Revista Estudos Avançados ocupa primeiro lugar no ranking da SciELO

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Estudos Avançados responde por 2,5% dos acessos entre as 10 publicações mais visitadas na base nacional

A revista Estudos Avançados é a mais acessada entre os 280 periódicos que compõem a coleção corrente da base nacional da SciELO desde sua criação. A SciELO é um acervo online com publicações selecionadas de periódicos científicos.

O novo ranking das 10 mais acessadas foi conhecido no dia 9 de novembro. Nas estatísticas anuais da SciELO, a revista já ocupava a primeira posição desde 2013. A publicação do IEA passou a integrar o acervo na gestão do professor João Evangelista Steiner (2004-2007) como diretor do Instituto.

Desde que foi indexada, em 2004, a Estudos Avançados recebeu 29.529.460 visitas, o maior número do total de acessos da base SciELO até o momento. O número representa 2,5% dos acessos entre as 10 publicações mais visitadas.

A segunda posição é da revista Cadernos de Saúde Pública, da Fundação Fiocruz, seguida pela Química Nova, da Sociedade Brasileira de Química. A Revista Latino-Americana de Enfermagem, da Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto, aparece na quarta colocação, seguida pela Revista de Saúde Pública, da Faculdade de Saúde Pública da USP.

Números da Estudos Avançados na SciELO

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Gráfico Scielo REA: Estudos Avançados responde por 2,5% dos acessos entre as 10 publicações mais visitadas (gráfico publicado pela SciELO em 9/11/2015)

 

Edições: 84

Acessos totais: 29.529.460

Acessos em língua estrangeira (de ago-2009 a nov-2015):
Inglês: 489.343
Espanhol: 341.086

Edições mais acessadas:

Nº 51 – Trabalho e emprego. Reforma da Justiça. Ética e clonagem. Machado de Assis: 1.221.667 acessos

Nº 50 – O Negro no Brasil: 1.167.032 acessos

Nº 53 – Amazônia brasileira I. Assuntos internacionais. Nações Unidas: 1.082.086 acessos

Artigos mais acessados:

“Clonagem e células-tronco”, de Mayana Zatz: 427.100 acessos

“Carta de Paulo Freire aos professores”, de Paulo Freire: 249.749 acessos

“O desmatamento na Amazônia e a importância das áreas protegidas”, de Leandro Valle Ferreira,Eduardo Benticinque e Samuel Almeida: 242.035 acessos

Indexação

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Em março de 2004, a SciELO indexou o número 49 da Estudos Avançados. A coleção completa está disponível online desde abril de 2006 e pode ser acessada pelo site da SciELO ou do IEA. Em 2006, a revista entrou também para a base de dados da Scopus, uma das mais importantes bases bibliográficas internacionais, onde está disponível online desde o numero 56.

A indexação da Estudos Avançados na SciELO e no Scopus, bem como a sua produção eletrônica em língua inglesa, tem favorecido uma abertura internacional à publicação. Segundo o editor executivo Dario Luis Borelli, “essas medidas vêm proporcionando visibilidade à revista e um alto e crescente número de acessos”.

A coleção completa da revista também pode ser acessada pelo Portal de Periódicos da Capes e pelo Portal de Revistas USP, mantido pelo Sistema Integrado de Bibliotecas (Sibi). Ou, ainda, na base de dados Lilacs (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia).

Coerência editorial

Em 1987 a Estudos Avançados iniciava a sua missão fundamental, estreitamente conectada às bases que deram origem ao IEA: “Produzir e transmitir conhecimentos que revelem e façam entender melhor o que chamamos, em sentido lato, a realidade brasileira: as suas conquistas, os seus impasses, as suas contradições”, assim definida por Alfredo Bosi, editor da Estudos Avançados desde 1989.

A revista tem como projeto fundamental a promoção da prática transdisciplinar, fazendo as pontes entre as Ciências da Natureza e as Humanidades. Essa premissa dá origem à variedade de assuntos abordados nesses 28 anos da publicação.

O ecletismo e a profundidade no tratamento dos temas foram evidenciados desde o início. A edição inaugural trouxe, em outubro de 1987, O pensamento político para Raymundo Faoro, junto com o dossiê Revolução Francesa.

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Alfredo Bosi, professor emérito da FFLCH e editor da Estudos Avançados
Foto: IEA

“Acredito que a persistência na sua trajetória, focada em ciência pura e políticas públicas, criou um perfil de leitores. Geralmente buscam um tema e encontram outros links a respeito. Percebem informações críveis e conseguem aprofundar o conhecimento sobre temas candentes do momento que nem sempre recebem um tratamento adequado pela mídia”, diz o professor Bosi.

O crivo científico, que traz imparcialidade à linha editorial, e a leveza dos textos mesmo quando tratam de assuntos áridos, também ajudaram a construir a trajetória de sucesso, na visão de Bosi.

“Temos um alto número de pareceristas, o que nos traz segurança editorial. A boa prática científica redunda em credibilidade. Por outro lado, aprofundamos os temas sem que os textos contenham expressões ou nomenclaturas excessivamente técnicas”, afirma o editor

Segundo Bosi, o quadro editorial faz um esforço de “tradução” ou adequação linguística para que os textos sejam mais acessíveis sem que isso signifique perda de qualidade. “O autor não é jornalista, mas isso não impede que façamos uma divulgação culta da ciência”, ressalta Bosi.

O editor conta que muitas vezes o artigo chega em formato de relatório. “Por minha formação literária, chego a ficar impaciente com tantas siglas. Se o autor não pode fazer um texto elegante, que pelo menos seja legível. É delicado dizer isso para o autor porque ele não quer renunciar às siglas e jargões da sua área. Mas afinal fazemos essa acomodação linguística. Temos um bom revisor”, observa.

Ao olhar para as 10 últimas edições da Estudos Avançados, Bosi reforça sua tese de que a persistência na trajetória inicial da revista vem garantindo o sucesso entre os leitores. “O mais importante é o reconhecimento pela vasta comunidade de leitores qualificados de que a revista tem coerência. Publica com rigor acadêmico temas científicos e assuntos tratados superficialmente pela mídia. Os últimos 10 números mostram que há um equilíbrio entre temas de políticas públicas nacionais e internacionais e textos de caráter mais acadêmico”.

O editor lembra o número 75, que tratou do tema desenvolvimentismo. “Era e ainda é um termo polêmico por ser muito utilizado das mais variadas formas. Aprofundamos a discussão graças ao [Luiz Carlos] Bresser Pereira, que era um de nossos pareceristas”, lembra Bosi.

Bosi lembra algumas edições memoráveis, algumas delas entre as mais acessadas na história da revista. O dossiê de número 80, por exemplo, trouxe uma análise e retrospectiva dos 50 anos do golpe militar, com uma rica iconografia organizada a partir das imagens de uma exposição realizada no início de 2013 pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

A próxima Estudos Avançados, de número 85, trará diagnósticos sobre a grave situação do desemprego no Brasil, apontando soluções para a crise.

Sylvia Miguel / Assessoria de Comunicação do IEA

Mais informações: site http://www.scielo.br

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