Direitos humanos na USP

A Comissão de Direitos Humanos da USP passou a liderar, a partir de dezembro de 2014, iniciativas e a política com relação a casos e denúncias de violações dos direitos da pessoa no âmbito da Universidade.

Os trabalhos da Comissão são assistidos, no que couber, pela Comissão de Ética, pela Procuradoria Geral da USP, pela Ouvidoria da Universidade, pelas Superintendências de Segurança, de Espaço Físico e de Tecnologia de Informação, pelo Núcleo de Estudos da Violência, pelo Núcleo dos Direitos e pelos centros existentes nas Unidades de Ensino e Pesquisa, que tenham por finalidade a defesa de direitos individuais ou coletivos.

Em função de uma série de denúncias sobre supostos casos ocorridos dentro e fora da Universidade, envolvendo a comunidade acadêmica, em 9 de dezembro, o reitor enviou um comunicado a todos os dirigentes da USP e uma nota à comunidade acadêmica. “A Universidade não tem interesse em esconder ou abafar qualquer caso. A Comissão deverá estabelecer uma política preventiva, de educação”, destacou o reitor.

No dia 21 de janeiro de 2015, o reitor participou, na Assembleia Legislativa de São Paulo, de audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as violações dos direitos humanos nas faculdades paulistas.

USP Mulheres

A USP foi uma das dez universidades mundiais escolhidas para fazer parte do movimento solidário “ElesPorElas” [HeForShe], desenvolvido pela UN Women, instituição das Nações Unidas dedicada a projetos na área de igualdade de gêneros e empoderamento das mulheres. A USP é a única universidade latino-americana selecionada.

Eva Blay - um dos principais nomes do feminismo brasileiro – fundou o Nemge (Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero) | Foto: Cecília Bastos
Eva Blay – um dos principais nomes do feminismo brasileiro – fundou o Nemge (Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero) | Foto: Cecília Bastos

O “ElesPorElas” é um movimento global de solidariedade que convoca pessoas de todo o mundo para desenvolver iniciativas e advogar pela igualdade de gêneros. O projeto faz parte do programa “Impacto 10x10x10”, lançado no Fórum Econômico Mundial, em Davos, em janeiro deste ano. O programa reúne 30 líderes mundiais em três setores – público, privado e academia. As Universidades são selecionadas a partir de critérios baseados em sua reputação ética, excelência no serviço público, relevância e alcance global e a boa vontade em usar sua influência para comandar e inspirar mudanças no ensino superior.

“Além das missões tradicionais das Universidades, relacionadas com ensino, pesquisa e extensão, a USP deve ter um papel significativo para promover o progresso social da região. A educação universitária representa uma oportunidade especial para contribuir para a mudança de comportamento, como a erradicação da violência e de todos os tipos de discriminação”, destacou o reitor.

Uma das principais iniciativas da USP, que integra o projeto da ONU, é a criação do Programa “USP Mulheres”. O programa, com escritório no campus de São Paulo, é responsável pela coordenação do relacionamento entre a Administração da Universidade e a comunidade universitária e pela proposição e implementação de iniciativas e projetos voltados para a igualdade de gêneros.

A USP também estabelecerá uma linha de pesquisa interdisciplinar para desenvolver estudos voltados para a diversidade dos aspectos de gênero e o papel do gênero no desenvolvimento urbano. Essa linha será desenvolvida em programas já existentes em centros de pesquisa da Universidade, como o Núcleo de Estudos da Violência e o Centro de Estudos da Metrópole, e como parte de um novo programa de pesquisa do Instituto de Estudos Avançados.

Além da USP, as nove Universidades selecionadas para o “Impacto 10x10x10” foram: Georgetown University; University of Hong Kong; University of Leicester; Nagoya University; Oxford University; Sciences Po; Stony Brook University (The State University of New York); University of Waterloo; e University of the Witwatersrand.

Está previsto para o segundo semestre de 2016 um encontro internacional com a participação das dez Universidades, que terá como tema “Erradicando a violência contra as mulheres nos campi universitários”.

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