesmo tempo em que a participação das classes de trabalhadores manuais se reduziu nos espaços periféricos. “A distribuição clássica dos grupos sociais na cidade, assim como nas demais metrópoles latino-americanas, indica os grupos mais ricos e escolarizados nas áreas centrais, dotadas de infraestrutura, e grupos de baixa renda nas áreas periféricas marcadas por precariedade”, afirma Marques. “Esse padrão não se inverteu, e nem isso seria possível, considerando a inércia dos espaços construídos, mas vem sendo transformado paulatinamente com a crescente heterogeneidade das periferias”.</p>
<p>De acordo com o professor, processos localizados de construção dos espaços se tornam cada vez mais relevantes para compreender as transformações em curso. “Isso se deve à crescente presença do Estado nessas periferias, embora ainda com grandes diferenciais de qualidade, e à construção de condomínios fechados, dois processos já bastante presentes nos anos 1990”, relata, “mas também a processos de mobilidade ascendente e de produção do mercado imobiliário formal em áreas periféricas, algo relativamente novo nos anos 2000”.</p>
<p>Segundo Marques, nenhum dos dois processos é irreversível, porém a metrópole está com certeza mais diversificada. “Os grandes desafios para o Estado na produção de uma cidade menos desigual parecem ser manter o padrão de expansão dos serviços públicos para áreas periféricas, melhorar a sua qualidade e desenvolver políticas de combate à segregação”, conclui.</p>
<p>O artigo<em> Estrutura Social e Segregação em São Paulo </em>fará parte do livro <em>A metrópole de São Paulo no século XXI: espaços, desigualdades, heterogeneidades</em>, organizado pelo professor da FFLCH, que será lançado em maio pelo CEM, em parceria com a Editora Unesp, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O trabalho faz parte de uma pesquisa sobre pardrões de governança em grandes metrópoles, realizada com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e descrita <a href="https://politicadourbanocem.wordpress.com/">neste link</a> . O CEM, sediado  na USP e no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão da Fapesp.</p>
<p><strong>Mais informações: (11) 3091-2097, email <a href="mailto:ximena@cmetropole.org.br" target="_blank">ximena@cmetropole.org.br</a>, na Assessoria de Imprensa do CEM</strong></p>
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		<item>
		<title>Dossiê da Revista USP propõe olhar sobre a multiplicidade da metrópole</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/sociedade/dossie-da-revista-usp-propoe-olhar-sobre-a-multiplicidade-da-metropole/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aline Naoe]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2015 22:10:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[USP Online Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade USP]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista USP]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Urbanização]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www6.usp.br/?p=89294</guid>

					<description><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/revista-usp-metropole-960x480.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" />Edição 102 da revista traz o dossiê “Metrópoles”, com textos produzidos por especialistas de diversas formações sobre algumas das questões que habitam a cidade de São Paulo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="960" height="480" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/revista-usp-metropole-960x480.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" /><figure id="attachment_89310" aria-describedby="caption-attachment-89310" style="width: 473px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-89310" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/18112014-525x350.jpg" alt="18112014" width="473" height="315" srcset="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/18112014-525x350.jpg 525w, https://www5.usp.br/wp-content/uploads/18112014.jpg 1772w" sizes="(max-width: 473px) 100vw, 473px" /><figcaption id="caption-attachment-89310" class="wp-caption-text"><span class="uspcredito">Foto: Marcos Santos / USP Imagens</span></figcaption></figure>
<p dir="ltr">Compreender os fenômenos que definem uma cidade como São Paulo exige um distanciamento que dê conta de toda sua complexidade, mas também uma aproximação que permita enxergar mais atentamente algumas das tantas questões que a compõem. O dossiê “Metrópoles” da <strong>Revista USP</strong> traz, através de textos produzidos por especialistas de diversas formações, um recorte que descreve este território a partir das tensões criadas pelos megaeventos esportivos, da produção cultural dos jovens das periferias, do surgimento de novos serviços e atividades, das mudanças proporcionadas por obras de infraestrutura, entre outros temas de relevância na vida desta referência brasileira de metrópole.</p>
<p>A publicação, que chega agora à sua 102ª edição, traz sempre um assunto em destaque na seção Dossiê. “O tema da cidade é inesgotável e fascinante, está sempre na ordem do dia”, afirma Francisco Costa, editor da <strong>Revista USP</strong>. Em 1990, inclusive, na edição número 5 da revista, o dossiê trazia o tema “Cidades”. Para o jornalista, desde então muitas mudanças aconteceram em São Paulo, por exemplo nas questões da logística, mobilidade e violência.</p>
<blockquote><p>Fluxos e porosidades são as novas metáforas elaboradas para descrever os territórios metropolitanos.</p></blockquote>
<p>A nova edição da revista, que reflete sobre a cidade mais de 20 anos depois, é organizada pelas professoras Maria Cristina da Silva Leme e Ana Lucia Duarte Lanna, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. “Nos textos reunidos no neste dossiê, emerge a percepção sobre um território cujos limites e fronteiras se confundem e esvanecem em formas novas de sociabilidade. Fluxos e porosidades são as novas metáforas elaboradas para descrever os territórios metropolitanos”, afirmam as organizadoras na apresentação do dossiê. “Os fluxos não destroem a cidade, mas impedem sua compreensão como objeto totalmente apreensível. Trata-se de reconhecer conexões e práticas que revelem as múltiplas existências da metrópole”, concluem.</p>
<h2>Olhares sobre a cidade</h2>
<figure id="attachment_89311" aria-describedby="caption-attachment-89311" style="width: 330px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-89311" src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/24032010SaoPaulocidades001-330x190.jpg" alt="24032010SaoPaulocidades001" width="330" height="190" /><figcaption id="caption-attachment-89311" class="wp-caption-text"><span class="uspcredito">Foto: Marcos Santos / USP Imagens</span></figcaption></figure>
<p>Em <em>A metrópole sob o olhar do antropólogo</em>, o professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e coordenador do Núcleo de Antropologia Urbana (NAU) da USP, José Guilherme Cantor Magnani, apresenta questionamentos e estratégias sobre como o antropólogo pode usar o método etnográfico para estudar a realidade das cidades, em especial a de escala metropolitana, em toda sua complexidade. O autor recupera a experiência da Expedição São Paulo 450 anos, que durante uma semana percorreu a cidade observando sua dinâmica através de edificações, a ocupação dos bairros, o traçado viário e conversas com moradores.</p>
<p>Outro artigo  do dossiê, de autoria da professora Teresa Pires do Rio Caldeira, reflete sobre a reprodução das desigualdades de gênero na produção cultural da periferia. Para a professora do Departamento de Planejamento Urbano e Regional da Universidade da Califórnia, em Berkeley, “a nova produção artística oriunda das periferias de São Paulo representa de maneira poderosa seus jovens moradores, articulando suas denúncias de desigualdades e injustiças, e afetando o caráter do espaço público”. Entretanto, comenta também que essa nova produção acaba recriando estereótipos e hierarquias de gênero.</p>
<p>Ao todo, sete artigos lançam olhares sobre a cidade de São Paulo. &#8220;As diversas visadas sobre esse objeto nomeado, vivido, pensado por tantas perspectivas constituem o marco de origem da proposta deste dossiê&#8221;, afirmam as organizadoras.</p>
<h2 dir="ltr">Textos e livros</h2>
<figure id="attachment_89330" aria-describedby="caption-attachment-89330" style="width: 383px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-89330   " src="https://www6.usp.br/wp-content/uploads/18032015_capa-525x350.jpg" alt="18032015_capa" width="383" height="256" /><figcaption id="caption-attachment-89330" class="wp-caption-text"><span class="uspcredito">Foto: Marcos Santos / USP Imagens</span></figcaption></figure>
<p>Além do dossiê, que é o carro-chefe da publicação, o número 102 da <strong>Revista USP</strong> traz também as seções Textos, com ensaios diversos, e Livros, que analisa lançamentos ou obras de grande relevância.</p>
<p>Um dos textos é uma entrevista com Raul Joviano do Amaral, um dos líderes da Legião Negra que participou da Revolução de 32. A entrevista é conduzida pelo antropólogo e professor emérito da USP, João Baptista Borges Pereira, e pela professora da Universidade de Brasília (UnB), Ana Lúcia Eduarda Farah Valente.</p>
<p>Atrelado ao tema do dossiê, o professor do Museu Paulista da USP Paulo César Garcez Martins fala sobre a coleção <em>Os Pioneiros da Habitação Social</em>, organizada por Nabil Bonduki e Ana Paula Koury, obra em três volumes dedicada à história da habitação e da arquitetura moderna no Brasil. A seção Livros traz ainda análises dos livros <em>Um Modernismo que veio depois</em>, de Tadeu Chiarelli, e<em> Os Ensinamentos da Loucura</em>, de Heitor O’Dwyer de Macedo.</p>
<p>“A Revista foi feita para mostrar o que é feito na USP e levar isso para sociedade”, afirma o editor Francisco Costa. A próxima edição da <strong>Revista USP</strong> será sobre clima, com organização do professor do Instituto de Física (IF) da USP, Paulo Eduardo Artaxo Netto.</p>
<h2>Serviço</h2>
<p>A <strong>Revista USP</strong>, publicação trimestral da Superintendência de Comunicação Social da USP, pode ser encontrada em São Paulo nas livrarias da Edusp, Livraria da Vila e Livraria Cultura. No Rio de Janeiro, está disponível na Livraria Travessa. Também é possível receber a publicação em casa. Informações sobre assinaturas podem ser consultadas <a href="http://www.usp.br/revistausp/ASSINATURA.htm">neste endereço</a>.</p>
<p>Números anteriores podem ser acessados no <a href="http://www.usp.br/revistausp/NUMEROS-ANTERIORES.htm" target="_blank">site da revista</a> ou no site da publicação no <a href="http://www.revistas.usp.br/revusp/issue/archive" target="_blank">Portal de Revistas USP</a>. Mais informações pelo número (11) 3091-4403 ou email <a href="mailto:revisusp@edu.usp.br">revisusp@edu.usp.br</a></p>
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		<title>Exposição sobre Ramos de Azevedo celebra aniversário de São Paulo</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/cultura/exposicao-sobre-ramos-de-azevedo-celebra-aniversario-de-sao-paulo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Leal]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2015 19:27:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[USP Online Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade USP]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Arquitetura e Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[FAU]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="330" height="190" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/destaque_video2301.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" />A mostra foi planejada por Beatriz Siqueira Bueno e Nestor Goulart Reis, professores da FAU.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="330" height="190" src="https://www5.usp.br/wp-content/uploads/destaque_video2301.jpg?x34176" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" /><p>Integrando as comemorações do aniversário da cidade de São Paulo, o Centro Cultural Correios recebe a exposição “Escritório Ramos de Azevedo: a arquitetura e a cidade”. A mostra, que fica aberta até o dia 17 de março, tem curadoria da professora Beatriz Siqueira Bueno e consultoria do professor Nestor Goulart Reis, ambos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.</p>
<p>A exposição tem a intenção de trazer à tona os trabalhos do arquiteto Ramos de Azevedo e seus parceiros sob uma nova perspectiva, frisando o caráter inovador de todas as obras pelas quais foram responsáveis.</p>
<p>Confira no vídeo a seguir:</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/grD9kMApVYM?rel=0" height="480" width="640" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>ou no link: http://youtu.be/grD9kMApVYM</p>
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		<title>Estudo da FSP investiga afastamento do trabalho por transtornos mentais</title>
		<link>https://www5.usp.br/noticias/saude-2/estudo-da-fsp-sobre-ausencia-no-trabalho-e-transtornos-mentais-e-publicada-em-periodico-internacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2015 20:19:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade USP]]></category>
		<category><![CDATA[Departamento de Saúde Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Frida Marina Fischer]]></category>
		<category><![CDATA[FSP]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[INSS]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Nacional do Seguro Social]]></category>
		<category><![CDATA[PLoS ONE]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Transtornos mentais]]></category>
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					<description><![CDATA[Os pesquisadores avaliaram a relação entre fatores individuais e condições de trabalho desfavoráveis relatados por trabalhadores que solicitavam benefício auxílio-doença. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Da Agência USP de Notícias</em></p>
<p>Uma pesquisa sobre <a href="http://www.usp.br/agen/?p=136538" target="_blank">ausência no trabalho por motivo de transtornos mentais</a>, do pesquisador João Silvestre da Silva-Júnior, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, foi recentemente publicada na PLOS ONE. A revista é um dos periódicos científicos de maior fator de impacto mundial na área de Saúde e Ciências Médicas. O estudo conduzido na FSP contou com a parceria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).</p>
<p>O manuscrito <a href="http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0115885">Long-Term Sickness Absence Due to Mental Disorders Is Associated with Individual Features and Psychosocial Work Conditions</a> foi baseado na dissertação de mestrado de João Silvestre da Silva-Júnior, apresentada ao Programa de Saúde Pública da FSP. A dissertação esteve sob orientação da professora Frida Marina Fischer, do Departamento de Saúde Ambiental.</p>
<p>Os pesquisadores avaliaram a relação entre fatores individuais e condições de trabalho desfavoráveis relatados por trabalhadores que solicitavam benefício auxílio-doença. O estudo foi conduzido na cidade de São Paulo entre 2011 e 2012 e encontrou uma maior probabilidade de transtornos mentais incapacitantes entre trabalhadores do sexo feminino, de cor de pele branca, com alto nível de escolaridade, com alto consumo de cigarro e álcool, além de presença de diversas comorbidades. Condições de trabalho na qual houve exposição à violência e a estressores psicossociais do trabalho estiveram fortemente associadas aos quadros de desgaste mental, quando comparado a outras doenças.</p>
<p>Os autores concluíram que tanto as características individuais, quanto as condições de trabalho estão relacionadas ao afastamento do trabalho por doenças psiquiátricas. Todavia, reforçam a necessidade de profissionais da área de Saúde e Segurança no Trabalho investigarem condições inadequadas nas empresas para implementação de ações e estratégias preventivas em situações de maior susceptibilidade de adoecimento.</p>
<p>No momento os autores conduzem pesquisa para compreender os facilitadores e barreiras no processo de retorno ao trabalho de pessoas que receberam benefício no INSS por transtornos psiquiátricos.</p>
<p><strong>Mais informações: (11) 97648-4643, email <a href="mailto:silvajunior.js@gmail.com">silvajunior.js@gmail.com</a></strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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