A USP Leste

A interdição da área da USP Leste, foi um dos primeiros desafios enfrentados pelo novo reitor. A crise na USP Leste começou em setembro de 2013, com uma autuação da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) pelo descumprimento de 11 exigências para a descontaminação do solo, que apresentava possíveis riscos à saúde de alunos, professores e funcionários por conta, principalmente, da presença de gás metano no terreno.
A interdição estava prevista em uma decisão judicial de novembro de 2013, na qual a USP tinha um prazo definido para resolver essas exigências. Como o prazo não foi cumprido, o campus foi interditado no dia 9 de janeiro de 2014.

No dia 18 de fevereiro daquele ano, o superintendente do Espaço Físico, Osvaldo Shigueru Nakao, reuniu-se com a comunidade da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), na sala do Conselho Universitário (Co), para apresentar o que estava sendo feito sobre a questão ambiental da área (leia em http://www.usp.br/imprensa/?p=37003).

No dia 21 de fevereiro, o reitor Marco Antonio Zago e o vice-reitor Vahan Agopyan estiveram na USP Leste (veja matéria veiculada pela TV Globo). No encontro que tiveram com alunos após a visita, os dirigentes garantiram os recursos orçamentários necessários para resolver a questão ambiental da Escola.

Foto: Denis Pacheco / USP Imagens
Foto: Denis Pacheco / USP Imagens

Quatro dias depois, o reitor designou uma comissão especial para acompanhar o andamento das providências adotadas para a regularização da situação ambiental da USP Leste e propor medidas pertinentes sobre o tema. Compunham a comissão os docentes Paulo Hilário Nascimento Saldiva, professor de Patologia da Faculdade de Medicina e coordenador do Instituto Nacional de Análise Integrada do Risco Ambiental, que presidiu o grupo; Eugênio Foresti, professor de Engenharia Ambiental da Escola de Engenharia de São Carlos; Alexandre Carlos Penha Delijaicov, professor de Projetos de Edificações da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo; Ana Maria de Oliveira Nusdeo, professora de Direito Ambiental da Faculdade de Direito; e Ricardo Magnus Osório Galvão, professor do Instituto de Física e presidente da Sociedade Brasileira de Física.

No dia 28 de fevereiro do mesmo ano, diante da impossibilidade de se encontrar um espaço físico adequado para abrigar as atividades didáticas desenvolvidas na USP Leste, as Pró-Reitorias de Graduação e de Pós-Graduação, a Superintendência do Espaço Físico da Universidade e a Direção da EACH e da Escola Politécnica emitiram um comunicado sobre o adiamento do início das aulas de graduação e de pós-graduação.

No comunicado foram enfatizadas as ações empreendidas desde o início da gestão até aquele momento para atender às exigências de adequação ambiental da área. As ações compreenderam:

  • A contratação e o início efetivo da instalação de dez bombas fixas para a extração de gases do subsolo das edificações;
  • O encaminhamento para a Cetesb dos resultados da análise de risco à saúde humana do solo superficial, subsuperficial e água subterrânea, realizada por empresa contratada pela USP;
  • O isolamento e revestimento com grama das áreas onde foram depositadas as terras não certificadas.

As aulas de graduação do primeiro semestre tiveram início no dia 24 de março em instalações universitárias da própria USP e de uma instituição particular. No dia 1º de abril de 2014, o reitor enviou a seguinte mensagem à comunidade da USP Leste:

Lamento profundamente que o ano letivo de 2014 dos alunos da USP Leste esteja começando somente agora e, principalmente, fora do campus da USP. Sei das dificuldades e transtornos pelo quais a comunidade está passando e, junto com minha equipe, tenho me dedicado para minimizá-los no curto prazo, ao mesmo tempo em que busco resolver definitivamente o problema do passivo ambiental que encontrei ao assumir a Reitoria.
Desde que fui empossado como reitor, há dois meses, venho trabalhando para atender às exigências técnicas e legais e, dessa maneira, garantir o retorno com segurança ao campus, único local onde é possível desenvolver, na plenitude, as atividades de ensino, pesquisa, cultura e extensão da EACH e do novo curso da Escola Politécnica.
Estou certo de que a Universidade não deu a devida atenção às várias advertências encaminhadas pela Cetesb e deixou de tomar as providências que poderiam ter evitado essa situação que hoje enfrentamos. Com essa afirmação, deixo claro que, nessa nova gestão, a solução dos problemas do campus USP Leste tem prioridade sobre qualquer outro.
Tenham a certeza de que seguiremos trabalhando para garantir o retorno de todos, o mais breve possível, ao nosso campus que, estamos certos, transformaremos em um exemplo de ocupação responsável de um território urbano com problemas ambientais.
Cordialmente,
Marco Antonio Zago, reitor da USP

Após intenso trabalho da Reitoria para atender às exigências técnicas e legais dos órgãos competentes, a área da USP Leste foi liberada no dia 22 de julho. Segundo novo comunicado emitido pelo reitor naquela data, “as medidas continuarão em andamento para resolver o passivo ambiental, de modo a fazer do campus da USP Leste um modelo de ocupação segura e sustentável, em uma área que estaria, de outro modo, inutilizada para ocupação humana. Trabalharemos, em longo prazo, com todos os docentes, alunos e servidores da USP Leste, para fortalecê-la como uma Unidade de Ensino e Pesquisa de grande projeção dentro da Universidade, e que sirva ao mesmo tempo de instrumento de interação da Instituição com essa importante região da cidade”.

Folha de S. Paulo, 23/07/14 (clique para ampliar)
Folha de S. Paulo, 23/07/14 (clique para ampliar)

As aulas do segundo semestre tiveram início em 18 de agosto. Em outubro de 2014, foi realizada a primeira Feira de Profissões da USP Leste (clique aqui para ler a matéria publicada na Sala de Imprensa).

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