Segurança no campus

Foi assinado, no dia 8 de setembro de 2015, o termo de cooperação entre a USP e a Secretaria de Segurança Pública (SSP) que visa à implantação do policiamento comunitário na Cidade Universitária “Armando de Salles Oliveira”, em São Paulo. O documento prevê também o treinamento e aperfeiçoamento da atividade funcional dos integrantes da Guarda Universitária e a criação do Conselho Comunitário de Segurança.

A implantação do policiamento comunitário segue o sistema japonês koban, que se caracteriza por ser um modelo que prioriza a fixação dos mesmos policiais militares na região do campus, possibilitando a familiarização entre eles e a comunidade local, de forma a construir um vínculo de colaboração e confiança.

Foto: Divulgação / SSP-SP
Foto: Divulgação / SSP-SP

A base comunitária de segurança será instalada na Praça do Relógio. O contingente inicial deverá ser de 34 policiais, mas será ampliado para 42 nas próximas semanas, quando será concluída a preparação dos agentes. Os policiais terão perfil próximo ao dos estudantes, com formação universitária e até 26 anos de idade, e usarão um colete distintivo, com os logotipos da Polícia Militar e da Universidade.

Pelo modelo proposto, os policiais têm como foco o combate aos crimes praticados contra alunos, professores e funcionários. Problemas disciplinares e a vigilância patrimonial de rotina estão a cargo do corpo de seguranças da USP.

“Esse é um passo significativo para aumentar, em primeiro lugar, a segurança das pessoas que aqui transitam e, em segundo lugar, para expressar a confiança que a USP deposita na democracia instalada no país, que tem instrumentos suficientes para garantir o respeito aos direitos humanos, elemento fundamental da vida em sociedade”

destacou o reitor, que enfatizou que as discussões sobre o modelo, entre a USP e a Secretaria, com participação da Comissão de Direitos Humanos da Universidade, tiveram início em janeiro daquele ano.

O termo assinado entre a USP e a SSP prevê a realização de cursos de aperfeiçoamento para a capacitação da Guarda Universitária. Os cursos serão ministrados pela polícia civil e militar, com conteúdo programático na área de segurança pública.

Além disso, será criado o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) dentro da Cidade Universitária. O grupo será formado por representantes das polícias civil e militar, professores, funcionários e alunos. Serão feitas reuniões mensais, abertas à comunidade acadêmica, para que haja maior interlocução entre as partes envolvidas, além da possibilidade de dialogar e aperfeiçoar a atuação no campus.

Aliado ao policiamento comunitário, desde o final de 2014, o campus conta com um novo sistema de iluminação, que ampliou de 3,2 para 7 mil os pontos de iluminação. Está em fase de licitação o sistema de monitoramento das áreas comuns do campus, com a instalação de mais de 450 câmeras.

O Estado de S. Paulo, 08/08/15 (clique para ampliar)
O Estado de S. Paulo, 08/08/15 (clique para ampliar)

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