Fotorreportagem – Um outro olhar sobre o tesouro brasiliano

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Colecionar é um impulso humano. Guardamos aquilo que, de alguma maneira, nos enriquece. Para o bibliófilo José Mindlin, primeiras edições de seus livros favoritos eram sua maior fonte de riqueza. “Quando se chega a esse estágio [de colecionar primeiras edições], aquele que pensava em ser na vida apenas um leitor metódico está irremediavelmente perdido”, comentou Mindlin em entrevista à revista ISTOÉ em novembro de 1997.

Inaugurada nesta semana, a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin passa a fazer parte do circuito cultural da Universidade de São Paulo. Com o objetivo de complementarmos o mundaréu de palavras escritas nos 55 mil volumes ali contidos, elaboramos uma fotorreportagem que conduzirá o olhar do leitor por um passeio pelos preciosos corredores da Brasiliana.

A coleção, com aproximadamente 39.000 títulos e 55.000 volumes — entre eles, a primeira edição de Os Lusíadas, de 1572 e a primeira edição de O Guarani de 1857 — foi doada à Universidade de São Paulo e é abrigada em três diferentes pavimentos | Foto: Denis Pacheco

O primeiro andar é dedicado a história, manuscritos e textos jesuíticos. O segundo recebe textos de literatura e sociologia, incluindo uma seção dedicada especialmente a Gilberto Freire. O terceiro contém obras de referência como dicionários e atlas, além de periódicos e livros de arte | Foto: Marcos Santos

“O espaço tem capacidade para 150 mil volumes, e possui potencial para crescimento”, afirma Pedro Puntoni, diretor da Biblioteca | Foto: Denis Pacheco

Os livros contém o Ex Libris – expressão em latim que indica a propriedade de uma obra – do próprio José Mindlin, a citação do filósofo francês Montaigne: “Je ne fait rien sans gayeté” (“Não faço nada sem alegria”) | Foto: Marcos Santos

São ao todo 2 curadores e 4 bibliotecárias responsáveis pela coleção. A equipe não apenas organizou o material, como também é responsável pelo acesso a ele. Inicialmente, destinado a pesquisadores | Foto: Denis Pacheco

A digitalização das obras raras será realizada por grandes máquinas especializadas. As obras em formato digital serão disponibilizadas para o público no site da Biblioteca. Já foram digitalizados 4.000 títulos | Foto: Denis Pacheco

No total, o prédio da Brasiliana possui cinco pavimentos com 6.500 metros quadrados | Foto: Marcos Santos

O espaço possui dispositivos de acesso por biometria e sistema de câmeras e sensores. Dispõe também de controle de temperatura e iluminação instalados para preservar os livros, além de base contra cupins | Foto: Marcos Santos

O local conta também com um arquivo deslizante, com capacidade para 90 mil volumes, e painéis para guardar quadros e obras de arte | Foto: Denis Pacheco

O projeto externo possui café, livraria da Edusp, auditório para 300 pessoas e salas de exposições | Foto: Marcos Santos

A estrutura de 20.950 metros quadrados reunirá, com a Biblioteca Guita e José Mindlin, o Instituto de Estudos Brasileiros, o Sistema Integrado de Bibliotecas da USP e uma biblioteca central de obras raras e especiais da universidade | Foto: Francisco Emolo

Confira mais no banco de imagens da USP, o USP Imagens.

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